segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Até os sorrisos de dentes podres (ou mesmo ausentes) podem ser bonitos, desde que sejam verdadeiros. Talvez eles comecem pelo coração, viajem até os olhos e descansem numa contração do rosto. E sejam mais do que dentes, mas sentimentos genuínos e indefiníveis, sem sacanagem. Que surjam naturalmente, impossíveis de serem contidos, e façam as marcas do tempo valerem a pena.

domingo, 30 de agosto de 2015

Eu me pergunto o que precisa acontecer
 para que eu possa dizer que me sinto alegre 
e feliz de verdade por mais do que uns minutos 
ou um par de horas. 
Para que eu possa olhar para a coisa mais singela 
e me sentir bem.

sábado, 29 de agosto de 2015

O contato

Uma coisa que com o tempo percebi ser muito peculiar é a de que, no contexto em que vivo, existe muito contato físico. Como ainda preciso de ajuda para muitas coisas, o tato é muito presente. E, ao mesmo tempo, não sou acostumada com isso.
Claro que fora isso, existem as ocasiões com as demonstrações de afeto dos meus pais, embora eu confesse que não seja a mais carinhosa das filhas ou dessas que consiga dizer “eu te amo” com todas as letras a eles, embora sinta que seja mais fácil com outras pessoas, ou não. Essa questão é muito mais ampla. O que quero dizer é que, desconsiderando essas situações, eu noto que não sou acostumada com contato físico.
Talvez isso tenha feito com que eu ficasse biologicamente mais sensível ao toque em si. É como se eu conseguisse diferenciar uma pessoa da outra e como ela me faz sentir, quando isso acontece. É louco, mas não consigo evitar.
Para se ter uma ideia, tirando os meus pais, que são exceção em tudo, eu consigo perceber quando o toque de alguém é apenas acaso, afobação e/ou necessidade e quando há uma situação diferente envolvida. Quando sinto como se a pessoa quisesse dizer em linguagem não verbal “ei, quero que você saiba que estou aqui, que eu me importo, quero que você sinta isso”. O que também vejo nos olhos desse alguém em grande parte das vezes.
É tão diferente, tão interessante.
Não soube de verdade o quanto um abraço sincero, sem situação forçada e estranha (pelo menos a meu ver) é bom, até que ele me abraçou pela primeira vez, por ser parte do seu jeito de ser e por com isso tentar me agradecer por estar ali com ele. Foi inesperado, mas gostoso, natural. Tanto que acabei pedindo bis, no meio daquela mistura de emoções com as quais espero que ele já esteja acostumado (risos).
E hoje isso é parte do que temos, parte do nosso jeito um com o outro. Automático, sem ser manjado. Simples, leve como uma flor. Ele junta aquele coração gigante com o meu e ficamos assim. Foi depois disso e da paz colossal de um simples aperto de mão que a minha percepção até com as outras pessoas mudou. Notei que havia esses detalhes. E talvez a graça e o segredo da vida estejam justamente nos detalhes.
Suponho que por esse motivo, por mais “acostumada” que eu já seja com a sensação física do carinho daquele moço, ele sempre me despertará algo de novo. Algo de confortável, suave, bonito, bom. Porque eu sei que até mesmo quando não conseguimos ter isso de modo concreto, temos de modo etéreo. O sinto comigo, perto de mim. Quando acontece, sei que é isso que ele quer dizer, mesmo sem precisar dizer nada. E eu tento devolver da melhor maneira que consigo.
Só sei que um aperto de mão, um abraço e um beijo mudaram minha vida. Deram-me esperança.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

28/08/2015

Com certeza eu sou muito dura comigo mesma. Principalmente quando comecei a perceber minhas falhas. Comecei a achar que sentimentos tratam-se de meritocracia, mesmo que isso seja ridículo, eu sei.

Comecei a achar que não sou boa companhia. Que sou a mais intragável das pessoas, e que não sou capaz de suportá-las também.

Só espero conseguir que a vida faça de mim alguém melhor. Que os outros me ensinem a aceitar a mim mesma e a eles. Que eu não me esqueça de que sou tão vulnerável e vítima do crescimento pessoal quanto qualquer outro.

