sábado, 31 de janeiro de 2015

Escreveu palavras que tentavam expressar as maiores e mais negras verdades. Escreveu com a esperança de que pudesse conhecer a si mesma. Deixou um rastro que ninguém viu, em rios de tinta que evaporaram sob o sol da indiferença e do esquecimento.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

Medo de viver?

Minha avó costuma dizer que a vida é um fingimento; que todas as pessoas do mundo fingem ser algo que não são de verdade, que temos que nos acostumar com isso e ponto final. Que só podemos contar com nossos pais e só eles merecem nossa autenticidade.

Mas será que isso é mesmo verdade?

Se o mundo é uma farsa como ela diz, então quem somos nós? Marionetes sem o mínimo de personalidade? Que por medo ou precaução idiota contra as maldades que existem nas coisas, não se conectam a nada nem ninguém, não se entregam, não se mostram? Isto está longe de ser uma pessoa de verdade, mesmo que por conta das circunstâncias, na maior parte das vezes só algumas de nossas facetas apareçam para cada pessoa... Até porque com cada uma temos relações diferentes.

Se o mundo fosse mesmo assim, como é que minha avó foi casada por tantos anos com o mesmo homem, teve filhos e vive tranquilamente, na medida do possível? Muitas vezes nem com nossos pais podemos contar... Acho que ela se esqueceu da sensação maravilhosa que é cativar alguém. Perceber que não se está sozinho e viver um dia de cada vez, aproveitando o laço que se tem com essa pessoa.
Dando nosso melhor e até o pior. Se os pais amam os filhos independentemente de qualquer coisa, é claro que isso pode acontecer com outras pessoas, quando encontramos sentimentos verdadeiros.

Acho que mesmo quando nos desiludimos com alguém, não podemos deixar de nos arriscar e oferecer o que o mundo nos deu. Nunca sabemos quando é que vai dar certo, mesmo com os medos...

- entrada do meu diário na data de hoje.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A lição

Use sua inteligência em benefício de sua sociedade. Não tenha medo de quem você é. Não desista dos seus sonhos. Seja leal aos seus amigos. Tente ver o lado bom das pessoas. Busque a coragem dentro de si mesmo. O amor é a mais poderosa das magias. Não pise, você pode ser pisado de volta. Use seu coração.

Valorize quem você tem por perto. Acredite na sua capacidade. Cometa erros, mas não esqueça das consequências. Compense a loucura alheia com sua própria insanidade. Rir faz bem. Não guarde mágoas, faz mal. A verdadeira beleza da vida está nas coisas simples. Vale a pena lutar por algo.

Foi isso que eles me ensinaram.

26 de junho de 2011

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

- Mãe, eu sempre te vejo com esses sete livros de Harry Potter. Você gosta deles, não é? - perguntou um filho curioso.
- Gosto muito, meu filho. É uma história muito bonita, que poucas pessoas entendem de verdade. - respondeu a mãe com um grande sorriso.
- Pois é, muitas vezes já te vi lendo esses livros em voz alta quando você está triste.
- Sim. Porque o que há dentro destes livros, é um mundo muito bonito, que me faz esquecer minhas tristezas e as maldades desse mundo real. Quem dera se ele existisse de verdade. Mas pelo menos está no meu coração há muito tempo. Foi através deles que eu conheci a verdadeira magia.
- Nossa, que legal! Há quanto tempo você tem esses livros? - o menino senta-se no colo da mãe e corre os olhos pelas capas coloridas.
- Bastante tempo. Eu era uma criança como você, tinha 6 anos. - a mãe abraça o filho, e seus olhos brilham ao encontrar os livros; ela os folheia aleatoriamente. Eles estavam impecáveis, apesar do tempo.
- Faz bastante tempo, então. Você aprendeu alguma coisa? Você sempre me ensina que devo ser bom, guardar coisas bonitas no coração…
- Sim! Aprendi um monte de coisas, que tento te ensinar todos os dias, entre elas isso que você disse. Mas muitas outras coisas também, que percebi com o passar dos anos. - os olhos da mãe se enchem de lágrimas, mas elas não eram de tristeza, e sim de emoção e saudade.
- O que mais, mãezinha? Não chore… Não gosto de te ver assim.
- Não estou triste, estou emocionada de poder falar de tudo isso com você; significa muito pra mim. Mas por que você mesmo não descobre o resto? Posso te emprestar os livros.
- Sério? Que bom! Lê comigo, então? - o menino pegou o primeiro livro, muito ansioso.
- Com certeza. Vamos fazer isso juntos. Vou poder rever grandes amigos, e você vai conhecer pessoas muito especiais, que sempre fizeram parte da minha vida. Vou ter o prazer de te apresentar os verdadeiros valores da vida, a verdadeira magia, na minha segunda casa.

