quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Para o ano que vem... e todos os outros

Pro ano que está chegando, desejo que lágrimas se tornem sorrisos; obstáculos se tornem oportunidades; que nas quedas eu levante mais forte; que eu saiba ver o sol que está escondido na tempestade; que de pedras eu construa castelos; que eu não tenha medo dos espinhos.

Que meus erros se transformem em acertos e aprendizado; que meus medos não me impeçam de ter coragem; que minhas palavras possam cativar as pessoas à minha volta; que eu possa cuidar do coração daqueles que amo; que eu tenha sensibilidade para encontrar a paz dentro de mim; que o passado não me impeça de seguir em frente.

Que talvez eu encontre o amor que há em cada sorriso; que minha raiva se transforme em calmaria; que eu perceba onde a luz equivale ao mal.

É o que eu desejo para mim e para todos! :)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Ele está certo. Tenho que fazer uma faxina. Me livrar de todo o lixo e ver o que ainda posso aproveitar. Não posso me deixar afetar tanto assim pelas situações e pessoas. Tenho que amenizar todo este peso antes que ele me ponha no chão.

trecho do meu diário, 27/12/2014

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Convivência

E acho que o que realmente dá certo é quando tu convive com a pessoa e vê como ela lida com as coisas. E na convivência tu acabar gostando da pessoa. Por isso acho que é isso que tu tem que fazer.
Conhecer pessoas novas e deixar as coisas acontecerem conforme vocês convivem.
Não tenho experiência com namorados, mas se tem uma coisa que aprendi é que não adianta esperar que o príncipe bata na tua porta. Primeiro, porque ele não existe. Segundo, se tu não busca, nada acontece… Eu, por exemplo, vou conhecer outras pessoas, principalmente se me mudar, e quem sabe eu não encontre alguém ou “alguéns”.
Letícia Bolzon Silva

02/09/2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

Carta que recebi de Deus

Eu sei que seu coração está ferido, que você está se sentindo triste, magoada e sozinha. Mas não se preocupe, tudo passa. O tempo passa, os amores passam, pessoas entram e saem de nossas vidas todos os dias. Mas o que importa de verdade é quem você é, o que a vida fez você se tornar na essência; porque, como você mesma disse, “A vida é muito mais do que corações partidos, tristezas e medo.”
Então minha filha, escuta teu pai Zeus e confia na vontade do tempo que, apesar das mazelas e armadilhas, também colocou pessoas puras em teu caminho. Um dia, as respostas vão chegar e muitas coisas vão mudar. Só te resta esperar e viver, porque você é forte e já passou por coisas muito piores. Acredite em si mesma e no caráter que a vida te deu. Não abandone seus ideais; lute por eles sempre. Vai passar, minha filha. Você não está sozinha.
Basta que você continue passando por cima do que te machuca sem perder o sorriso ou esconder a lágrima quando ela vem. Controle os impulsos.

13/05/2011

sábado, 27 de dezembro de 2014

BELEZA II

Talvez eu seja bela
Mesmo com a cara limpa
O cabelo jogado no rosto
A roupa velha e amassada
Olheiras
Restos de acne da adolescência
E marcas de cansaço.

É assim que estou a maior parte do tempo
Esta sou eu, o que você vê agora.

Você diz que sou bonita
De um jeito simples e lindo...
Acho que acredito em você.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

BELEZA I

Espero poder ver em mim
A beleza que você diz que tenho
Principalmente quando
Inevitavelmente
Meu cabelo branquear
Minha pele enrugar
E não for jovem como antes...

Espero poder ainda saber sorrir
Quando minha mocidade esvanecer
E certas coisas se tornarem ainda
Mais difíceis do que são hoje...

Que eu ainda veja a beleza das coisas
Quando meus olhos ficarem cansados.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Muitas razões fazem com que eu fique horas sentada na frente de um computador. Quase nenhuma delas ocorre por minha própria vontade. Por isso eu não dispenso, quando tenho a oportunidade, de botar a caneta no papel, estar perto de um amigo sem nada disso por perto, virar a página de um livro… Viver o mundo concreto.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

E se eu estivesse triste, precisando de alguém, querendo um carinho, um colo, um abraço, uma palavra, e meu coração pedisse por você? O que você faria?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Não me importa se não durar pra sempre. 
Só quero que me faça sentir viva
e valha a pena.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Não adianta chorar; o tempo passa e faz com 
que certas coisas nunca 
mais sejam as mesmas.

sábado, 20 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Acho bonita e confortante essa ideia de ter fé. Ter fé em si mesmo em primeiro lugar. E se for pra ter fé em algo mais, que não se precise de um rótulo, dogma ou templo pra isso. Simplesmente acreditar. E principalmente respeitar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Lembranças

Hoje eu vi um filme muito bonito, chamado “Lembranças”. Ele realmente mexeu comigo, pois em vários aspectos eu me sinto exatamente como o protagonista Tyler e sua irmãzinha Caroline. Não tenho palavras pra explicar, apesar de não ter irmãos; porém sei que tenho muitas coisas em comum com eles.
Eu sinceramente gostaria de ter tido um irmão, de uns 11 anos a mais que eu.
Com certeza ele se sentiria da mesma forma que eu, de um jeito muito parecido com Tyler e Caroline. Ele seria meu melhor amigo, se importaria comigo acima de qualquer coisa. Certamente ele me levaria pro colégio todos os dias, leria histórias pra mim.
Me protegeria de tudo o que me fizesse mal, e seria meu abrigo quando eu estivesse triste. Nós dividiríamos nossa solidão. Meu irmão seria meu herói. Se eu o perdesse, principalmente numa tragédia, não sei se seria capaz de superar totalmente, como eu já superei outras vezes.
Eu amaria este cara mais que tudo no mundo, como Caroline e Tyler se amaram até o fim, apesar da perda que tiveram.

