quarta-feira, 30 de setembro de 2015

20/02/2012

Já não me preocupo mais e nem pensei em vingança. Porque tudo o que se faz é recebido de volta. É a lei da física e da vida.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

04/10/2014

E os pensamentos dela estavam espalhados por todo lugar, marcados a tinta como tatuagens pequenas e grandes, que revelam suas várias faces ao longo do tempo.

domingo, 27 de setembro de 2015

28/02/2012

Depois da tua covardia e do tempo que se passou, é estranho saber que tu estás tão perto, que posso sentir teu calor e teu cheiro que ainda mexe comigo. É estranho ter olhado nos teus olhos, que eu costumava gostar tanto, e saber que neles já não existem as coisas que eu via. Ainda não sei o que sinto direito, mas tu podes ter certeza de que não estou chorando pelos cantos.

sábado, 26 de setembro de 2015

30/01/2012

As leoas são as rainhas
da selva, e não
à toa.
Elas ficam com todo
o trabalho. Caçam, criam
os filhotes.
Mas até a mais forte e
destemida das felinas tem
momentos em
que mais parece uma
gatinha assustada e
com medo,
precisando de um colo, um
carinho. Eu sou uma delas. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

30/01/2012

Não me culpo mais
por sentir o
que quer que seja.
Sentir com intensidade prova
que sou um ser humano, mesmo
que alguns
não se importem com isso.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

30/01/2012

Um dia eu vou saber
quem é que "merece"
o meu amor,
quem me faça feliz
de verdade. Você
também vai
sentir se ele (a) for
a pessoa certa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Percebi que o
que eu sinto por ele
era amor, uma
faceta do amor que eu nunca
tinha conhecido, quando
entendi que
não conseguia descrever
isso.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Guria, ponha uma coisa na cabeça

Se tu tens pelo menos um amigo sincero, que haja como um homem de verdade, que te faça se sentir única e especial só de estar contigo, com quem tu te sintas protegida, que se importe com aquilo que tu sentes, que esteja ao teu lado quando tu mais precisas; aquele que, quando pega tua mão, afasta tudo o que há de ruim e te faz elogios lindos quando tu menos esperas.

Aquele que encontre uma flor no caminho e se lembre de ti e te deseje bons sonhos todas as noites, antes de dormir. Aquele que sente saudade de ti e aproveita cada segundo ao teu lado, que confia em ti e te faz sentir da mesma forma; que quer te cuidar e te ver feliz. Aquele em cujo abraço tu te sentes acolhida, segura e completa como nunca antes, como se fosse teu anjo da guarda...

Então levante as mãos para o céu, minha cara, porque homens assim são muito raros. Se é o teu caso, com um amigo assim, tu não precisas de um namorado. Pelo menos, não por enquanto.

02/02/2012

domingo, 20 de setembro de 2015

28/12/2011

Muitas vezes, para
conseguir começar uma
mudança
dentro de nós,
temos que
começar por fora
primeiro.