26 de junho de 2011

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A verdadeira magia

A verdadeira magia nos faz sermos capazes de ir a qualquer lugar e fazer qualquer coisa. Nos ajuda a ver o mundo de outra maneira. Um jeito bonito, onde podemos ser o que quisermos, e tornarmos nossos sonhos realidade, por mais que o mundo real queira nos privar disso. Um mundo onde a bondade e o amor superam a opressão. Onde a criatividade e habilidade podem ser usados para o bem. 

Onde a coragem coloca o coração acima do empecilho; onde a inteligência é um dom raro que merece ser dividido com toda a humanidade. Onde livros têm valor, realmente ensinam o que mais importa na vida, que são mais que conhecimentos, e sim lições de vida também. Eu conheci livros assim, eu conheci um mundo assim. Isso só foi possível porque uma mulher o imaginou, escreveu e realizou. Eu o vi, eu estive lá. 

A imaginação pode construir um mundo novo, e o homem pode realizá-lo. É o que eu sonho pra mim e pros meus filhos, é o que vou ensiná-los, é o que aprendi. Essa mulher me ensinou, mesmo sem querer, que não tenho que ter vergonha de sonhar, porque eu posso realizar tudo isso. A verdadeira magia é a imaginação.

28 de julho de 2011

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Solidão

Às vezes é bom ficar sozinho. É claro que tem gente que simplesmente não pode ficar sozinho por um motivo ou outro, muitas vezes doenças ou medo, mas não há como negar que ficar só tem seu lado bom. Mas o pior disso tudo é quando a pessoa sabe que não está sozinha, mas se sente assim; mas vamos voltar ao lado bom disso.
Quando se está só, nem que seja na sala, mesmo sabendo-se que tem outra pessoa que está dentro de casa, temos oportunidade de desfrutar de momentos de liberdade que são muito valiosos para algumas pessoas, mesmo que seja por curtos momentos. São momentos em que encontramos a tão desejada paz para fazermos aquilo que temos vontade ou necessidade.
Pode ser ler um bom livro, trabalhar, ficar em silêncio, fazer deveres de casa, escrever, usar a internet ou qualquer outra coisa: muitas vezes para executar esse tipo de função com maestria necessitamos de silêncio e quietude, e a solidão nos traz isso; é também nessas horas que podemos pensar em nossas vidas e avaliar se as escolhas e/ou planos que temos feito são viáveis ou não.
É POR ISSO QUE FICO TÃO FELIZ QUANDO DESCUBRO QUE VOU FICAR ALGUM TEMPO SOZINHA AQUI NA MINHA CASA (NA SALA), MESMO QUE SÓ SEJA ASSIM PORQUE MINHA MÃE QUER!
O problema desse tipo de situação é quando por um motivo ou outro nos sentimos sozinhos, mesmo sabendo que existem muitas pessoas ao nosso redor. Palavras não nos convencem, atos não nos consolam, e somente alguém ou alguma coisa em específico pode nos tirar dessa “fossa”.
Se está passando por algo assim, nunca se esqueça de que a pessoa ou coisa que pode te salvar pode estar do seu lado, algo pelo qual você esperou a vida toda… e que a solidão também tem seu lado bom se bem aproveitada!