Letícia Bolzon Silva

29/07/2011

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sobre Deus

Não devia haver religiões no mundo. Essa é só mais uma palavra idiota para separar a humanidade e é por isso que existem as guerras santas.
Mas Deus não quer o mal das pessoas. Independentemente se ele existe ou não ou do nome que tenha; a crença do outro não é melhor ou pior que a sua.
Deus é uma coisa só. Acredite mais em si mesmo, pois o maior Deus está aí dentro de você e só você pode mudar o mundo um pouco a cada dia.

Letícia Bolzon Silva

29/12/2011

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Eu sou minha poesia

O eu que estou descobrindo aos poucos
Que talvez seja o que realmente sou
O que fui, poderei ser ou mesmo deseje
Está nas minhas palavras.

Está nos rios de tinta
Ora calma, ora revolta
Que percorrem a palidez
De subsolos de papel
E às vezes se tornam ondas
No mar da poesia.

Tentando nomear o que não consigo entender
E o que preciso entender.
Busque meus velhos diários espalhados,
Livros lidos, canções ouvidas
E forme sua opinião sobre mim
No final de tudo.

Se estiver disposto,
Ande pelos mesmos caminhos que um dia
Estiveram sob meus pés,
Navegue nas mesmas águas turvas
Que me afogam
E quem sabe veja com clareza
O que hoje luto para vislumbrar
Por estar no meu âmago...

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cuidamos um do outro nas distâncias, 
mas nada é tão bom quanto
 te ver de novo, tê-lo por perto.

sábado, 13 de dezembro de 2014

No fundo eu sempre soube que a ignorância 
e o preconceito estariam ali. 
Mas foi só quando eu prestei mais atenção 
e vi que eles realmente existiam 
que eu entendi que nada para mim seria fácil.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O que aprendi

É muito estranho perceber que tudo o que aprendi sobre a vida real não veio dos meus pais, pelo menos não diretamente.
É estranho me dar conta de que, todos esses anos, tudo o que eles me ensinaram foi apenas como me comportar perante a hipocrisia da sociedade em que vivo para que tudo pareça perfeito.
Não tenho como te dizer que eles são espelhos pra mim, de verdade. Acredito que foi a vida que me fez quem eu sou. A vida me mostrou como ela é, que ela não é um mar de rosas. Eu aprendi sozinha como as coisas funcionam. Apanhei muito, e já não tenho mais medo.
A vida me mostrou seu lado bom e ruim, e os valores mais importantes.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pra mim é melhor ficar em silêncio,
 só respondendo quando falarem comigo
 e parecer antipática para alguns do que falar 
coisas desnecessárias só para parecer outra pessoa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O amor e suas faces

Algumas pessoas podem não entender, mas existem muitos tipos de amor. Muitos deles são confundidos e mal-interpretados, o que é uma pena. O amor é a mais poderosa de todas as magias; vence qualquer tipo de maldade quando é verdadeiro e puro.
Sim, o amor tem sido banalizado por algumas pessoas, mas ele existe, e é muito bom poder falar de amor de um jeito comum a todos; de certa forma poder compartilhar um pouco deste sentimento tão nobre que tem sido esquecido nos tempos atuais.
Ninguém pode dizer que outra pessoa não conhece o amor, até porque todos somos amados antes mesmo de surgirmos no mundo, em meio à dor. O amor e a dor são inseparáveis, vividos por cada um de acordo com suas experiências pessoais. Já diz Gabriel Chalita: “O amor mais amado surge depois de uma dor prolongada: amor de mãe!”. Não importa a idade, sexo, cor ou coisa do gênero: todos nós já experimentamos pelo menos uma forma de amor.
A própria amizade é um amor! Porque o amor não se explica, se sente, em todas as suas formas. Só as pessoas de coração mais puro o conhecem de verdade, e podem vivê-lo plenamente, não se deixando levar pelas maldades do mundo. Superando a ignorância, o ódio e o julgamento. Valorizando as coisas mais simples.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Adolescência

