terça-feira, 10 de março de 2015

Sem ação

Olhos inquisidores
me observam.
Mãos impiedosas
me empurram,
me apertam.

Cada movimento
estritamente vigiado
íntimo pensamento
talvez adivinhado.

Palavras cruéis
são gritadas,
minhas vontades
constantemente amassadas
alma sufocada.

Abrigo, tormento?
Pressão despedaça
com tempo
causa desgraça.

15/02/2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

In comfort

I look at you
and all I want
is to be with you,
even for a mere instant.

You give me the hope
that everything will come together
and at last, my soul
will be rid of the pain forever.

Your presence hands me the peace
that helps me to forget the rest
it all consumes me like a disease
but you help me remember my best.

For every second you’re not here,
be sure that you carry a piece of my heart
and despite all the doubt and fear
I know our bond will never fall apart.

You care for me as would do a brother;
open my eyes to things I didn’t even know
walk through my darkness like no other
while I try to defeat my biggest foe.

domingo, 8 de março de 2015

Escuro bem-vindo

Esferas lindas
de escuridão
das quais
não tenho
nenhum medo...
Teus olhos.

Brilho perpétuo
e belo
que guia
meu caminho
ao teu
grande coração...

Buraco negro
cuja gravidade
me puxa
e para
onde, indefesa,
me rendo.

O fogo
da vida
que pulsa
e queima
de ti
para mim.

sábado, 7 de março de 2015

Sina

Não há arma mais fatal
que a ponta de uma caneta
ou lápis.

Não há rio mais bravo
que o rio de tinta que percorremos
ao atravessarmos as terras vastas
de papel.

Não há coração mais dúbio
e incerto
do que o de quem vive
das palavras.

sexta-feira, 6 de março de 2015

VIII

Olá, meu querido.

Não sei que razão eu tinha para pensar que podia ainda confundir o que sinto por ti com qualquer outra coisa que não o que real e lindamente é. Mas ter falado sobre isso contigo foi um grande alívio para mim. Desde que compreendi que ainda guardava essa sensação comigo, percebi que não podia te esconder mais.

Talvez agora seja mais fácil para mim ter ainda mais certeza sobre a dimensão da nossa amizade. E que não existe "aquele" tipo de julgamento entre nós, independentemente de qualquer coisa. O problema é meu mesmo; eu sempre misturo as emoções.

É um presente para mim termos nos conhecido e aproximado da maneira como aconteceu e acho que não mudaria nada, mesmo se pudesse voltar no tempo. Talvez, só para reviver tudo de novo.

A certeza de que só queres que eu fique bem me ajuda a entender meus sentimentos mais facilmente... Nada mais me importa.

Da tua amiga.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Outra música

Às vezes
fico tanto
tempo em
silêncio, que
me esqueço
como falar.

Mas o
que minha
voz cala,
meu coração
grita alto
e ensurdece.

Um dia
ouvi dizer
que o
silêncio era
a música
da alma.

Só ela
sabe tudo
do destino
que me
foi dado
há tempos...

segunda-feira, 2 de março de 2015

Nunca fui perita em relacionamentos, mas tenho certeza de que a gente tem que ter liberdade, mesmo junto de alguém. Não podemos esquecer dos amigos e muito menos de nós mesmos.Uma coisa é dividir tempo e espaço com alguém para acrescentar, outra é viver a vida de outra pessoa.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Eu te senti

Quem é
este homem
sem rosto
do qual
sou capaz
de sentir
o perfume?

Quem é
aquele que
povoa meus
loucos sonhos,
mas de
quem nunca
vi os
belos olhos?

De quem
serão estes
mornos abraços,
que ficam
em mim
até depois
que acordo?

Qual será
o nome
do dono
dos beijos
tão nítidos,
que tão
calorosamente me
fizeram sorrir?

25/02/2015

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Tudo o que quero

Um chão sólido
sobre o qual pisar,
mão bem firme
sempre a acompanhar,
céu tão, tão azul
que a nada pode se comparar.

Música, um bom livro,
alguma solidão
ou em companhia
cuidar do meu coração
e assim evitar a perdição.

17/02/2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

VII

Oi, querido.

Tenho me forçado a escrever todos os dias, porque tem sido bem difícil lidar com os meus pensamentos. Talvez a tinta me faça enxergar o que não consigo ver, assim como tu consegues com maestria abrir os meus olhos como mais ninguém.

Nem tudo é tristeza. Só o fato de eu ter voltado a escrever já é uma vitória em muitos aspectos. A poesia outra vez tem sido minha companheira junto com a solidão, o que muito me consola. Assim como pensar em ti e imaginar o que estás fazendo agora. Sei que fazes o mesmo comigo; de alguma forma mágica estamos bastante conectados.

Fico contente por ti e pelas viagens que fizeste. Com certeza elas te abriram os horizontes e te fizeram ver muitas coisas de forma distinta. Mal posso esperar pelo dia em que o mesmo acontecerá comigo, porque preciso muito disso. E dividir tal experiência contigo seria melhor ainda.

Venho tentando me ajudar de todas as formas que encontro, porque quero ser a leoa rainha e guerreira que tanto dizes que sou. Por ti e principalmente por mim. Te juro que não vou desistir. O que seria de mim sem teu amor?
Da tua amiga.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Canção da minha vida

Cada vez mais
aquela velha canção
parece ter muito
a ver comigo.

Toda a confusão,
toda a luta,
todo o medo,
toda a dissociação...

O grito
a guitarra
o confronto
a morte.

Aquela estranha canção
talvez desde sempre
é tão minha.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Abertura

Eu quero conhecer
quem diabos é você...
Ou até quem acha que é
e eu te direi que você
e muito mais.

Me abra sua alma,
me deixe entrar
no seu espírito,
pensamentos, medos,
futuro, sonhos, passado
e esperança.

Dispa-se
e eu te receberei.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Ausência

Olá, pessoal.

Por causa da nova rotina lotada (e porque quero tentar passar menos tempo no computador), não postarei todos os dias aqui no blog, mas sempre que houver algum escrito novo, divulgarei para vocês. Como sempre, agradeço sua companhia e troca!

Um abraço.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

Escreveu palavras que tentavam expressar as maiores e mais negras verdades. Escreveu com a esperança de que pudesse conhecer a si mesma. Deixou um rastro que ninguém viu, em rios de tinta que evaporaram sob o sol da indiferença e do esquecimento.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

Medo de viver?

Minha avó costuma dizer que a vida é um fingimento; que todas as pessoas do mundo fingem ser algo que não são de verdade, que temos que nos acostumar com isso e ponto final. Que só podemos contar com nossos pais e só eles merecem nossa autenticidade.

Mas será que isso é mesmo verdade?