30 de maio de 2010

sábado, 17 de janeiro de 2015

As paixões são
tão passageiras, que muitas
vezes mais vale
um amor eterno cheio
de alegrias do que uma paixão que no
final só nos traz tristezas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A: O que você viu em mim? Sou só uma pessoa despedaçada, talvez desde que nasceu.
B: Todos somos peças quebradas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Não estou me fazendo de vítima, 
não é só para chamar atenção. 
Eu me sinto mal de verdade.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Hoje me peguei transcrevendo em meu diário 
um de meus textos antigos, entre tantos 
outros pensamentos que poderia pinçar na hora… 
Talvez porque ele conte uma das muitas 
verdades que preciso juntar, reconhecer e enfrentar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sonho e coragem

Sarah estava com medo de que a pegassem fugindo de casa escondido, a despeito do sono e fome que sentia. Ela queria e precisava fugir de lá de alguma forma e por isso aproveitou a casa vazia e a meia-noite para fazê-lo. Enquanto arrumava suas coisas e o dinheiro que guardava em uma caixa, escreveu um bilhete de despedida, na esperança de que fosse lido.

Pai e mãe
Perdão pelo que vou fazer agora; não gostaria que tudo terminasse assim. Mas está na hora de eu escolher meu próprio caminho, e sozinha. Já faz muito tempo que eu planejava, mas agora vocês podem ver que eu cumpri a velha promessa que fiz quando tinha 15 anos. Estou indo embora daqui, por enquanto sem previsão de volta.
Vou usar o dinheiro que tenho aqui e o da minha poupança pra viajar pra longe; pra Londres, como é o meu sonho. Não se preocupem comigo, eu estou bem, isso vai me fazer bem. Eu posso perfeitamente trabalhar e ter meu sustento, pra unir o útil ao agradável.
Não fiquem chateados comigo; eu só preciso de um pouco de paz e um tempo pra mim. Espero que me entendam e não me procurem. Sei que tudo está acontecendo rápido demais, mas acreditem, é melhor assim. Aqui não é meu lar. Vou ficar na casa daquela minha amiga e viajar com ela.
Mostrem essa carta pras minhas amigas, e, por favor, cuidem bem do Zeus pra mim. Depois eu mando buscar ele, e desculpem por qualquer coisa. Enquanto eu não volto, não mexam em nada do que é meu aqui.
Sarah