A adolescência é paradoxal. Ao mesmo tempo horrível e maravilhosa, se é que você me entende. A fase mais conturbada da vida de qualquer pessoa, por isso os adultos nunca nos entendem totalmente, por mais abertos que sejam (até porque já tiveram essa idade e passaram por praticamente as mesmas coisas). Agora eu entendo; talvez seja a mudança de geração e essa coisa de outras tecnologias todos os dias.
O que mais intriga os adultos e mesmo adolescentes em geral não são as rápidas mudanças físicas, e sim as mudanças psicológicas que vêm mais rápido ainda. O modo de agir, falar e pensar sobre o mundo, as coisas, as pessoas e sobre si mesmo. O caráter e personalidade estão em plena formação; o que me faz crer que essas são as mudanças mais relevantes, e deviam ser tratadas como tal.
Todo adolescente deseja se sentir aceito, igual e ao mesmo tempo diferente, na eterna busca por uma identidade. Passando por todo tipo de obstáculo e julgamento imposto pela sociedade. Procura-se viver intensamente, e tudo toma um tamanho gigantesco; seja um sentimento, uma palavra, um gesto ou um silêncio.
A cabeça vira um turbilhão, a visão de mundo de cada um muda completamente. Coisas que amávamos já não fazem diferença, enquanto coisas que achávamos sem graça já não saem de nossas vidas. Nunca se está satisfeito, sempre se quer mais, do mundo, de nós mesmos e das pessoas à nossa volta. A opinião alheia não tem nenhuma importância pra alguns e é essencial para outros. Tudo acontece ao mesmo tempo. Somos curiosos por natureza, por isso muitos se perdem logo cedo num caminho sem volta: as drogas.
Muitos tentam parecer duros como pedra, quando na verdade são frágeis como cristal.
Todo tipo de sentimento nos invade com intensidade ainda maior. Gostamos de ficar sozinhos (justamente por aos poucos as ligações com nossos pais estarem diminuindo), mas ao mesmo tempo apenas pensar na solidão permanente nos destrói por dentro. Quando menos se espera, descobrimos o tal do amor. Muitas vezes somos feridos por causa dele. Caímos e nos levantamos muitas vezes. Sorrimos e choramos mais vezes ainda, buscando a simplicidade.
O maior desejo de alguém nessa fase da vida é encontrar a si mesmo. Encontrar segurança em pessoas importantes pra nós (amigos, por exemplo). Não ter medo de dizer aquilo que sente, seja o que for; basta que haja uma oportunidade. Buscamos um pouquinho de felicidade, que não tem idade.
Nos preenchemos de sonhos e acreditamos neles, enquanto a realidade de que o tempo passou se mostra sem piedade.
É uma fase muito bonita da vida, que determina que tipo de pessoa seremos no futuro. Mas acredite, não é fácil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sobre a inspiração

A gente reclama de falta de inspiração: das palavras que não escrevemos, dos versos e melodias que não compusemos, dos quadros que não pintamos, das esculturas que não fizemos, daquilo que não demonstramos através da arte.
Mas a verdade é que o problema está em nós mesmos, nós nos sabotamos, deixamos que o lixo da vida encha nossas mentes e impeça o que realmente importa de surgir. Já temos tudo de que precisamos para produzir maravilhas, basta que cavemos para poder ver.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Eu percebo que ele olha nos meus olhos, 
de um jeito bonito e interessado. 
Ele olha pra mim, não pro resto que não importa 
e os outros sempre percebem. 
Isso me faz querer olhar de volta, 
apesar dos meus receios.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Se segundo Dostoiévski 
as certezas moram em gaiolas 
e por isso nos fechamos
 e temos medo de alçar voo, 
me pergunto se ter certeza sobre as coisas 
é o que preciso.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A pior parte é diferenciar quando de fato precisam da gente, e não quando só estão por perto porque precisam de alguma coisa. Quando nos apreciam como pessoas, e não apenas o que fazemos por eles. Aprender a dizer não.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A cada vez que me olho no espelho, 
percebo o quanto meu rosto jovem 
está ficando envelhecido 
pelas noites sem dormir; 
os pensamentos que não cessam,
 a escuridão que não atenua.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Todos os dias eu olho para mim mesma… 
e descubro mais sobre minha escuridão. 
Verdades que eu nem sabia que existiam.

domingo, 30 de novembro de 2014

sábado, 29 de novembro de 2014

Novos usos

Todos somos quebrados. Todos nós.
Segundo a teoria do Corpo sem Órgãos, embora nosso corpo seja um conjunto de sistemas interligados, de certa forma vivemos e devemos viver para que ele não se torne algo instrumentalizado que tenha uma utilidade determinada pela cega sociedade.
Segundo este pequeno pedaço da filosofia, talvez a chave para nossa infelicidade e fraqueza de espírito esteja no fato de que o corpo é tratado como algo com função para além de si mesmo, uma função social.
Somos cobrados para agir assim, para nos encaixarmos em padrões que nós mesmos não vemos o quanto são nocivos e paralisantes. Acabamos vivendo como os outros desejam, e não de acordo com aquilo que consideramos o melhor para nós. Limitamos nossas capacidades de percepção das coisas, mesmo as mais simples e físicas.
E a própria sociedade não vê e apenas replica o discurso. É como se ninguém pensasse.
O corpo humano é essa “máquina” (im)perfeita que não deveria ser vista assim. Somos a maior maravilha da natureza e como é que vivemos? Querendo ser máquinas, porque vivemos em um mundo de indústrias e capital; se produz coisas em série e nosso corpo deve ser tratado assim: senta assim, assado, não faz isso, não faça aquilo.
O que prova que estamos longe da verdadeira evolução. Nos concentramos na evolução tecnológica e não a humana. Ela fica bem distante e é muito importante na educação. A capacidade de agir, de pensar, de mudar. O mundo é muito grande e nós ficamos aqui, parados, esperando as coisas acontecerem.
Mas nada acontece. Temos que ir atrás, mas o mundo não quer que o façamos.