Se o mundo é uma farsa como ela diz, então quem somos nós? Marionetes sem o mínimo de personalidade? Que por medo ou precaução idiota contra as maldades que existem nas coisas, não se conectam a nada nem ninguém, não se entregam, não se mostram? Isto está longe de ser uma pessoa de verdade, mesmo que por conta das circunstâncias, na maior parte das vezes só algumas de nossas facetas apareçam para cada pessoa... Até porque com cada uma temos relações diferentes.

Se o mundo fosse mesmo assim, como é que minha avó foi casada por tantos anos com o mesmo homem, teve filhos e vive tranquilamente, na medida do possível? Muitas vezes nem com nossos pais podemos contar... Acho que ela se esqueceu da sensação maravilhosa que é cativar alguém. Perceber que não se está sozinho e viver um dia de cada vez, aproveitando o laço que se tem com essa pessoa.
Dando nosso melhor e até o pior. Se os pais amam os filhos independentemente de qualquer coisa, é claro que isso pode acontecer com outras pessoas, quando encontramos sentimentos verdadeiros.

Acho que mesmo quando nos desiludimos com alguém, não podemos deixar de nos arriscar e oferecer o que o mundo nos deu. Nunca sabemos quando é que vai dar certo, mesmo com os medos...

- entrada do meu diário na data de hoje.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A lição

Use sua inteligência em benefício de sua sociedade. Não tenha medo de quem você é. Não desista dos seus sonhos. Seja leal aos seus amigos. Tente ver o lado bom das pessoas. Busque a coragem dentro de si mesmo. O amor é a mais poderosa das magias. Não pise, você pode ser pisado de volta. Use seu coração.

Valorize quem você tem por perto. Acredite na sua capacidade. Cometa erros, mas não esqueça das consequências. Compense a loucura alheia com sua própria insanidade. Rir faz bem. Não guarde mágoas, faz mal. A verdadeira beleza da vida está nas coisas simples. Vale a pena lutar por algo.

Foi isso que eles me ensinaram.

26 de junho de 2011

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

- Mãe, eu sempre te vejo com esses sete livros de Harry Potter. Você gosta deles, não é? - perguntou um filho curioso.
- Gosto muito, meu filho. É uma história muito bonita, que poucas pessoas entendem de verdade. - respondeu a mãe com um grande sorriso.
- Pois é, muitas vezes já te vi lendo esses livros em voz alta quando você está triste.
- Sim. Porque o que há dentro destes livros, é um mundo muito bonito, que me faz esquecer minhas tristezas e as maldades desse mundo real. Quem dera se ele existisse de verdade. Mas pelo menos está no meu coração há muito tempo. Foi através deles que eu conheci a verdadeira magia.
- Nossa, que legal! Há quanto tempo você tem esses livros? - o menino senta-se no colo da mãe e corre os olhos pelas capas coloridas.
- Bastante tempo. Eu era uma criança como você, tinha 6 anos. - a mãe abraça o filho, e seus olhos brilham ao encontrar os livros; ela os folheia aleatoriamente. Eles estavam impecáveis, apesar do tempo.
- Faz bastante tempo, então. Você aprendeu alguma coisa? Você sempre me ensina que devo ser bom, guardar coisas bonitas no coração…
- Sim! Aprendi um monte de coisas, que tento te ensinar todos os dias, entre elas isso que você disse. Mas muitas outras coisas também, que percebi com o passar dos anos. - os olhos da mãe se enchem de lágrimas, mas elas não eram de tristeza, e sim de emoção e saudade.
- O que mais, mãezinha? Não chore… Não gosto de te ver assim.
- Não estou triste, estou emocionada de poder falar de tudo isso com você; significa muito pra mim. Mas por que você mesmo não descobre o resto? Posso te emprestar os livros.
- Sério? Que bom! Lê comigo, então? - o menino pegou o primeiro livro, muito ansioso.
- Com certeza. Vamos fazer isso juntos. Vou poder rever grandes amigos, e você vai conhecer pessoas muito especiais, que sempre fizeram parte da minha vida. Vou ter o prazer de te apresentar os verdadeiros valores da vida, a verdadeira magia, na minha segunda casa.

26 de junho de 2011

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A verdadeira magia

A verdadeira magia nos faz sermos capazes de ir a qualquer lugar e fazer qualquer coisa. Nos ajuda a ver o mundo de outra maneira. Um jeito bonito, onde podemos ser o que quisermos, e tornarmos nossos sonhos realidade, por mais que o mundo real queira nos privar disso. Um mundo onde a bondade e o amor superam a opressão. Onde a criatividade e habilidade podem ser usados para o bem. 

Onde a coragem coloca o coração acima do empecilho; onde a inteligência é um dom raro que merece ser dividido com toda a humanidade. Onde livros têm valor, realmente ensinam o que mais importa na vida, que são mais que conhecimentos, e sim lições de vida também. Eu conheci livros assim, eu conheci um mundo assim. Isso só foi possível porque uma mulher o imaginou, escreveu e realizou. Eu o vi, eu estive lá. 

A imaginação pode construir um mundo novo, e o homem pode realizá-lo. É o que eu sonho pra mim e pros meus filhos, é o que vou ensiná-los, é o que aprendi. Essa mulher me ensinou, mesmo sem querer, que não tenho que ter vergonha de sonhar, porque eu posso realizar tudo isso. A verdadeira magia é a imaginação.

28 de julho de 2011

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Solidão

Às vezes é bom ficar sozinho. É claro que tem gente que simplesmente não pode ficar sozinho por um motivo ou outro, muitas vezes doenças ou medo, mas não há como negar que ficar só tem seu lado bom. Mas o pior disso tudo é quando a pessoa sabe que não está sozinha, mas se sente assim; mas vamos voltar ao lado bom disso.
Quando se está só, nem que seja na sala, mesmo sabendo-se que tem outra pessoa que está dentro de casa, temos oportunidade de desfrutar de momentos de liberdade que são muito valiosos para algumas pessoas, mesmo que seja por curtos momentos. São momentos em que encontramos a tão desejada paz para fazermos aquilo que temos vontade ou necessidade.
Pode ser ler um bom livro, trabalhar, ficar em silêncio, fazer deveres de casa, escrever, usar a internet ou qualquer outra coisa: muitas vezes para executar esse tipo de função com maestria necessitamos de silêncio e quietude, e a solidão nos traz isso; é também nessas horas que podemos pensar em nossas vidas e avaliar se as escolhas e/ou planos que temos feito são viáveis ou não.
É POR ISSO QUE FICO TÃO FELIZ QUANDO DESCUBRO QUE VOU FICAR ALGUM TEMPO SOZINHA AQUI NA MINHA CASA (NA SALA), MESMO QUE SÓ SEJA ASSIM PORQUE MINHA MÃE QUER!
O problema desse tipo de situação é quando por um motivo ou outro nos sentimos sozinhos, mesmo sabendo que existem muitas pessoas ao nosso redor. Palavras não nos convencem, atos não nos consolam, e somente alguém ou alguma coisa em específico pode nos tirar dessa “fossa”.
Se está passando por algo assim, nunca se esqueça de que a pessoa ou coisa que pode te salvar pode estar do seu lado, algo pelo qual você esperou a vida toda… e que a solidão também tem seu lado bom se bem aproveitada!