Foi dolorido e estranho escrever aquela carta, porém necessário. Sarah não queria que seus pais fossem atrás dela; isso poderia provocar mais brigas que não dariam em nada, e eles não a deixariam fazer isso assim, de repente. Mas nem foi tão de repente assim, pois há algum tempo ela sonhava em fazer esta viagem com uma colega de curso.
Sarah olhou uma última vez para seu quarto e suas coisas, e rumou para a porta de entrada daquela casa que ela sabia, do fundo da alma, não ser sua casa de verdade. A verdadeira casa de Sarah sempre foi o mundo, pelo menos ela pensava assim. Pelo menos agora isso poderia se concretizar.
Ela fechou a porta atrás de si e caminhou com certa pressa à frente, sem olhar pra trás. Porque é preciso muita coragem para pensar mais em si mesma e no presente, sem ficar chafurdando no passado. Cruzando no jardim antes de chegar ao portão, pegou uma rosa, sua flor favorita. Quando murchasse, guardaria dentro de um de seus livros.
- Disso eu não abro mão. – ela disse. – Ai! – ela se espetou num espinho.
Sarah ficou pensando no que aquilo significava, e um pouco de medo tomou conta de sua mente confusa.
- Tenho que ter coragem, é isso. Sei que vou encontrar meu lugar no mundo e saber quem eu sou.
Ela começou a andar devagar na calçada depois de definitivamente abandonar sua casa, sempre evitando as partes mais escuras e os becos, por serem mais perigosos de madrugada. Parou num ponto de ônibus que a levasse pra perto da casa de sua colega, pra assim conversarem sobre o que aconteceria depois.
Muitas pessoas passavam na rua, e Sarah estava curiosa sobre onde elas estariam indo. Talvez para seus lares, depois de muitas horas de trabalho. Coisa que, na verdade, ela nunca teve. 1 hora da manhã, e nada de um ônibus. Sacou seu diário, sua caneta e um tinteiro, pra tentar se distrair escrevendo bobagens. Como se isso fosse atrair um ônibus.
Eram duas e meia da manhã, e ela acabou adormecendo enquanto esperava. Uma senhora muito amável a cutucou, com expressão preocupada.
- Moça, está tudo bem? Precisa de alguma coisa?
- Ah sim, tudo bem, obrigada. – respondeu Sarah, bocejando e limpando os óculos. – Acho que adormeci, porque faz muito tempo que estou esperando um ônibus. Não se preocupe.
- Certo. Posso sentar aqui e esperar também? Acabei de voltar de viagem. – perguntou a mulher.
- Claro, o banco é público. – disse Sarah sem muita emoção.
Durante mais ou menos meia hora elas conversaram sobre coisas banais e nem viram o tempo passar. A mulher foi embora sozinha, depois de avistar um carro preto do outro lado da rua. Despediram-se e Sarah seguiu ali esperando e pensando numa coisa que a mulher lhe dissera:
- Sarah, nunca deixe de buscar por aquilo que você quer, porque nada nesse mundo vai te impedir. Você tem o direito de descobrir qual é seu lugar e quem você é, não importa onde seja.
Era justamente isso que ela estava precisando, e sentiu que se lembraria disso pra sempre. Ficou espantada com o fato de uma desconhecida acabar lhe entendendo melhor do que ela mesma, sem que tivesse contado nada sobre sua vida. Talvez a mulher tenha visto a tristeza em seus olhos. Sarah desejava encontrar mais pessoas assim em seu caminho.
Três horas da manhã e nada do maldito ônibus aparecer. Ela estava com fome e frio, apesar de ser uma noite de verão. Talvez porque sua pressão tenha baixado muito… Sarah pegou seu celular para mandar uma mensagem para sua colega e, quando o abriu, haviam várias chamadas não atendidas do número de sua mãe.
- Coitada – ela suspirou -, mas ela precisa entender que por enquanto não vou voltar, e que o mundo é minha casa agora. Vou ignorar as próximas ligações também.
Ela buscou o número da moça e pensou em mandar mensagem, mas percebeu que com certeza ela só seria vista de manhã e por isso resolveu ligar apesar de ser madrugada.
- Vamos Luana, atende! – ela falou em direção ao bocal.
- HMM… Quem é? – perguntou uma voz sonolenta do outro lado.
- Luana, é a Sarah. Desculpa ligar a essa hora, mas eu decidi sair de casa pra viajar contigo e não tenho pra onde ir. Providenciei meu visto britânico semana passada mesmo. Tem como eu ficar na tua casa por enquanto e a gente resolver isso?
- Bom você me pegou de surpresa aqui, mas eu não vou te deixar aí sozinha. Vou falar com a minha irmã e te ligo de volta… Enquanto isso, tenta dar um jeito de vir aqui.