Ana Virginia Panerai e Letícia Bolzon Silva

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A escola é formadora de opinião.
Se é essa atitude que se incute
na cabeça do sujeito, 
é assim que ele vai agir.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

É só vivendo e experimentando por si mesmo, 
chegando perto, observando, que a gente consegue discernir
 o que é bom ou não pra nós e se acostuma 
com os aspectos à nossa volta.

domingo, 23 de novembro de 2014

Não, não é só para ser do contra, muito menos para me contradizer. Eu simplesmente discordo do seu ponto de vista e/ou achei bom fazer algo diferente.

sábado, 22 de novembro de 2014

Chega uma época do ano, mais para o fim, em que eu vou ficando tão cansada. É como se minhas baterias resolvessem começar a esgotar e não consigo fazer nada direito. Desta vez, eu me sinto ainda pior… A bagunça está grande demais para que eu consiga limpar sozinha.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sobre a música

A música é tudo na minha vida. Quando me faltam as palavras, ela diz o que estou sentindo, e sempre foi minha companhia nas horas de solidão (que não são poucas). Eu acredito nela como as pessoas acreditam na oração.
Ela me traz inspiração, me fazendo entender que a vida é muito mais do que a gente supõe que seja ou que nossos olhos possam ver. Eu acredito que ela venha do coração… De onde saem as palavras, melodias e tudo o mais.
É a minha catarse.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

Olá!

Sim, faz muito tempo que não posto nada, não é mesmo? Mas a falta de tempo e inspiração é o que tem me impedido de escrever versos. O que tenho escrito ultimamente passa longe disto, mas nem por isto vou abandonar meus queridos seguidores daqui.

Então vamos fazer o seguinte?

Sempre que possível vou postar algum texto meu, qualquer que seja o gênero, para manter o blog atualizado. Nem que para isso precise copiá-los de outros sites onde já foram publicados, com a respectiva data do outro local. Até será bom, espalhará mais o meu trabalho :) Neste tempo em que estive ausente escrevi muito, pensei muito e até publiquei um livro, que será divulgado aqui!

Por isso agradeço desde já a presença e fidelidade de todos aqueles que leem minhas palavras; o feedback de vocês é muito importante para mim. Sem esquecer da paciência, é claro.

Um abraço a todos!

sábado, 15 de novembro de 2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sentir-se normal, para pessoas como eu, não é só ter uma carreira
e ter os mesmos objetivos que os outros. É fazer de modo geral
 o que todo mundo faz, 
com independência e a consciência do livre arbítrio. Até para coisas bem simples.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Reencontrar certas pessoas depois de muito tempo
e ver o quanto elas cresceram e se abriram simplesmente por terem 
conseguido sair da zona de conforto 
me mostrou o quanto isso também é necessário para mim.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Prefiro ter poucos amigos e ter a certeza de que são verdadeiros do que estar rodeadas de pessoas vazias e que em nada me acrescentam.

domingo, 9 de novembro de 2014

Quem não cansa de vez em quando, ainda mais se passa quase todos os dias por situações incômodas?

sábado, 8 de novembro de 2014

Eu não quero respostas prontas,
 principalmente de gente que não se põe no meu lugar
 para entender o que realmente quero dizer, 
o que realmente sinto.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sobre respeito

Eu sei que desde pequena fui ensinada a respeitar os outros. Mas acontece que ele deve vir de ambos os lados e a questão da idade nesse sentido é praticamente irrelevante.
Claro que muitas vezes começo brigas terríveis e desnecessárias, simplesmente porque sei ser bem grossa com as pessoas. Mas isso não acontece sempre e elas interpretam assim…
Se eu não tenho razão em dizer coisas rudes, que conceito de respeito é esse que alguns me cobram onde tenho que ficar quieta quando as palavras são dirigidas a mim? É difícil de entender.

Letícia Bolzon Silva

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Todos os dias eu tenho que botar na cabeça que não sou diferente de ninguém, mas em certas coisas eu sou sim completamente diferente dos outros. Essas diferenças fazem com que eu muitas vezes me sinta só no meio da multidão; agora que sou consciente disso, isso faz com que eu não me sinta normal… Não de todo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Não importa o que se faça, 
tudo na vida tem altos e baixos;
a questão maior é lidar com eles.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

É difícil se sentir confortável quando os outros ao mesmo tempo 
querem que tu tenhas uma vida grande 
e te impedem de viver a mais simples das coisas.

domingo, 2 de novembro de 2014

Ainda passo a limpo os velhos pensamentos que foram 
esquecidos naquela agenda… 
E assim me reencontro com o passado. 
Com a pessoa que fui um dia.

sábado, 1 de novembro de 2014

As pessoas te decepcionam uma hora ou outra. 
Não adianta querer que eles ajam da maneira que você quer,
muito menos o tempo todo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