30 de maio de 2010

sábado, 17 de janeiro de 2015

As paixões são
tão passageiras, que muitas
vezes mais vale
um amor eterno cheio
de alegrias do que uma paixão que no
final só nos traz tristezas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A: O que você viu em mim? Sou só uma pessoa despedaçada, talvez desde que nasceu.
B: Todos somos peças quebradas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Não estou me fazendo de vítima, 
não é só para chamar atenção. 
Eu me sinto mal de verdade.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Hoje me peguei transcrevendo em meu diário 
um de meus textos antigos, entre tantos 
outros pensamentos que poderia pinçar na hora… 
Talvez porque ele conte uma das muitas 
verdades que preciso juntar, reconhecer e enfrentar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sonho e coragem

Sarah estava com medo de que a pegassem fugindo de casa escondido, a despeito do sono e fome que sentia. Ela queria e precisava fugir de lá de alguma forma e por isso aproveitou a casa vazia e a meia-noite para fazê-lo. Enquanto arrumava suas coisas e o dinheiro que guardava em uma caixa, escreveu um bilhete de despedida, na esperança de que fosse lido.

Pai e mãe
Perdão pelo que vou fazer agora; não gostaria que tudo terminasse assim. Mas está na hora de eu escolher meu próprio caminho, e sozinha. Já faz muito tempo que eu planejava, mas agora vocês podem ver que eu cumpri a velha promessa que fiz quando tinha 15 anos. Estou indo embora daqui, por enquanto sem previsão de volta.
Vou usar o dinheiro que tenho aqui e o da minha poupança pra viajar pra longe; pra Londres, como é o meu sonho. Não se preocupem comigo, eu estou bem, isso vai me fazer bem. Eu posso perfeitamente trabalhar e ter meu sustento, pra unir o útil ao agradável.
Não fiquem chateados comigo; eu só preciso de um pouco de paz e um tempo pra mim. Espero que me entendam e não me procurem. Sei que tudo está acontecendo rápido demais, mas acreditem, é melhor assim. Aqui não é meu lar. Vou ficar na casa daquela minha amiga e viajar com ela.
Mostrem essa carta pras minhas amigas, e, por favor, cuidem bem do Zeus pra mim. Depois eu mando buscar ele, e desculpem por qualquer coisa. Enquanto eu não volto, não mexam em nada do que é meu aqui.
Sarah