- Que bom! Obrigada mesmo. Olha, não passa nenhum ônibus por aqui, acho que vou ter que chamar um táxi… – disse Sarah com sarcasmo.
- É melhor. – houve uma pausa – Bom, vou falar com ela, boa sorte.
- Thank you for everything, sweetie. – agradeceu ela em inglês.
- You are very welcome! – respondeu Luana entre risos.
 Sarah tinha um sorriso no rosto, apesar do cansaço. Não teria forças pra segurar o telefone no ouvido de novo, por isso discou o número da empresa de táxi e ligou no alto-falante.
- Alô? Eu preciso de um táxi no centro, no primeiro ponto de ônibus na frente da farmácia de esquina…
- OK. Em breve um veículo estará aí. – respondeu uma voz feminina, que desligou.
De repente, ela se deu conta de que não precisava ter esperado todo aquele tempo por um ônibus, podendo ter pedido um táxi assim que saiu de casa. Mas que naquilo também teve uma vantagem: ela pôde pensar um pouco mais em sua vida, e conheceu aquela desconhecida e bondosa senhora que lhe dissera todas aquelas coisas tocantes.
Afinal, nada nesse mundo acontece por acaso.
Depois de alguns minutos, o esperado táxi chegou. Sarah saltou do banco e entrou.
- Na frente do hospital militar, por favor. – indicou ela ao motorista.
Ela olhava distraidamente pela janela, e quando avistou os homens de farda na frente de um enorme portão, seu coração disparou, por saber que chegara ao seu destino. Exatamente no mesmo segundo, seu telefone tocou.
- Alô, Sarah? Tem um táxi aqui na frente, é você?
- Sim, acabei de chegar. O que foi que tua irmã falou?
- Eu contei teu caso e ela deixou. Pode dormir aqui o tempo que precisar. – ela riu. – Até me espantei com a boa vontade.
- Ah, por Atena, que lindo! Muito obrigada mesmo. Vou pagar o coitado do motorista e subir aí. – respondeu Sarah.
- OK. É o terceiro andar.
Pago o motorista, Sarah saiu do carro com suas coisas e correu até o prédio buscando o apartamento. Como não queria interfonar e acordar o resto dos moradores dali, mandou um toque rápido ao telefone da outra. Alguns segundos depois, a porta se abriu e elas falavam aos sussurros.
- Luana, ah, que bom te ver. – ela abraçou a colega.
- Que doideira, vem comigo e me conta essa história direito… – Luana puxou Sarah pela mão e ela assentiu enquanto era levada a um quarto cheio de pôsteres da banda Paramore, cuja porta foi trancada.
Sarah bufou e atirou-se na cama de Luana. Uma lágrima caiu de seu olho e ele contou tudo o que aconteceu, sem meias-palavras.
- Uau Sirka! Muita coragem da tua parte sair assim de casa.
- Pois é. Consegui praticar minha palavra favorita. Eu tenho dinheiro pra viajar e quero fazê-lo o mais rápido possível. Nosso pacto ainda tá de pé?
- Claro! Falei com meus pais e esse meu amigo que mora em Londres, tá tudo certo. Também tenho dinheiro, eles me ajudaram nisso, e com o visto. Daqui a mais ou menos um mês nós podemos ir sem pepino. – disse Luana com um grande sorriso.
- Pelos deuses, que bom! – Sarah pulou da cama e reprimiu um grito maior.
- Mas seus pais sabem onde você tá, o que você quer?
- Como já disse, deixei um bilhete pra eles explicando tudo, e nem quero que me procurem. Preciso me virar sozinha agora, ir pra bem longe daqui, e realizar o nosso sonho contigo. – ela pegou a mão de Luana e elas sorriram juntas.
- É isso mesmo… Imagina nós duas, no meio daquele tanto de gente, naquelas ruas maravilhosas, tirando fotos no Big Ben e indo na plataforma 9 e ¾… Ai, caramba.
E a cada dia, Sarah e Luana aguardavam a chance de irem juntas pra Inglaterra, até que ele chegou.
Elas fizeram tudo o que queriam, juntas como prometeram uma para a outra. Até que inesperadamente encontraram as pessoas às quais deveram sua infância, lhes agradecendo por tudo. Isso foi o que deixou as amigas mais felizes, uma lembrança guardada pra sempre com fotos.
- Conseguimos, né Sirka? – perguntou Luana enquanto bebia café num pub londrino.
- Sim, com certeza. E de uma coisa eu sei: precisei desse lugar diferente e cheio de neblina pra lavar minha alma. Precisei fugir e realizar meu sonho pra me entender de verdade. E agora eu sei quem eu sou; e meu lugar é aqui, com você, na nossa Londres, perto do nosso trio. – respondeu Sarah com lágrimas nos olhos.
- Bom, se isso te faz feliz, eu também fico feliz. Porque, como você já me disse um monte de vezes, nós sempre podemos tornar nossos sonhos realidade com coragem.
E assim, as amigas seguiram bebendo café, e acima de tudo, com um sorriso verdadeiro no rosto.