É bom encontrar pessoas depois de muito tempo 
e perceber que as coisas mudam, o quanto elas podem amadurecer.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

domingo, 5 de outubro de 2014

É muito simples

Quero ser amada. Quero amar de volta. Quero me sentir completa, apesar dos pedaços espalhados no chão. Quero morrer de amor e nascer de novo. Quero me sentir protegida nos braços de alguém.
Quero não precisar guardar tantos segredos. Quero me sentir viva como nunca. Não quero mais pensar que sou uma idiota por falar de amor. Quero sorrir de verdade.
Letícia Bolzon Silva

sábado, 20 de setembro de 2014

Sobre ser gaúcho

Hoje é 20 de setembro, um dia muito importante para nós, que nascemos aqui no Rio Grande do Sul. Porque apesar de termos teoricamente perdido a guerra, não deixamos de ter bravura e amor por aquilo que somos, pelo lugar de onde viemos.
Gaúcho de verdade não é aquele que anda pilchado o ano inteiro (ou pior, apenas na Semana Farroupilha), mas aquele acima de qualquer coisa não esquece de onde veio; que leva as tradições consigo por onde passa; que tem dentro de si a coragem daqueles que lutaram na guerra de todos os lados, não desistindo de seus ideais; aquele que recebe quem chega com simpatia e naturalidade e sempre com um mate amargo e quentinho pra começar a conversa.
Aquele que aprecia a boa música e literatura local; que não se abate nas adversidades e sabe dizer palavras bonitas com sua natural dicção perfeita, apesar da simplicidade de muitos de seus modos; aquele que valoriza as coisas simples da vida, como comer um bom churrasco ao lado de amigos de longa data. Aquele que canta com orgulho o hino do seu Estado, e não tem vergonha de dizer que é gaúcho!
Letícia Bolzon Silva

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Detalhes

O tom de voz, a maneira de falar, o jeito de olhar. A risada, o jeito de sorrir, o formato dos dentes, da boca. A cor dos olhos e sua possível variegação, o formato e os cílios. As rugas, covinhas, tatuagens, manchinhas, o formato do rosto, do nariz, o tom da pele.
A cor do cabelo, o formato, o comprimento, a distribuição. Os ombros, as clavículas, o peso, a altura. Os antebraços, tendões, ossos em geral, veias, pêlos. Mãos, dedos, unhas. Costas, cintura, quadris. Músculos, pernas, pés.
Eu me atenho aos detalhes, às coisas que ninguém percebe. Porque as menores coisas muitas vezes são as mais belas, interessantes e importantes.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Sobre melhorar

Claro que sempre tento melhorar, mas para falar a verdade não tento fazê-lo por causa da opinião dos outros. Ela praticamente não me afeta.
Ninguém é obrigado a gostar daquilo que lê. Acho que o que mais importa é que ponho meu coração no que faço, ficando bonito ou não para os outros.
O que escrevo tem significado para mim e serve para os outros me conhecerem, se souberem ler as entrelinhas. Este é meu objetivo.

domingo, 14 de setembro de 2014

VI

Oi, meu querido.
O fato de essas cartas serem essencialmente egoístas e falarem basicamente de mim e de toda a escuridão, não significa que eu não me preocupe contigo, muito pelo contrário. Nunca se esqueça de que se você estiver bem, eu estarei também.
Quanto mais velha fico, mais compreendo que tenho um enorme número de defeitos terríveis, que me fazem machucar a mim mesma e aos outros sem que eu nem perceba. O que me questiono com relação a eles é se devo aceitá-los como parte de quem sou (quem é que eu sou mesmo?) ou se devo combatê-los de alguma forma, e como fazer isso.
Talvez isso e o fato de nada ser perfeito (quanto mais convivemos, maior a probabilidade de brigarmos e magoarmos uns aos outros) seja a razão de eu morrer de medo de ser cruel, acabar te perdendo e ficar te repetindo isso vezes infinitas.
Mas sei que nada disso é racional; independentemente do que aconteça, o que sentimos, o que construímos, é bem mais forte. Só não quero estragar tudo… Ainda mais porque o que sinto quando estou contigo é diferente de tudo o que já vivi.
Nada em mim tem sido sensato; é difícil sentir essa vontade de chorar e desistir de tudo.
Esta era para ser outra carta melhor, enfim. Obrigada por tudo, eu te amo.
Da tua irmã.

sábado, 13 de setembro de 2014

V

Oi, amor.
Esta é mais uma noite em que a insônia me faz companhia e eu resolvo te escrever outra vez. Escrevo por amor, por saudade, por necessidade. Talvez até para compensar as palavras que não surgiram para contar minhas histórias (seja pelo motivo que for).
Devagar algumas coisas estão entrando nos eixos, outras ainda estão longe de serem resolvidas. Para que tenhas uma noção, até mesmo o ato de terminar a leitura de um livro qualquer tem sido uma tarefa difícil; não tenho conseguido manter a concentração corretamente.
O nível de tensão por conta das guerras internas e externas atingiu um ponto tão crítico, que ontem, perto da hora do almoço, eu simplesmente desabei a chorar. Uma das partes envolvidas se sentiu um pouco ofendida e quis meio que se desculpar por estar aqui, coisas assim.
Mas o problema não é esse. É o barulho, é a discussão, é a falta de controle de um lado e do outro. De gente ansiosa que tenta acalmar quem está na pressão, acaba se metendo e não ajudando em nada quem na verdade precisa de paciência. E de quem na tentativa de que o outro fique quieto, só põe ainda mais gasolina no incêndio.
Realmente não aguentei mais e tive que dar um basta de algum jeito. Ninguém consegue ficar assim por muito tempo, pena que as pessoas não percebem isso. Chegou até a me dar uma tremedeira… Mas agora passou, pelo menos por enquanto. Espero que não se repita.
Andei preparando o terreno para botar as cartas na mesa assim que puder. Tomara que meus pais consigam entender e respeitem isso. E não adianta argumentar que o tempo passa, as coisas acontecerão quando tiverem que acontecer. O ponteiro gira onde quer que estejamos.
Assim eu sigo, dormente e ao mesmo tempo em estado de alerta. Na fronteira entre razão e emoção. Tentando solucionar as questões que ainda não possuem resposta. Respirando tranquila e ao mesmo tempo com o coração disparado pelo medo.
Torço para que estejas bem. Não vejo a hora de terminar o que precisa de um fim e de ouvir notícias tuas. Sinto saudade do meu irmão mais velho, rs. Te amo muito.
Da tua irmã.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