sábado, 19 de setembro de 2015

Minha vida não se limita à minha dor

De certa forma eu me sinto, sim, vazia, por causa das circunstâncias e da depressão. É isso que ela faz com as pessoas. Mas é tão triste não ter nada, não sentir nada... Eu costumo dizer para mim mesma que procuro alguma coisa que faça com que eu me sinta viva de verdade. Talvez essas coisas já existam, mas eu ainda não as enxergue.
Talvez elas sejam tudo de bom que ainda existe dentro de mim, embora ultimamente não esteja lhes dando o valor que merecem. Sei que eu não seria humana, uma pessoa completa, se não houvesse a dor, a tristeza, o medo, as falhas. Mas de vez em quando eu me esqueço de que existe mais que isso, assim como existe um mundo inteiro por trás da porta da minha casa.
Existem as minhas memórias, os meus desejos... Memórias que acho que não quero mais encarar só como partes do meu passado, mas também de quem sou no presente. Talvez, por muitas dessas memórias serem tão boas, eu seja tão ligada a um tempo que há muito se passou. De certa forma, a tenra idade e falta de consciência tornava as coisas mais fáceis, por assim dizer, pois elas não eram tão abstratas.
A minha infância, já longínqua, mas ainda presente. Infância que considero que foi tranquila. Saber das minhas limitações e, naquela época, ainda não entender certas coisas como a diferença entre o preconceito, a pena e a simples ignorância de uma criança ou mesmo de um adulto, e ainda assim aproveitá-la, e brincar como qualquer um o faria, percebendo as diferenças entre as pessoas. Usar minha condição como uma ferramenta mais literal que me permita me colocar no lugar dos outros e combater meus próprios receios.
Também as minhas virtudes e capacidades... Minha lealdade, inteligência, generosidade, empatia. Minha habilidade de prestar atenção nos detalhes e valorizá-los. A minha curiosidade. A minha vontade de viver mais devagar, com menos expectativa, e de fazer os outros sorrirem. Como eu não me esqueço do lado bom, mesmo daquilo que é ruim ou que não existe mais.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

(In)completa busca

Há de chegar
o dia em
que a dor
acabará, por fim.

Em que eu
não mais sentirei
todo esse ódio,
vazio e frustração.

Eu terei coisas
felizes e revigorantes
para te contar,
da nova vida.

Da vida que
será tão minha,
mesmo que jamais
seja sempre rosas.

O dia em
que me sentirei
viva, livre, útil
e sorrirei mais.

Em que dividiremos
as pequenas coisas
que nos fazem
ainda mais felizes.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Sigo aqui

Mesmo que agora, neste instante, e na verdade nos últimos tempos, eu venha tentando encontrar algo que me faça sentir viva e útil e falhado, ainda estou aqui. Eu ainda não desisti e nem posso. Porque apesar da culpa que não faz sentido, da ansiedade, da solidão, da sensação de sufocamento, das vezes em que surgem vontades de chorar até derreter, eu ainda estou aqui.

Talvez porque eu felizmente não deixei de achar graça nas menores coisas, mesmo que a maioria dos dias esteja estranha e sem muito propósito. Sem cor. Mas, se eu for bem sincera, tenho um gosto particular por fotografias em preto e branco. Sei lá, me transmitem uma sensação de que o tempo parou de verdade naquele instante. E eu venho aprendendo a ver a beleza dos dias chuvosos e nublados. Às vezes parece que as horas passam só lá fora; ou só dentro de mim.

Talvez porque eu ainda tenha sonhos, e que, apesar de todos os medos aqui dentro, aprendo a conviver com os sentimentos. Que por mais difíceis que certas coisas sejam agora, um dia não serão mais. Tornar-se-ão motivos do meu riso quando eu olhar à minha volta e perceber que fiz o que pude para ser o que quis e viver do modo mais honesto e sincero possível. Que seja algo meu e me preencha e ninguém possa tirar de mim.

Tudo acontece ao seu tempo, e a vida está em cada segundo. Nas palavras que leio e escrevo, numa caneca de café com leite, naquele abraço carinhoso que alivia a saudade, naquela bobagenzinha que desperta um sorriso ou vários. O que tenho e o que quero para mim. Nas vezes em que choro tentando entender o que acontece comigo. No exercício de paciência comigo mesma a cada dia. No concreto que enxergo no etéreo. Em todos os momentos em que me recolho na minha solidão, para poder conversar com ela.

Porque para aprender a sorrir e a viver, tenho que chorar e morrer. Ambos agora, neste instante.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Desastrada

Minhas mãos
podem não
ser as
mais delicadas
ou quentinhas...

Mas sempre
estarão aqui
para oferecer
um carinho,
um conforto.

Meus braços
podem ser
meio desajeitados,
sem costume
de abraçar...

Mas tu
tens teu
lugar dentro
deles, à
tua espera.

Posso não
me achar
a mais
bela mulher,
entre tantas...

Mas tu
sempre me
lembras das
minhas virtudes,
minha beleza.

Posso ter
certo medo
de encarar
os olhos
dos outros...