Foi dolorido e estranho escrever aquela carta, porém necessário. Sarah não queria que seus pais fossem atrás dela; isso poderia provocar mais brigas que não dariam em nada, e eles não a deixariam fazer isso assim, de repente. Mas nem foi tão de repente assim, pois há algum tempo ela sonhava em fazer esta viagem com uma colega de curso.
Sarah olhou uma última vez para seu quarto e suas coisas, e rumou para a porta de entrada daquela casa que ela sabia, do fundo da alma, não ser sua casa de verdade. A verdadeira casa de Sarah sempre foi o mundo, pelo menos ela pensava assim. Pelo menos agora isso poderia se concretizar.
Ela fechou a porta atrás de si e caminhou com certa pressa à frente, sem olhar pra trás. Porque é preciso muita coragem para pensar mais em si mesma e no presente, sem ficar chafurdando no passado. Cruzando no jardim antes de chegar ao portão, pegou uma rosa, sua flor favorita. Quando murchasse, guardaria dentro de um de seus livros.
- Disso eu não abro mão. – ela disse. – Ai! – ela se espetou num espinho.
Sarah ficou pensando no que aquilo significava, e um pouco de medo tomou conta de sua mente confusa.
- Tenho que ter coragem, é isso. Sei que vou encontrar meu lugar no mundo e saber quem eu sou.
Ela começou a andar devagar na calçada depois de definitivamente abandonar sua casa, sempre evitando as partes mais escuras e os becos, por serem mais perigosos de madrugada. Parou num ponto de ônibus que a levasse pra perto da casa de sua colega, pra assim conversarem sobre o que aconteceria depois.
Muitas pessoas passavam na rua, e Sarah estava curiosa sobre onde elas estariam indo. Talvez para seus lares, depois de muitas horas de trabalho. Coisa que, na verdade, ela nunca teve. 1 hora da manhã, e nada de um ônibus. Sacou seu diário, sua caneta e um tinteiro, pra tentar se distrair escrevendo bobagens. Como se isso fosse atrair um ônibus.
Eram duas e meia da manhã, e ela acabou adormecendo enquanto esperava. Uma senhora muito amável a cutucou, com expressão preocupada.
- Moça, está tudo bem? Precisa de alguma coisa?
- Ah sim, tudo bem, obrigada. – respondeu Sarah, bocejando e limpando os óculos. – Acho que adormeci, porque faz muito tempo que estou esperando um ônibus. Não se preocupe.
- Certo. Posso sentar aqui e esperar também? Acabei de voltar de viagem. – perguntou a mulher.
- Claro, o banco é público. – disse Sarah sem muita emoção.
Durante mais ou menos meia hora elas conversaram sobre coisas banais e nem viram o tempo passar. A mulher foi embora sozinha, depois de avistar um carro preto do outro lado da rua. Despediram-se e Sarah seguiu ali esperando e pensando numa coisa que a mulher lhe dissera:
- Sarah, nunca deixe de buscar por aquilo que você quer, porque nada nesse mundo vai te impedir. Você tem o direito de descobrir qual é seu lugar e quem você é, não importa onde seja.
Era justamente isso que ela estava precisando, e sentiu que se lembraria disso pra sempre. Ficou espantada com o fato de uma desconhecida acabar lhe entendendo melhor do que ela mesma, sem que tivesse contado nada sobre sua vida. Talvez a mulher tenha visto a tristeza em seus olhos. Sarah desejava encontrar mais pessoas assim em seu caminho.
Três horas da manhã e nada do maldito ônibus aparecer. Ela estava com fome e frio, apesar de ser uma noite de verão. Talvez porque sua pressão tenha baixado muito… Sarah pegou seu celular para mandar uma mensagem para sua colega e, quando o abriu, haviam várias chamadas não atendidas do número de sua mãe.
- Coitada – ela suspirou -, mas ela precisa entender que por enquanto não vou voltar, e que o mundo é minha casa agora. Vou ignorar as próximas ligações também.
Ela buscou o número da moça e pensou em mandar mensagem, mas percebeu que com certeza ela só seria vista de manhã e por isso resolveu ligar apesar de ser madrugada.
- Vamos Luana, atende! – ela falou em direção ao bocal.
- HMM… Quem é? – perguntou uma voz sonolenta do outro lado.
- Luana, é a Sarah. Desculpa ligar a essa hora, mas eu decidi sair de casa pra viajar contigo e não tenho pra onde ir. Providenciei meu visto britânico semana passada mesmo. Tem como eu ficar na tua casa por enquanto e a gente resolver isso?
- Bom você me pegou de surpresa aqui, mas eu não vou te deixar aí sozinha. Vou falar com a minha irmã e te ligo de volta… Enquanto isso, tenta dar um jeito de vir aqui.
- Que bom! Obrigada mesmo. Olha, não passa nenhum ônibus por aqui, acho que vou ter que chamar um táxi… – disse Sarah com sarcasmo.
- É melhor. – houve uma pausa – Bom, vou falar com ela, boa sorte.
- Thank you for everything, sweetie. – agradeceu ela em inglês.
- You are very welcome! – respondeu Luana entre risos.
 Sarah tinha um sorriso no rosto, apesar do cansaço. Não teria forças pra segurar o telefone no ouvido de novo, por isso discou o número da empresa de táxi e ligou no alto-falante.
- Alô? Eu preciso de um táxi no centro, no primeiro ponto de ônibus na frente da farmácia de esquina…
- OK. Em breve um veículo estará aí. – respondeu uma voz feminina, que desligou.
De repente, ela se deu conta de que não precisava ter esperado todo aquele tempo por um ônibus, podendo ter pedido um táxi assim que saiu de casa. Mas que naquilo também teve uma vantagem: ela pôde pensar um pouco mais em sua vida, e conheceu aquela desconhecida e bondosa senhora que lhe dissera todas aquelas coisas tocantes.
Afinal, nada nesse mundo acontece por acaso.
Depois de alguns minutos, o esperado táxi chegou. Sarah saltou do banco e entrou.
- Na frente do hospital militar, por favor. – indicou ela ao motorista.
Ela olhava distraidamente pela janela, e quando avistou os homens de farda na frente de um enorme portão, seu coração disparou, por saber que chegara ao seu destino. Exatamente no mesmo segundo, seu telefone tocou.
- Alô, Sarah? Tem um táxi aqui na frente, é você?
- Sim, acabei de chegar. O que foi que tua irmã falou?
- Eu contei teu caso e ela deixou. Pode dormir aqui o tempo que precisar. – ela riu. – Até me espantei com a boa vontade.
- Ah, por Atena, que lindo! Muito obrigada mesmo. Vou pagar o coitado do motorista e subir aí. – respondeu Sarah.
- OK. É o terceiro andar.
Pago o motorista, Sarah saiu do carro com suas coisas e correu até o prédio buscando o apartamento. Como não queria interfonar e acordar o resto dos moradores dali, mandou um toque rápido ao telefone da outra. Alguns segundos depois, a porta se abriu e elas falavam aos sussurros.
- Luana, ah, que bom te ver. – ela abraçou a colega.
- Que doideira, vem comigo e me conta essa história direito… – Luana puxou Sarah pela mão e ela assentiu enquanto era levada a um quarto cheio de pôsteres da banda Paramore, cuja porta foi trancada.
Sarah bufou e atirou-se na cama de Luana. Uma lágrima caiu de seu olho e ele contou tudo o que aconteceu, sem meias-palavras.
- Uau Sirka! Muita coragem da tua parte sair assim de casa.
- Pois é. Consegui praticar minha palavra favorita. Eu tenho dinheiro pra viajar e quero fazê-lo o mais rápido possível. Nosso pacto ainda tá de pé?
- Claro! Falei com meus pais e esse meu amigo que mora em Londres, tá tudo certo. Também tenho dinheiro, eles me ajudaram nisso, e com o visto. Daqui a mais ou menos um mês nós podemos ir sem pepino. – disse Luana com um grande sorriso.
- Pelos deuses, que bom! – Sarah pulou da cama e reprimiu um grito maior.
- Mas seus pais sabem onde você tá, o que você quer?
- Como já disse, deixei um bilhete pra eles explicando tudo, e nem quero que me procurem. Preciso me virar sozinha agora, ir pra bem longe daqui, e realizar o nosso sonho contigo. – ela pegou a mão de Luana e elas sorriram juntas.
- É isso mesmo… Imagina nós duas, no meio daquele tanto de gente, naquelas ruas maravilhosas, tirando fotos no Big Ben e indo na plataforma 9 e ¾… Ai, caramba.
E a cada dia, Sarah e Luana aguardavam a chance de irem juntas pra Inglaterra, até que ele chegou.
Elas fizeram tudo o que queriam, juntas como prometeram uma para a outra. Até que inesperadamente encontraram as pessoas às quais deveram sua infância, lhes agradecendo por tudo. Isso foi o que deixou as amigas mais felizes, uma lembrança guardada pra sempre com fotos.
- Conseguimos, né Sirka? – perguntou Luana enquanto bebia café num pub londrino.
- Sim, com certeza. E de uma coisa eu sei: precisei desse lugar diferente e cheio de neblina pra lavar minha alma. Precisei fugir e realizar meu sonho pra me entender de verdade. E agora eu sei quem eu sou; e meu lugar é aqui, com você, na nossa Londres, perto do nosso trio. – respondeu Sarah com lágrimas nos olhos.
- Bom, se isso te faz feliz, eu também fico feliz. Porque, como você já me disse um monte de vezes, nós sempre podemos tornar nossos sonhos realidade com coragem.
E assim, as amigas seguiram bebendo café, e acima de tudo, com um sorriso verdadeiro no rosto.


agosto de 2011

domingo, 11 de janeiro de 2015

Encontro

Pegou a minha mão
e me deu esperança
na estrada mais tortuosa.
Olhou pra mim
e viu o que os outros não veem,
o que nem eu consigo ver.

Percorre minha escuridão
tocando minha alma desgastada
no silêncio acolhedor
de quem está disposto a ouvir
e a conhecer de verdade
o que preciso entender e escondo
por baixo das lágrimas e sorrisos falsos.

Me ama,
mesmo eu estando aos pedacinhos
e me abraça
quando eu mais sinto saudade e medo
e preciso de calor.