IV

Olá, querido.
Sinto falta do teu abraço. De como ele é diferente dos outros, de tudo o que já experimentei. É uma coisa natural para ti e para mim não tanto, mas é bom mesmo assim. Muito bom. Chego até a me abraçar na cama durante a noite, especialmente quando estou com medo, para ver se reproduzo a mesma sensação.
Sinto falta do modo como pegas minha mão, apertando de leve, com carinho, percorrendo os dedos, as veias salientes. De como isso quer dizer que tu te importas. Ou de como inocentemente repousas a tua em meu joelho, apenas para descansá-la. Ou ainda do formigamento agradável de quando acariciaste meu rosto daquela vez.
Sinto falta dos teus olhos, do perfeito tom de castanho que eles têm, do jeito amoroso como me olhas, mesmo quando eu choro. Da luz que eles adquirem quando nos encontramos pessoalmente depois de muito tempo. Com os anos desenvolvi uma espécie de receio em olhar as pessoas nos olhos, mas acho que contigo isso ainda pode mudar.
Sinto falta de ouvir a tua voz, muito embora meus monólogos muitas vezes te impeçam de falar (não tenha medo de me interromper e/ou mudar de assunto!). Tenho certeza de que com o tempo ainda desenvolveremos um código em que o silêncio será suficiente. Talvez isto já esteja acontecendo.
Sinto falta do teu sorriso e de como tu me fazes sorrir. De como consigo ao teu lado encontrar esses fachos de luz no meio da escuridão profunda. De perceber que por baixo das bobagens que falamos, estamos tentando nos entender, tocar nos assuntos sérios de um jeito que não doa tanto.
Até do teu perfume eu tenho saudade; tu tens cheiro de casa. De estar contigo, do tempo que tiras apenas para me ver ou escrever para mim quando poderia estar com qualquer um, fazendo qualquer coisa. Não sabes o quanto isso me faz feliz. Até nem sei por quê às vezes choro quando conversamos. Enfim.
Tudo é tão simples e tão bom, que mesmo sabendo que a distância não impede que cuidemos um do outro,essas coisas realmente fazem diferença para mim. Talvez para que eu tenha certeza de que são reais. Sei que contigo também é assim.
Eu te amo muito! Quero uma massagem nas costas assim que possível, se não for incômodo, rs.
Da tua irmã, tua neguinha.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

III

Olá, meu bem.
É muito terapêutico te escrever essas linhas, pois a disciplina de pôr palavras no papel é algo que tento exercitar sempre que possível; ainda mais na situação em que sabes que me encontro. Tentar nomear o que ainda não tem nome é a única maneira de fazer com que eu não acabe enlouquecendo pela falta de controle da minha própria mente.
Sempre tive uma escuridão muito grande dentro de mim; na verdade só percebi isso agora. Acumulei muitas coisas ruins durante a vida toda, vindas de ações, palavras, pressões sofridas, traumas, pensamentos… Mas conseguia seguir em frente, porque sempre havia algo maior adiante. Eu conseguia esquecer. Pelo menos era o que eu imaginava.
Confesso que isso é tão forte que realmente me paralisa. De vez em quando não tenho vontade de fazer nada, nem mesmo coisas que gosto. Nessas horas algo me diz para ficar deitada, imóvel, e chorar até os olhos arderem, só para ver se assim toda essa porcaria vai embora logo.
Eu sei que isso não resolve as coisas, mas as pessoas não têm noção do quanto é difícil. Nunca pensei que um dia chegaria a esse ponto. Me pego pensando em desistir, largar tudo. Não exatamente em morrer, porque talvez até da morte eu tenha medo, mas algo muito parecido com isso.
Agora tem tanta coisa acontecendo… E tudo o que eu achava que tinha conseguido superar está vindo com força total, tudo acumulado e transbordando. Sinto-me mais do que nunca frágil e insegura, alguém que perdeu todo o controle que um dia já teve sobre mente, corpo e espírito. Pensamentos horríveis me acometem durante a noite e até de dia; a mínima coisinha me assusta e sinto vontade de chorar quase o tempo todo. Aquele choro doído, do fundo mesmo, que te tira o ar.
Há alguns dias o status quo com revira-voltas e bate-boca tem me deixado nervosa a ponto de querer gritar para que todo mundo fique quieto, porque para mim já basta a minha própria psique destruída com a qual lidar. Mas ainda bem que parece que a tensão externa vai diminuir um pouco. Sei que isso soa egoísta, mas sabes melhor do que ninguém o que realmente quero dizer.
Por isso o que temos é tão incrível. Tu fazes umas perguntas certeiras, me arranca informações, me fazes dar nome aos bois. Tudo isso porque queres saber quem eu sou, e eu também quero, eu preciso saber. Tu vês em mim coisas que eu nem sei se fazem mesmo parte de mim. E isso é fantástico. Tu realmente cavocas em coisas que eu não tenho coragem nem de tocar.
A linguagem que desenvolvemos é realmente fora do comum! Quero um dia poder retribuir um pouquinho de tudo isso.
Por hoje é isso. Até amanhã, eu te amo.
Da tua irmã.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

