terça-feira, 8 de setembro de 2015

Os meus futuros dias

Não sei se me serve de consolo, mas acho que desde os quinze anos de idade eu finalmente descobri aquilo no qual sou realmente boa e decidi trabalhar com isso: tradução em inglês, já que sempre tive paixão pelas palavras e por idiomas em geral. Acho que mesmo se não tivesse as limitações físicas que tenho, as humanas sempre seriam meu forte (como testemunha está meu professor de matemática por sete anos, da metade do fundamental até o ensino médio).

Eu certamente nunca serviria para ser médica ou engenheira, acreditem em mim.
Por mais certa que esteja disso hoje, um dia já tive dúvidas se era a coisa certa a fazer. De certa forma, ainda tenho, porque faz parte da ansiedade de saber que o mundo te cobra e que a vida adulta é mais longa do que parece. Quero que os anos estudando o que amo não sejam desperdiçados depois. Que a mudança de ares me dê também uma vida nova. Acordar com disposição por saber que pago minhas contas fazendo o que sei de melhor, ou pelo menos o melhor que posso (tradução: não odiar meu emprego).

E no fim do dia, descansar um pouco, ter alguém para quem contar do meu dia, ouvir uma música, tomar um chá... Que as noites não sejam mais tão insones. Saber que consigo me virar. Que as palavras sigam desenhando a vida que tenho, a que tive e a que terei.

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