Tem o meu coração
mais do que qualquer outro,
com todas as suas mágoas e ressentimentos...
Lhe devo muito
porque mudou a minha vida
ao abrir meus olhos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Carta a um psicólogo que hei de conhecer

 Talvez eu precise mesmo de ajuda. Não sei o que está acontecendo comigo e nem quando começou. Estou nervosa, ansiosa, me desespero pela mínima coisinha e morro de vontade de chorar quase o tempo todo; até meu corpo já está dando sinais de que tem algo errado.
Me sinto culpada pelas coisas ruins que acontecem comigo. Não tenho noção do que está e não está sob meu controle. Sou uma leoa, mas que no momento está acuada por uma ameaça que nem mesmo consegue identificar. Até suas garras estão fracas e quebradiças.
Sempre fui uma pessoa positiva, mas realista; porém ultimamente não tenho conseguido controlar os pensamentos ruins que chegam; até a morte, algo tão certo e teoricamente natural, tem me assustado. Tenho medo de ficar louca, essa é a verdade.
Tenho medo de perder a capacidade de agir para conquistar meus objetivos, de desistir de mim mesma. De deixar de gostar de coisas que amo. Me sinto solitária e confusa, cheia de coisas de muito tempo acumuladas dentro de mim. E entendo que todo o problema está na minha maior inimiga: minha mente.
É como se eu estivesse dividida em duas: uma metade corajosa e otimista, e outra obscura e assustada, que no fundo deseja acabar com tudo, deixar as coisas como estão e que vê apenas o lado ruim. E que tem exercido muita força sobre a primeira, algo quase incontrolável. Sempre fui um bocado estressada, mas realmente não estou conseguindo lidar com isso.
E pra completar, me mudei há pouco tempo. Aqui eu estou estudando o que realmente quero e tenho amigos, mas estou muito, muito confusa.
E agora?

10 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A:Acho que todos temos algum tipo de "problema"... Se não fosse assim, não cresceríamos ou aprenderíamos nada.
B:A questão maior é que nem tudo é um problema e nem tudo tem resposta.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A melhor descrição de uma pessoa é aquela sincera
 feita pelos outros 
e que inclui defeitos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

As consequências existem para nos 
servirem de consciência. Por isso não adianta
 se torturar pelas coisas
 ruins que fazemos. O negócio é 
fazermos o nosso melhor.

domingo, 4 de janeiro de 2015

As pessoas só se matam porque a dor 
é funda demais, 
o mundo é cruel demais, 
as outras pessoas são cruéis demais. 
E a esperança é totalmente perdida.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Se me perguntam sobre o futuro, 
eu digo meus planos. 
Mas no fundo eu deixo 
acontecer. Vai saber o que me 
espera amanhã?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Não adianta pedir que o mundo não te julgue. Isso é impossível. Claro que ninguém tem que achar nada sobre ninguém, mas isso ainda vai acontecer. A questão é o que fazer com isso.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Eu o amei

Por muito tempo, por conta de decepções anteriores, eu meio que me fechei para o amor. Aquele amor de verdade mesmo, que rasga a gente por dentro e se alastra feito incêndio em mato ressecado. Achava que jamais conseguiria sentir a mesma coisa de novo. Mas quão tola e jovem eu era... Ainda não entendia que a cada vez é uma sensação completamente diferente. Que deixa uma lição diferente.

Tudo começou na festa de aniversário de um dos nossos colegas. Por acaso do destino minha melhor amiga também fora convidada, assim passou boa parte da festa comigo. Comentei com ela que achava o dito cujo um sujeito bem-apessoado, pois até hoje certamente ainda possui o mesmo mistério nos olhos muito azuis e um magnetismo difícil de ignorar.

Por sugestão/insistência dela, mesmo sabendo que havia outra no caminho, mexi os pauzinhos para ver o que acontecia. E a resposta esperada veio. Nem sei por quê acabei chorando por causa disso. Talvez porque tudo em mim seja intenso. Mas o estrago já estava feito e eu me deixei levar. Como era bom sentir essa adrenalina outra vez.

Com o tempo tentei me aproximar, descobrir mais sobre ele, conquistar uma amizade para quem sabe haver algo mais numa próxima oportunidade. Vi que ele era diferente daquela outra pessoa de muitas maneiras e que isso era algo bom. Seus defeitos não pareciam me incomodar e suas aparentes qualidades me fascinavam aos poucos. Acabei me apaixonando e apenas um ano depois consegui admitir isso a mim mesma.

Confessei coisas que nunca imaginei a ouvidos que nunca estiveram disponíveis; vi profundidade e verdade em olhos que nunca nem se quer me olhavam de volta; beleza e encanto num sorriso que quase nunca era aberto para mim; umas poucas vezes consegui apertar cordialmente uma mão que nunca seguraria a minha. Achei que ele era e poderia ser para mim o que nunca foi. Mas isso não era o mais importante. Mesmo eu sentindo ciúmes de todas que em minha cabeça ocupavam meu lugar e sabendo muito bem que jamais seria uma delas...

Eu o amei.

Amei a ponto de me satisfazer com uma amizade que nunca existiu. Continuar vendo nele seu lado bom, mesmo quando o ruim se sobressaía. A ponto de perdoá-lo por cada atitude mesquinha e pretenciosa. Querer que ele fosse feliz onde quer que estivesse. Afinal, ainda era e é jovem e tem muito a aprender. Todos nós temos.

Eu fui burra o bastante em me deixar chorar por algo que sabia que aconteceria, das coisas horríveis e mesquinhas que me disse e fez, até usando outras pessoas e seus sentimentos... Foi quando no outro dia ele fingiu que não me via que eu tive certeza de que ele não merecia nem um pingo de nada do que lhe fora oferecido de minha parte.

Foi no último segundo que dividimos juntos, só eu e ele, que eu o perdoei de verdade em meu coração; na verdade, nunca tinha guardado mágoas, não sou esse tipo de pessoa. E o agradeci. Agradeci por ter me ensinado que eu poderia amar de novo e que cada vez é diferente e até melhor. Que eu não preciso e não devo me culpar por aquilo que sinto. Que eu mereço isso.

Espero que ele tenha aprendido algumas coisinhas comigo também.... E que sirva de lição para o resto da sua vida. Fico feliz por ele estar alcançando as coisas que almeja aos poucos e certamente está se tornando um homem admirável. Desejo que ele ame de volta como deseja ser amado; como eu o amei. Que ele seja uma pessoa melhor por aqueles que ama.

De uma coisa ele com certeza não pode duvidar: de mim nunca existiu falta de amor.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Para o ano que vem... e todos os outros

Pro ano que está chegando, desejo que lágrimas se tornem sorrisos; obstáculos se tornem oportunidades; que nas quedas eu levante mais forte; que eu saiba ver o sol que está escondido na tempestade; que de pedras eu construa castelos; que eu não tenha medo dos espinhos.

Que meus erros se transformem em acertos e aprendizado; que meus medos não me impeçam de ter coragem; que minhas palavras possam cativar as pessoas à minha volta; que eu possa cuidar do coração daqueles que amo; que eu tenha sensibilidade para encontrar a paz dentro de mim; que o passado não me impeça de seguir em frente.

Que talvez eu encontre o amor que há em cada sorriso; que minha raiva se transforme em calmaria; que eu perceba onde a luz equivale ao mal.