Mas sei
que nos
teus encontro
a tranquilidade,
a paz.

domingo, 13 de setembro de 2015

Só não some, tá?

Eu olho hoje para aquele texto que te mostrei tempos atrás e percebo que não deveria tê-lo mostrado. Que o que eu disse naquele dia deveria ter ficado comigo. Porque, apesar de válido, foi escrito num momento em que comecei a parar e ser brutalmente honesta comigo e meus sentimentos. A tentar botá-los para fora do jeito que estão para ver do que sou feita, quem eu sou, o que preciso e quero modificar.
A verdade é que naquela hora eu me senti sozinha, esquisita. Odiei o quanto as coisas mudam, o quanto o tempo passa. Mas se a mudança existe mesmo, é para fazer de nós pessoas melhores, não acha? A verdade é que, quando escrevi aquilo, estava sentindo tua falta, justamente porque tanta coisa mudou. Estava e posso dizer que ainda estou com medo de que alguns aspectos tenham se perdido para sempre... Porque não dá para forçar um vínculo que não existe mais, seja lá por que motivo.
Porque é claro que a distância interfere, de um modo ou outro. Cada um segue sua vida, ainda mais no contexto em que estamos. Só espero que não tenha interferido em tudo. Da minha parte, não. Até porque as memórias ajudam nesse sentido. Quanto mais eu vivo, mas aprendo que todos os estágios de distância podem ser benéficos quando sabemos o que fazer quando ela existe e quando não, então não se sinta culpada, certo?
A vida é louca mesmo. Nos bate até absorvermos a lição. Além do mais, eu mesma passo meses sem ver amigas que moram no mesmo lugar que eu e sem nem mandar nem uma mensagem (risos). Todos somos farinhas do mesmo tipo, no fim das contas.
Quando me lembro das vezes em que apontei teus defeitos, lembro dos meus, sobre os quais nunca ouvi uma palavra de ti. Quando recordo das vezes em que fui cruel contigo, também surgem todas as vezes em que tu aceitaste minhas desculpas estranhas. E essas foram só algumas das muitas coisas que aprendi contigo. O que a gente tinha era tão bom e só agora eu noto.
Independentemente do que acontecer amanhã, hoje eu te digo: te agradeço por tudo, tudo mesmo. Só não some de vez, tá? Porque eu ainda estou aqui; só não me deixa essa sensação de fim de festa boa. E se sumir, não se preocupe. Foi porque o mundo girou e teve que ser assim, talvez nem importe a razão. Nem tudo o que é bonito precisa durar para sempre, embora seja um pouco triste. Mas não sou de guardar rancor, tu sabes. O tempo cura e ensina.

sábado, 12 de setembro de 2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

09/02/2012

Não tente me testar;
eu gosto de superar limites.
Não cutuque uma
leoa onde não deve.
Eu posso fazer da sua vida
um inferno.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

04/02/2012

Uma coisa que me
agrada quando
estou sozinha é que
não preciso agradar ninguém
ou fingir que estou satisfeita.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Os meus futuros dias

Não sei se me serve de consolo, mas acho que desde os quinze anos de idade eu finalmente descobri aquilo no qual sou realmente boa e decidi trabalhar com isso: tradução em inglês, já que sempre tive paixão pelas palavras e por idiomas em geral. Acho que mesmo se não tivesse as limitações físicas que tenho, as humanas sempre seriam meu forte (como testemunha está meu professor de matemática por sete anos, da metade do fundamental até o ensino médio).

Eu certamente nunca serviria para ser médica ou engenheira, acreditem em mim.
Por mais certa que esteja disso hoje, um dia já tive dúvidas se era a coisa certa a fazer. De certa forma, ainda tenho, porque faz parte da ansiedade de saber que o mundo te cobra e que a vida adulta é mais longa do que parece. Quero que os anos estudando o que amo não sejam desperdiçados depois. Que a mudança de ares me dê também uma vida nova. Acordar com disposição por saber que pago minhas contas fazendo o que sei de melhor, ou pelo menos o melhor que posso (tradução: não odiar meu emprego).