agosto de 2011

domingo, 11 de janeiro de 2015

Encontro

Pegou a minha mão
e me deu esperança
na estrada mais tortuosa.
Olhou pra mim
e viu o que os outros não veem,
o que nem eu consigo ver.

Percorre minha escuridão
tocando minha alma desgastada
no silêncio acolhedor
de quem está disposto a ouvir
e a conhecer de verdade
o que preciso entender e escondo
por baixo das lágrimas e sorrisos falsos.

Me ama,
mesmo eu estando aos pedacinhos
e me abraça
quando eu mais sinto saudade e medo
e preciso de calor.

Tem o meu coração
mais do que qualquer outro,
com todas as suas mágoas e ressentimentos...
Lhe devo muito
porque mudou a minha vida
ao abrir meus olhos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Carta a um psicólogo que hei de conhecer

 Talvez eu precise mesmo de ajuda. Não sei o que está acontecendo comigo e nem quando começou. Estou nervosa, ansiosa, me desespero pela mínima coisinha e morro de vontade de chorar quase o tempo todo; até meu corpo já está dando sinais de que tem algo errado.
Me sinto culpada pelas coisas ruins que acontecem comigo. Não tenho noção do que está e não está sob meu controle. Sou uma leoa, mas que no momento está acuada por uma ameaça que nem mesmo consegue identificar. Até suas garras estão fracas e quebradiças.
Sempre fui uma pessoa positiva, mas realista; porém ultimamente não tenho conseguido controlar os pensamentos ruins que chegam; até a morte, algo tão certo e teoricamente natural, tem me assustado. Tenho medo de ficar louca, essa é a verdade.
Tenho medo de perder a capacidade de agir para conquistar meus objetivos, de desistir de mim mesma. De deixar de gostar de coisas que amo. Me sinto solitária e confusa, cheia de coisas de muito tempo acumuladas dentro de mim. E entendo que todo o problema está na minha maior inimiga: minha mente.
É como se eu estivesse dividida em duas: uma metade corajosa e otimista, e outra obscura e assustada, que no fundo deseja acabar com tudo, deixar as coisas como estão e que vê apenas o lado ruim. E que tem exercido muita força sobre a primeira, algo quase incontrolável. Sempre fui um bocado estressada, mas realmente não estou conseguindo lidar com isso.
E pra completar, me mudei há pouco tempo. Aqui eu estou estudando o que realmente quero e tenho amigos, mas estou muito, muito confusa.
E agora?

10 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A:Acho que todos temos algum tipo de "problema"... Se não fosse assim, não cresceríamos ou aprenderíamos nada.
B:A questão maior é que nem tudo é um problema e nem tudo tem resposta.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A melhor descrição de uma pessoa é aquela sincera
 feita pelos outros 
e que inclui defeitos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

As consequências existem para nos 
servirem de consciência. Por isso não adianta
 se torturar pelas coisas
 ruins que fazemos. O negócio é 
fazermos o nosso melhor.

domingo, 4 de janeiro de 2015

As pessoas só se matam porque a dor 
é funda demais, 
o mundo é cruel demais, 
as outras pessoas são cruéis demais. 
E a esperança é totalmente perdida.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Se me perguntam sobre o futuro, 
eu digo meus planos. 
Mas no fundo eu deixo 
acontecer. Vai saber o que me 
espera amanhã?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Não adianta pedir que o mundo não te julgue. Isso é impossível. Claro que ninguém tem que achar nada sobre ninguém, mas isso ainda vai acontecer. A questão é o que fazer com isso.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Eu o amei