É o que eu desejo para mim e para todos! :)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Ele está certo. Tenho que fazer uma faxina. Me livrar de todo o lixo e ver o que ainda posso aproveitar. Não posso me deixar afetar tanto assim pelas situações e pessoas. Tenho que amenizar todo este peso antes que ele me ponha no chão.

trecho do meu diário, 27/12/2014

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Convivência

E acho que o que realmente dá certo é quando tu convive com a pessoa e vê como ela lida com as coisas. E na convivência tu acabar gostando da pessoa. Por isso acho que é isso que tu tem que fazer.
Conhecer pessoas novas e deixar as coisas acontecerem conforme vocês convivem.
Não tenho experiência com namorados, mas se tem uma coisa que aprendi é que não adianta esperar que o príncipe bata na tua porta. Primeiro, porque ele não existe. Segundo, se tu não busca, nada acontece… Eu, por exemplo, vou conhecer outras pessoas, principalmente se me mudar, e quem sabe eu não encontre alguém ou “alguéns”.
Letícia Bolzon Silva

02/09/2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

Carta que recebi de Deus

Eu sei que seu coração está ferido, que você está se sentindo triste, magoada e sozinha. Mas não se preocupe, tudo passa. O tempo passa, os amores passam, pessoas entram e saem de nossas vidas todos os dias. Mas o que importa de verdade é quem você é, o que a vida fez você se tornar na essência; porque, como você mesma disse, “A vida é muito mais do que corações partidos, tristezas e medo.”
Então minha filha, escuta teu pai Zeus e confia na vontade do tempo que, apesar das mazelas e armadilhas, também colocou pessoas puras em teu caminho. Um dia, as respostas vão chegar e muitas coisas vão mudar. Só te resta esperar e viver, porque você é forte e já passou por coisas muito piores. Acredite em si mesma e no caráter que a vida te deu. Não abandone seus ideais; lute por eles sempre. Vai passar, minha filha. Você não está sozinha.
Basta que você continue passando por cima do que te machuca sem perder o sorriso ou esconder a lágrima quando ela vem. Controle os impulsos.

13/05/2011

sábado, 27 de dezembro de 2014

BELEZA II

Talvez eu seja bela
Mesmo com a cara limpa
O cabelo jogado no rosto
A roupa velha e amassada
Olheiras
Restos de acne da adolescência
E marcas de cansaço.

É assim que estou a maior parte do tempo
Esta sou eu, o que você vê agora.

Você diz que sou bonita
De um jeito simples e lindo...
Acho que acredito em você.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

BELEZA I

Espero poder ver em mim
A beleza que você diz que tenho
Principalmente quando
Inevitavelmente
Meu cabelo branquear
Minha pele enrugar
E não for jovem como antes...

Espero poder ainda saber sorrir
Quando minha mocidade esvanecer
E certas coisas se tornarem ainda
Mais difíceis do que são hoje...

Que eu ainda veja a beleza das coisas
Quando meus olhos ficarem cansados.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Muitas razões fazem com que eu fique horas sentada na frente de um computador. Quase nenhuma delas ocorre por minha própria vontade. Por isso eu não dispenso, quando tenho a oportunidade, de botar a caneta no papel, estar perto de um amigo sem nada disso por perto, virar a página de um livro… Viver o mundo concreto.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

E se eu estivesse triste, precisando de alguém, querendo um carinho, um colo, um abraço, uma palavra, e meu coração pedisse por você? O que você faria?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Não me importa se não durar pra sempre. 
Só quero que me faça sentir viva
e valha a pena.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Não adianta chorar; o tempo passa e faz com 
que certas coisas nunca 
mais sejam as mesmas.

sábado, 20 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Acho bonita e confortante essa ideia de ter fé. Ter fé em si mesmo em primeiro lugar. E se for pra ter fé em algo mais, que não se precise de um rótulo, dogma ou templo pra isso. Simplesmente acreditar. E principalmente respeitar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Lembranças

Hoje eu vi um filme muito bonito, chamado “Lembranças”. Ele realmente mexeu comigo, pois em vários aspectos eu me sinto exatamente como o protagonista Tyler e sua irmãzinha Caroline. Não tenho palavras pra explicar, apesar de não ter irmãos; porém sei que tenho muitas coisas em comum com eles.
Eu sinceramente gostaria de ter tido um irmão, de uns 11 anos a mais que eu.
Com certeza ele se sentiria da mesma forma que eu, de um jeito muito parecido com Tyler e Caroline. Ele seria meu melhor amigo, se importaria comigo acima de qualquer coisa. Certamente ele me levaria pro colégio todos os dias, leria histórias pra mim.
Me protegeria de tudo o que me fizesse mal, e seria meu abrigo quando eu estivesse triste. Nós dividiríamos nossa solidão. Meu irmão seria meu herói. Se eu o perdesse, principalmente numa tragédia, não sei se seria capaz de superar totalmente, como eu já superei outras vezes.
Eu amaria este cara mais que tudo no mundo, como Caroline e Tyler se amaram até o fim, apesar da perda que tiveram.

Letícia Bolzon Silva

29/07/2011

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sobre Deus

Não devia haver religiões no mundo. Essa é só mais uma palavra idiota para separar a humanidade e é por isso que existem as guerras santas.
Mas Deus não quer o mal das pessoas. Independentemente se ele existe ou não ou do nome que tenha; a crença do outro não é melhor ou pior que a sua.
Deus é uma coisa só. Acredite mais em si mesmo, pois o maior Deus está aí dentro de você e só você pode mudar o mundo um pouco a cada dia.

Letícia Bolzon Silva

29/12/2011

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Eu sou minha poesia

O eu que estou descobrindo aos poucos
Que talvez seja o que realmente sou
O que fui, poderei ser ou mesmo deseje
Está nas minhas palavras.

Está nos rios de tinta
Ora calma, ora revolta
Que percorrem a palidez
De subsolos de papel
E às vezes se tornam ondas
No mar da poesia.

Tentando nomear o que não consigo entender
E o que preciso entender.
Busque meus velhos diários espalhados,
Livros lidos, canções ouvidas
E forme sua opinião sobre mim
No final de tudo.

Se estiver disposto,
Ande pelos mesmos caminhos que um dia
Estiveram sob meus pés,
Navegue nas mesmas águas turvas
Que me afogam
E quem sabe veja com clareza
O que hoje luto para vislumbrar
Por estar no meu âmago...