E no fim do dia, descansar um pouco, ter alguém para quem contar do meu dia, ouvir uma música, tomar um chá... Que as noites não sejam mais tão insones. Saber que consigo me virar. Que as palavras sigam desenhando a vida que tenho, a que tive e a que terei.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

domingo, 6 de setembro de 2015

XI

Oi, meu querido.

A noite passada foi outra na qual me rendi às lágrimas. Fazia certo tempo que não chorava assim, mas acho que foi bom, me fez bem. Me senti estranha o dia todo, com muitas coisas guardadas. Precisava botá-las para fora de algum jeito.

Uma vez tu me disseste que as lágrimas são sentimentos líquidos; tão intensos que palavras não conseguem expressar. Posso dizer que, a cada dia que se vai, mais acredito nisso. Talvez essa seja a razão de eu ser tão sensível e chorar mesmo em situações alegres.

Sei que logo de cara percebeste esse lado meu. E que hoje, por mais que te doa, já estás acostumado e entendes as razões que estão lá. Entre elas, o fato de me fazeres tão feliz e acalmar meu coração como ninguém. E eu sou tão grata por isso!

Contigo eu aprendi que o amor verdadeiro é e merece ser dado de graça; e que nem todas as lágrimas sinceras são de tristeza. Às vezes, elas podem vir acompanhadas de um abraço, de saudade, de um sorriso. Me sinto tão livre, não preciso explicar nada...

Obrigada por me dar a mão quando o labirinto ficou escuro. Hoje já não dói tanto, porque passei a entender melhor. Eu te amo!

Da tua irmã, tua manteiga derretida.

sábado, 5 de setembro de 2015

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O amor nunca é o bastante
numa relação. Além do amor,
a confiança é prioridade num
relacionamento.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A memória é armadilha

A verdade é que tenho que manejar o lado negativo de ter boa memória e me desapegar um pouco do passado (sem, é claro, ignorar as partes bonitas dele). Tentar viver mais o agora, como o agora em que escrevo estas palavras. Não pensar nos meu planos e sonhos como algo permanente, pois nada o é. Quantas vezes, seja por simples impulso ou dúvida, não mudei de ideia?

Se as pessoas e a vida são feitas de momentos, quero estar mais presente neles, porque o tempo passa e a gente nem repara direito. Justamente por isso, sinto pressa para viver ou pelo menos me sentir viva, mas não é assim que funciona, eu sei. Cada segundo vale, até aqueles que acho que foram desperdiçados.

A questão é eu ter paciência, respirar. Pensar no que importa para mim e no que quero para mim, independentemente do que digam. Tirar proveito da minha solidão e não deixar que meu coração fique vazio de coisas boas e pesado de amargura, tristeza, frustração.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Taí uma coisa que ainda tenho que aprender 
pra nunca esquecer: qualquer sentimento bom, 
mesmo que não seja devolvido, 
deve ser dado de graça.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O velho caderno

E naquele velho caderno, que há tanto tempo ficou esquecido numa garagem, dentro de uma caixa, há tanto de mim, do meu novo eu. Suas páginas se tornaram a mesa onde deito o alimento da minha nova velha alma.

Nas páginas arrancadas, palavras que não eram minhas, escritas por mão alheia. Mas também várias outras vindas de mim.

Nas que ficaram, anotações de tempos de uma faculdade que não cheguei a terminar. Às vezes na minha melhor letra cursiva, outras na fôrma de quem pouco está se importante. Cartas inacabadas ou não, que nunca chegarão ao destinatário. Versos novos, metrados como jamais foram antes.

Confissões que nunca me imaginei fazendo. Textos inteiros dos quais desisti. Listas de músicas que combinam com realidades que não são minhas. Aquele velho caderno foi e por enquanto ainda é o meu refúgio quando a minha mente resolve gritar.

Sei que preciso aprender a calar mais, a ouvir mais. Então, que a tinta derrame tudo o que a minha voz não disser, assim como meus olhos.