II

Olá, meu coração.
Aqui estou eu de novo. Já tem virado rotina para mim te escrever cartas, mesmo sabendo que elas jamais serão enviadas. Tenho escrito todos os dias, pois tenho coisas demais dentro de mim, que precisam sair de alguma forma.
E como sabes minhas tentativas de escrever um diário que me fosse realmente útil falharam sem piedade. Talvez eu devesse ter feito como Anne Frank, que fez de seu diário uma amiga imaginária para a qual relatava coisas.
Talvez eu prefira escrever assim, como se tu fosses mesmo ler essas linhas, porque tu tens alguma coisa que me faz confiar o suficiente para dizer coisas que não me confesso nem mesmo olhando no espelho. E aquilo que é real e concreto muitas vezes é bem mais interessante do que todo o resto.
É incrível como o stress crônico detona a gente. Talvez o meu caso seja genético mesmo. Meu pai vive com os nervos à flor da pele e praticamente todo o lado da minha família que vem da minha mãe são pura ansiedade, nervosismo e “encheção de saco”.
Como se já não bastasse o que venho enfrentando sozinha, todos esses demônios internos acumulados que vêm se acumulando com o tempo, agora tem os problemas dos outros que se incluem no pacote e fazem com que haja barulho, brigas e coisa do gênero.
Sei que não é culpa de ninguém, só que é desconfortável viver assim, não estou acostumada a tanto movimento e loucura vinda de fora. Se já era difícil lidar com tudo sem ninguém mais por perto, imagina assim. E as diferenças entre nós, como por exemplo pessoas que acham que têm o controle de tudo (inclusive de coisas que podem e devem se resolver sozinhas) ajudam muito a atiçar os nervos.
Tudo o que eu desejo é essa solidão de volta, porque pelo menos com ela eu consigo pensar em paz nas coisas que tenho que resolver, as escolhas que tenho que fazer. Assim como mapear o que gera essa paranóia que vem me matando por dentro nos últimos tempos. Cada um no seu canto, sabe?
Outro dia tento te contar mais sobre o que está acontecendo na minha mente. Vou tentar usar minhas poucas horas de real sossego no status quo para te escrever de novo. Desde já te agradeço a paciência e o amor de sempre (até porque paciência é algo que tenho que desenvolver; tomara que as pessoas que eu encontrar pelo caminho me ajudem com isso).
Te amo e morro de saudade. Vem logo me dar um abraço! Tu tens meu coração e sei que cuida muito bem dele.
Da tua irmã.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

I

Oi, irmão.
Espero que esteja tudo bem contigo. Não se preocupe, tenho certeza de que andas ocupado (eu também, anda tudo uma bagunça, só pra variar) e sei que pensas em mim como penso em ti.
Mesmo que só daqui a algum tempo venhas a ler essas linhas, não pude resistir a escrever outra vez. Como sabes, consigo expressar melhor as coisas escrevendo do que falando. Sempre foi assim.
Enfim, guri. As guerras internas e externas estão se misturando… Mesmo que eu tente disfarçar a ansiedade e loucura vem de todos os lados e a impressão que tenho é de que estou dentro de uma panela de pressão prestes a estourar.
Sobre essas outras coisas nem vale a pena eu te contar, só sei que a tensão é permanente. Por causa disso percebi que a convivência social realmente gera conflito; o problema é quando não se sabe o que fazer com ele.
Tomara que a poeira baixe um pouco e logo; porque preciso do mínimo de paz possível para contar aos meus pais sobre minhas decisões, para que eles não pensem que elas são só por impulso e que as respeitem.
Agradeço desde já teu apoio, tu sabes o quanto é importante para mim tomar as rédeas da minha vida, apesar do medo do futuro.
Andei recebendo uns conselhos bem interessantes ultimamente, que espero conseguir seguir. São sobre eu ter paciência com os outros, como eu desejo que tenham comigo. Eu realmente preciso tentar praticar o necessário silêncio, ser mais racional como aquele rapaz que conhecemos… Torça por mim, me ajude!
Os fantasmas ainda vêm me perseguir quando eu menos espero. Só rezo para não acabar ficando louca, com os meus erros e medos sempre à espreita.
Por enquanto é só. Até a próxima carta. Sinto que ela virá em breve. Sinto saudades e te amo, obrigada por tudo.
Da tua irmã.

domingo, 7 de setembro de 2014

sábado, 6 de setembro de 2014

Não quero incomodar...