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cuidamos um do outro nas distâncias, 
mas nada é tão bom quanto
 te ver de novo, tê-lo por perto.

sábado, 13 de dezembro de 2014

No fundo eu sempre soube que a ignorância 
e o preconceito estariam ali. 
Mas foi só quando eu prestei mais atenção 
e vi que eles realmente existiam 
que eu entendi que nada para mim seria fácil.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O que aprendi

É muito estranho perceber que tudo o que aprendi sobre a vida real não veio dos meus pais, pelo menos não diretamente.
É estranho me dar conta de que, todos esses anos, tudo o que eles me ensinaram foi apenas como me comportar perante a hipocrisia da sociedade em que vivo para que tudo pareça perfeito.
Não tenho como te dizer que eles são espelhos pra mim, de verdade. Acredito que foi a vida que me fez quem eu sou. A vida me mostrou como ela é, que ela não é um mar de rosas. Eu aprendi sozinha como as coisas funcionam. Apanhei muito, e já não tenho mais medo.
A vida me mostrou seu lado bom e ruim, e os valores mais importantes.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pra mim é melhor ficar em silêncio,
 só respondendo quando falarem comigo
 e parecer antipática para alguns do que falar 
coisas desnecessárias só para parecer outra pessoa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O amor e suas faces

Algumas pessoas podem não entender, mas existem muitos tipos de amor. Muitos deles são confundidos e mal-interpretados, o que é uma pena. O amor é a mais poderosa de todas as magias; vence qualquer tipo de maldade quando é verdadeiro e puro.
Sim, o amor tem sido banalizado por algumas pessoas, mas ele existe, e é muito bom poder falar de amor de um jeito comum a todos; de certa forma poder compartilhar um pouco deste sentimento tão nobre que tem sido esquecido nos tempos atuais.
Ninguém pode dizer que outra pessoa não conhece o amor, até porque todos somos amados antes mesmo de surgirmos no mundo, em meio à dor. O amor e a dor são inseparáveis, vividos por cada um de acordo com suas experiências pessoais. Já diz Gabriel Chalita: “O amor mais amado surge depois de uma dor prolongada: amor de mãe!”. Não importa a idade, sexo, cor ou coisa do gênero: todos nós já experimentamos pelo menos uma forma de amor.
A própria amizade é um amor! Porque o amor não se explica, se sente, em todas as suas formas. Só as pessoas de coração mais puro o conhecem de verdade, e podem vivê-lo plenamente, não se deixando levar pelas maldades do mundo. Superando a ignorância, o ódio e o julgamento. Valorizando as coisas mais simples.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Adolescência

A adolescência é paradoxal. Ao mesmo tempo horrível e maravilhosa, se é que você me entende. A fase mais conturbada da vida de qualquer pessoa, por isso os adultos nunca nos entendem totalmente, por mais abertos que sejam (até porque já tiveram essa idade e passaram por praticamente as mesmas coisas). Agora eu entendo; talvez seja a mudança de geração e essa coisa de outras tecnologias todos os dias.
O que mais intriga os adultos e mesmo adolescentes em geral não são as rápidas mudanças físicas, e sim as mudanças psicológicas que vêm mais rápido ainda. O modo de agir, falar e pensar sobre o mundo, as coisas, as pessoas e sobre si mesmo. O caráter e personalidade estão em plena formação; o que me faz crer que essas são as mudanças mais relevantes, e deviam ser tratadas como tal.
Todo adolescente deseja se sentir aceito, igual e ao mesmo tempo diferente, na eterna busca por uma identidade. Passando por todo tipo de obstáculo e julgamento imposto pela sociedade. Procura-se viver intensamente, e tudo toma um tamanho gigantesco; seja um sentimento, uma palavra, um gesto ou um silêncio.
A cabeça vira um turbilhão, a visão de mundo de cada um muda completamente. Coisas que amávamos já não fazem diferença, enquanto coisas que achávamos sem graça já não saem de nossas vidas. Nunca se está satisfeito, sempre se quer mais, do mundo, de nós mesmos e das pessoas à nossa volta. A opinião alheia não tem nenhuma importância pra alguns e é essencial para outros. Tudo acontece ao mesmo tempo. Somos curiosos por natureza, por isso muitos se perdem logo cedo num caminho sem volta: as drogas.
Muitos tentam parecer duros como pedra, quando na verdade são frágeis como cristal.
Todo tipo de sentimento nos invade com intensidade ainda maior. Gostamos de ficar sozinhos (justamente por aos poucos as ligações com nossos pais estarem diminuindo), mas ao mesmo tempo apenas pensar na solidão permanente nos destrói por dentro. Quando menos se espera, descobrimos o tal do amor. Muitas vezes somos feridos por causa dele. Caímos e nos levantamos muitas vezes. Sorrimos e choramos mais vezes ainda, buscando a simplicidade.
O maior desejo de alguém nessa fase da vida é encontrar a si mesmo. Encontrar segurança em pessoas importantes pra nós (amigos, por exemplo). Não ter medo de dizer aquilo que sente, seja o que for; basta que haja uma oportunidade. Buscamos um pouquinho de felicidade, que não tem idade.
Nos preenchemos de sonhos e acreditamos neles, enquanto a realidade de que o tempo passou se mostra sem piedade.
É uma fase muito bonita da vida, que determina que tipo de pessoa seremos no futuro. Mas acredite, não é fácil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sobre a inspiração

A gente reclama de falta de inspiração: das palavras que não escrevemos, dos versos e melodias que não compusemos, dos quadros que não pintamos, das esculturas que não fizemos, daquilo que não demonstramos através da arte.
Mas a verdade é que o problema está em nós mesmos, nós nos sabotamos, deixamos que o lixo da vida encha nossas mentes e impeça o que realmente importa de surgir. Já temos tudo de que precisamos para produzir maravilhas, basta que cavemos para poder ver.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Eu percebo que ele olha nos meus olhos, 
de um jeito bonito e interessado. 
Ele olha pra mim, não pro resto que não importa 
e os outros sempre percebem. 
Isso me faz querer olhar de volta, 
apesar dos meus receios.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Se segundo Dostoiévski 
as certezas moram em gaiolas 
e por isso nos fechamos
 e temos medo de alçar voo, 
me pergunto se ter certeza sobre as coisas 
é o que preciso.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A pior parte é diferenciar quando de fato precisam da gente, e não quando só estão por perto porque precisam de alguma coisa. Quando nos apreciam como pessoas, e não apenas o que fazemos por eles. Aprender a dizer não.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A cada vez que me olho no espelho, 
percebo o quanto meu rosto jovem 
está ficando envelhecido 
pelas noites sem dormir; 
os pensamentos que não cessam,
 a escuridão que não atenua.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Todos os dias eu olho para mim mesma… 
e descubro mais sobre minha escuridão. 
Verdades que eu nem sabia que existiam.