Por muito tempo, por conta de decepções anteriores, eu meio que me fechei para o amor. Aquele amor de verdade mesmo, que rasga a gente por dentro e se alastra feito incêndio em mato ressecado. Achava que jamais conseguiria sentir a mesma coisa de novo. Mas quão tola e jovem eu era... Ainda não entendia que a cada vez é uma sensação completamente diferente. Que deixa uma lição diferente.

Tudo começou na festa de aniversário de um dos nossos colegas. Por acaso do destino minha melhor amiga também fora convidada, assim passou boa parte da festa comigo. Comentei com ela que achava o dito cujo um sujeito bem-apessoado, pois até hoje certamente ainda possui o mesmo mistério nos olhos muito azuis e um magnetismo difícil de ignorar.

Por sugestão/insistência dela, mesmo sabendo que havia outra no caminho, mexi os pauzinhos para ver o que acontecia. E a resposta esperada veio. Nem sei por quê acabei chorando por causa disso. Talvez porque tudo em mim seja intenso. Mas o estrago já estava feito e eu me deixei levar. Como era bom sentir essa adrenalina outra vez.

Com o tempo tentei me aproximar, descobrir mais sobre ele, conquistar uma amizade para quem sabe haver algo mais numa próxima oportunidade. Vi que ele era diferente daquela outra pessoa de muitas maneiras e que isso era algo bom. Seus defeitos não pareciam me incomodar e suas aparentes qualidades me fascinavam aos poucos. Acabei me apaixonando e apenas um ano depois consegui admitir isso a mim mesma.

Confessei coisas que nunca imaginei a ouvidos que nunca estiveram disponíveis; vi profundidade e verdade em olhos que nunca nem se quer me olhavam de volta; beleza e encanto num sorriso que quase nunca era aberto para mim; umas poucas vezes consegui apertar cordialmente uma mão que nunca seguraria a minha. Achei que ele era e poderia ser para mim o que nunca foi. Mas isso não era o mais importante. Mesmo eu sentindo ciúmes de todas que em minha cabeça ocupavam meu lugar e sabendo muito bem que jamais seria uma delas...

Eu o amei.

Amei a ponto de me satisfazer com uma amizade que nunca existiu. Continuar vendo nele seu lado bom, mesmo quando o ruim se sobressaía. A ponto de perdoá-lo por cada atitude mesquinha e pretenciosa. Querer que ele fosse feliz onde quer que estivesse. Afinal, ainda era e é jovem e tem muito a aprender. Todos nós temos.

Eu fui burra o bastante em me deixar chorar por algo que sabia que aconteceria, das coisas horríveis e mesquinhas que me disse e fez, até usando outras pessoas e seus sentimentos... Foi quando no outro dia ele fingiu que não me via que eu tive certeza de que ele não merecia nem um pingo de nada do que lhe fora oferecido de minha parte.

Foi no último segundo que dividimos juntos, só eu e ele, que eu o perdoei de verdade em meu coração; na verdade, nunca tinha guardado mágoas, não sou esse tipo de pessoa. E o agradeci. Agradeci por ter me ensinado que eu poderia amar de novo e que cada vez é diferente e até melhor. Que eu não preciso e não devo me culpar por aquilo que sinto. Que eu mereço isso.

Espero que ele tenha aprendido algumas coisinhas comigo também.... E que sirva de lição para o resto da sua vida. Fico feliz por ele estar alcançando as coisas que almeja aos poucos e certamente está se tornando um homem admirável. Desejo que ele ame de volta como deseja ser amado; como eu o amei. Que ele seja uma pessoa melhor por aqueles que ama.

De uma coisa ele com certeza não pode duvidar: de mim nunca existiu falta de amor.