Geralmente, quando reencontro alguém que gosto depois de muito tempo, não falo sobre o que está acontecendo dentro de mim; a menos que a pessoa seja direta no assunto.
Talvez porque eu confie em poucos; talvez porque sinta que a pessoa pode não entender do que estou falando (se nem eu entendo, que dirá os outros!), mesmo que se importe comigo.
Talvez porque eu queira esquecer tudo isso por um momento. Talvez porque o outro pode estar com um problema mais grave ou urgente que o meu.
Além do mais, eu não quero incomodar…

Letícia Bolzon Silva

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Eu e as palavras

Aprendi a ler e escrever sozinha ao quatro anos de idade e sempre estive rodeada de livros, que li várias e várias vezes. Conforme eu crescia é claro que muitas coisas mudaram, mas o meu amor pelas palavras sempre esteve presente através de revistas e coisas assim.
O peculiar é que foi depois da adolescência que passei a ler cada vez mais e gostar cada vez mais dos livros, tanto é que hoje em dia é o que sugiro como presente nas datas especiais e estou adquirindo e lendo cada vez mais exemplares. Parece que se não tenho um livro interessante para ler, me sinto vazia, incompleta; e um dos meus sonhos é ter uma grande biblioteca em casa.
Se não fossem os livros eu certamente teria tido uma infância muito sem graça, sem histórias para contar, não teria imaginação. Se não fossem os livros, possivelmente eu também não gostaria de escrever, não estaria contando minhas próprias histórias e tentando publicar meu primeiro livro. Se não fossem os livros, minha mentalidade seria limitada e eu não conheceria tanta gente, tantos mundos, tantas épocas, tantas palavras novas. Possivelmente eu seria bem diferente do que sou hoje. Não me vejo longe dos livros e ficarei muito feliz se meu trabalho for reconhecido e/ou meus filhos herdem meu amor pelas palavras.

Letícia Bolzon Silva

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Eu, toda errada

Eu sou única e ao mesmo tempo comum como todas as outras. Sou tudo o que eu posso ser e você vê o que eu decido mostrar. Meu cabelo não é perfeito, minha cabeça é confusa, meu coração não sabe o que quer.
Vivo de sonhos iluminados e realidades obscuras. Se quiser saber quem eu sou, experimente conviver comigo e me decifrar de verdade, mas não se assuste; eu gosto muito de surpresas, a vida é feita delas.
Sou várias em uma só. Mudo constantemente e permaneço a mesma. Tenho dentro de mim todo tipo de sentimento e tudo o que eu mais desejo é que não palavras, e sim minhas escolhas e a sensibilidade humana possam me definir.
Letícia Bolzon Silva

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Sobre escrever

Não acho que as pessoas se tornem escritoras ou algo assim. Acho que ser escritor é como ser gay. Você não adquire essa ideia de uma hora pra outra. Ela simplesmente está lá, em algum lugar no seu interior, e em algum momento desabrocha como uma flor.
E ser escritor não é necessariamente ter um livro publicado, nem mesmo estar na lista dos mais vendidos. Escreva bem, escreva mal, se você consegue de alguma forma colocar uma palavra depois da outra no papel e aquilo faz sentido na sua vida (mesmo que depois de um tempo você ria de si mesmo), você é um escritor.
Até mesmo se só uma pessoa, ou só você, ler o que estiver escrito. Entendi isso com o passar do tempo.
Letícia Bolzon Silva

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Não, eu não estou bem

Quando as pessoas me perguntam como estou, não sei o que responder. Acho que nunca soube, ainda mais agora. Às vezes, como desde sempre, tenho vontade de dar a resposta mais fácil, assim encerro o assunto e o baile segue, porque ‘estou bem’. Outras vezes tenho vontade de contar a verdade, de dizer como realmente me sinto.
Mas aí percebo que tudo isso levaria tempo demais. 
Que mesmo que a pessoa se importe comigo e tente me ajudar, no fundo não vai dar em nada. Nenhum de nós vai saber o que fazer. Além do mais, os outros também têm seus problemas, com certeza não lhes agradaria fuçar na minha lama podre e acabar se sujando junto.
O que quer dizer que no fim, eu só posso contar com uns poucos, que se arriscam a ler as entrelinhas e não acreditar em tudo o que digo. E para as outras pessoas o que me resta é a resposta mais fácil.
Letícia Bolzon Silva

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O vaso na sala (ou deveria ser elefante?)

Às vezes penso em mim mesma como um vidro ou vaso que veio de fábrica com uma rachadura de alto a baixo. Ela era fininha no começo, só possível notar se chegasse bem perto (e quase ninguém chegava). Com o tempo e manuseio, a tal rachadura foi aumentando, até chegar um ponto em que o vaso simplesmente se partiu em dois. As duas metades foram remendadas, mas é claro que o objeto nunca mais foi o mesmo.
O vaso nunca mais foi o mesmo não só porque estava remendado, mas porque ele era derrubado no chão com cada vez mais frequência. Ele parecia ser valioso demais para ter os pedaços simplesmente jogados no lixo, mas com o tempo ele percebeu que se quebrava em pedacinhos cada vez menores, que paradoxalmente ninguém notava ou tentava juntar.
E se não quisesse ser jogado no lixo em definitivo (vá saber, até porque as pessoas às vezes se cortam em seus cacos afiados), o vaso entendeu que teria que juntar todas essas partes sozinho. Conviver com as próprias rachaduras, porque elas sempre estariam lá. Ter esperança de que ainda o achassem bom o bastante. Digno de permanecer na estante mais bonita da sala.
Letícia Bolzon Silva

domingo, 22 de junho de 2014

TENTATIVA

Não escrevo poesia há tanto tempo
Que às vezes acho que desaprendi.
As palavras não se juntam como antes,
As rimas insistem em não combinar
Não consigo focar em um único assunto
Sobre o qual rimar

Ou pelo menos, tentar.