domingo, 30 de novembro de 2014

sábado, 29 de novembro de 2014

Novos usos

Todos somos quebrados. Todos nós.
Segundo a teoria do Corpo sem Órgãos, embora nosso corpo seja um conjunto de sistemas interligados, de certa forma vivemos e devemos viver para que ele não se torne algo instrumentalizado que tenha uma utilidade determinada pela cega sociedade.
Segundo este pequeno pedaço da filosofia, talvez a chave para nossa infelicidade e fraqueza de espírito esteja no fato de que o corpo é tratado como algo com função para além de si mesmo, uma função social.
Somos cobrados para agir assim, para nos encaixarmos em padrões que nós mesmos não vemos o quanto são nocivos e paralisantes. Acabamos vivendo como os outros desejam, e não de acordo com aquilo que consideramos o melhor para nós. Limitamos nossas capacidades de percepção das coisas, mesmo as mais simples e físicas.
E a própria sociedade não vê e apenas replica o discurso. É como se ninguém pensasse.
O corpo humano é essa “máquina” (im)perfeita que não deveria ser vista assim. Somos a maior maravilha da natureza e como é que vivemos? Querendo ser máquinas, porque vivemos em um mundo de indústrias e capital; se produz coisas em série e nosso corpo deve ser tratado assim: senta assim, assado, não faz isso, não faça aquilo.
O que prova que estamos longe da verdadeira evolução. Nos concentramos na evolução tecnológica e não a humana. Ela fica bem distante e é muito importante na educação. A capacidade de agir, de pensar, de mudar. O mundo é muito grande e nós ficamos aqui, parados, esperando as coisas acontecerem.
Mas nada acontece. Temos que ir atrás, mas o mundo não quer que o façamos.

Ana Virginia Panerai e Letícia Bolzon Silva

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A escola é formadora de opinião.
Se é essa atitude que se incute
na cabeça do sujeito, 
é assim que ele vai agir.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

É só vivendo e experimentando por si mesmo, 
chegando perto, observando, que a gente consegue discernir
 o que é bom ou não pra nós e se acostuma 
com os aspectos à nossa volta.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

domingo, 23 de novembro de 2014

Não, não é só para ser do contra, muito menos para me contradizer. Eu simplesmente discordo do seu ponto de vista e/ou achei bom fazer algo diferente.

sábado, 22 de novembro de 2014

Chega uma época do ano, mais para o fim, em que eu vou ficando tão cansada. É como se minhas baterias resolvessem começar a esgotar e não consigo fazer nada direito. Desta vez, eu me sinto ainda pior… A bagunça está grande demais para que eu consiga limpar sozinha.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sobre a música

A música é tudo na minha vida. Quando me faltam as palavras, ela diz o que estou sentindo, e sempre foi minha companhia nas horas de solidão (que não são poucas). Eu acredito nela como as pessoas acreditam na oração.
Ela me traz inspiração, me fazendo entender que a vida é muito mais do que a gente supõe que seja ou que nossos olhos possam ver. Eu acredito que ela venha do coração… De onde saem as palavras, melodias e tudo o mais.
É a minha catarse.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

Olá!

Sim, faz muito tempo que não posto nada, não é mesmo? Mas a falta de tempo e inspiração é o que tem me impedido de escrever versos. O que tenho escrito ultimamente passa longe disto, mas nem por isto vou abandonar meus queridos seguidores daqui.

Então vamos fazer o seguinte?

Sempre que possível vou postar algum texto meu, qualquer que seja o gênero, para manter o blog atualizado. Nem que para isso precise copiá-los de outros sites onde já foram publicados, com a respectiva data do outro local. Até será bom, espalhará mais o meu trabalho :) Neste tempo em que estive ausente escrevi muito, pensei muito e até publiquei um livro, que será divulgado aqui!

Por isso agradeço desde já a presença e fidelidade de todos aqueles que leem minhas palavras; o feedback de vocês é muito importante para mim. Sem esquecer da paciência, é claro.

Um abraço a todos!

sábado, 15 de novembro de 2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sentir-se normal, para pessoas como eu, não é só ter uma carreira
e ter os mesmos objetivos que os outros. É fazer de modo geral
 o que todo mundo faz, 
com independência e a consciência do livre arbítrio. Até para coisas bem simples.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Reencontrar certas pessoas depois de muito tempo
e ver o quanto elas cresceram e se abriram simplesmente por terem 
conseguido sair da zona de conforto 
me mostrou o quanto isso também é necessário para mim.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uma das coisas mais difíceis na vida 
é saber nomear o que realmente te incomoda.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Prefiro ter poucos amigos e ter a certeza de que são verdadeiros do que estar rodeadas de pessoas vazias e que em nada me acrescentam.

domingo, 9 de novembro de 2014

Quem não cansa de vez em quando, ainda mais se passa quase todos os dias por situações incômodas?

sábado, 8 de novembro de 2014

Eu não quero respostas prontas,
 principalmente de gente que não se põe no meu lugar
 para entender o que realmente quero dizer, 
o que realmente sinto.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Eu não compreendo os outros… e eles não me compreendem. 
É o meu ciclo vicioso.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sobre respeito

Eu sei que desde pequena fui ensinada a respeitar os outros. Mas acontece que ele deve vir de ambos os lados e a questão da idade nesse sentido é praticamente irrelevante.
Claro que muitas vezes começo brigas terríveis e desnecessárias, simplesmente porque sei ser bem grossa com as pessoas. Mas isso não acontece sempre e elas interpretam assim…
Se eu não tenho razão em dizer coisas rudes, que conceito de respeito é esse que alguns me cobram onde tenho que ficar quieta quando as palavras são dirigidas a mim? É difícil de entender.

Letícia Bolzon Silva

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Todos os dias eu tenho que botar na cabeça que não sou diferente de ninguém, mas em certas coisas eu sou sim completamente diferente dos outros. Essas diferenças fazem com que eu muitas vezes me sinta só no meio da multidão; agora que sou consciente disso, isso faz com que eu não me sinta normal… Não de todo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Não importa o que se faça, 
tudo na vida tem altos e baixos;
a questão maior é lidar com eles.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

É difícil se sentir confortável quando os outros ao mesmo tempo 
querem que tu tenhas uma vida grande 
e te impedem de viver a mais simples das coisas.

domingo, 2 de novembro de 2014

Ainda passo a limpo os velhos pensamentos que foram 
esquecidos naquela agenda… 
E assim me reencontro com o passado. 
Com a pessoa que fui um dia.

sábado, 1 de novembro de 2014

As pessoas te decepcionam uma hora ou outra. 
Não adianta querer que eles ajam da maneira que você quer,
muito menos o tempo todo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

É bom encontrar pessoas depois de muito tempo 
e perceber que as coisas mudam, o quanto elas podem amadurecer.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

domingo, 5 de outubro de 2014

É muito simples

Quero ser amada. Quero amar de volta. Quero me sentir completa, apesar dos pedaços espalhados no chão. Quero morrer de amor e nascer de novo. Quero me sentir protegida nos braços de alguém.
Quero não precisar guardar tantos segredos. Quero me sentir viva como nunca. Não quero mais pensar que sou uma idiota por falar de amor. Quero sorrir de verdade.
Letícia Bolzon Silva

Sublime

Pela palma da mão que o destino decreta como serenata o amor que mal se notava na palavra não dita agora grita e faz chorar de alegria em ba...