Não quero ser segura, quero ser normal. Saber conviver. Saber mudar, querendo mudar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Diálogos

Sim, entre as muitas coisas que herdei do meu pai, está o fato de que falamos sozinhos. Mas eu juro que não é o tempo todo como ele (risos).
Falo sozinha quando penso alto enquanto estudo matemática, ou qualquer outra coisa, mas em especial matemática. Falo sozinha na cama, enquanto espero o sono chegar, já que minha cabeça demora para descansar por causa da insônia. Quantas páginas de romance, poemas ou textos inteiros eu escrevi ou poderia ter escrito enquanto não dormia?
É impressionante como produzo em escala literária durante a noite, por mais que devesse estar dormindo. É como se meu cérebro aproveitasse a quietude da sala ou do quarto para me fazer repassar minhas pseudoverdades. Na maioria das vezes, é na hora em que o resto do mundo se recolhe que eu começo a viver. Não como uma máquina feita para agradar o sistema, mas para agradar a mim mesma.
Porque não é possível que não haja pelo menos uma vantagem em ter olheiras gigantes e horas de sonolência no dia seguinte.
Talvez eu seja uma pessoa da madrugada mesmo. Digamos que, nesse tempo, eu converse comigo mesma, literal e metaforicamente. Neste exato momento, estou fazendo justamente isso. Eu choro e me consolo. Rio. Me faço cafuné. Tento achar um jeito de preencher a ausência física de um amigo que mora a quilômetros de mim, mas que está sempre no meu coração, como sei que estou no dele. Quando estive apaixonada, me imaginei nos braços de meus objetos de afeição. Eu sou eu, e ao mesmo tempo, quem eu gostaria de ser.
Descubro os detalhes do meu passado. Olho para mim mesma de fora para dentro e de dentro para fora. Tento gostar da solidão. Fico com medo e em alerta, porque os monstros estão sempre à espreita. Tive o segundo maior ataque de pânico da minha vida, não muito tempo atrás.
Enquanto não encontro nada ou ninguém que mude isso, ou melhor, parte disso, já que tenho certeza que o melhor e mais verdadeiro de mim sempre aparecerá de madrugada, eu sigo aqui, nos meus diálogos particulares, ou nem tanto assim.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Aceitação

A cada dia me surpreendo comigo mesma. Com o quanto as circunstâncias de ter sintomas de depressão de quando em quando me fez me conhecer melhor, de maneiras que nunca tinha imaginado antes. Fico abismada com - mesmo que muitas vezes eu me sinta diferente dos outros de maneira negativa – o quanto sou humana.
Tenho aprendido a olhar para meus defeitos como se deve e aceitá-los como parte de mim, sem usá-los como desculpa para não assumir minhas responsabilidades. Porque, honestamente, pessoas sem defeito são entediantes. Sejam eles no caráter ou na aparência.
Confesso que fui muito egocêntrica quando criança; dessas de querer que os outros se curvem às suas vontades e opiniões sem pestanejar e de ser a primeira em tudo. De provar pros outros que sou boa no que me disponho a fazer. Embora este defeito talvez nunca desapareça por completo, claro que aprendi como as coisas funcionam. O mundo definitivamente não gira ao meu redor e gosto de pessoas que me mostram isso de modo sutil, de verdade, porque eu juro que hoje o faço sem perceber.
Acho que o que mais me deixa feliz e ao mesmo tempo estranha é que, por mais que o modo como fui criada e o contexto em que vivo tenham me “cobrado” para que eu amadurecesse bem mais cedo que as outras pessoas da minha idade em muitos aspectos, ainda sou uma criança em muitas coisas. Há muito que preciso aprender, e me dar o tempo certo de aprender.
E por trás dessa minha cara de quem sabe que não é melhor ou pior do que ninguém está alguém que está aprendendo a se gostar pra valer. Que só usa maquiagem quando tem alguma festa boa, que gosta do cabelo da cor que é, mesmo que ele seja insano. Que se pergunta se um dia as coisas mudarão, sendo que estão sempre mudando. Que há algum tempo vem se achando gorda e um pouco feia. Que se sente sozinha e carente. Que fica vulnerável e chora, mas não quer pena de ninguém. Que acredita no poder da motivação. Que se fere fácil, tem o coração mole.
Que não se sente o suficiente nem para si mesma. Que acorda sem saber o que fazer com a própria vida, mesmo que já tenha “planos para a faculdade”. Alguém cuja ansiedade não a deixa perceber que está viva neste exato segundo. Alguém para quem um simples gesto significa um monte. Alguém para quem as dúvidas da adolescência ainda não acabaram e que tem medo da vida adulta. Que, por mais que tenha completado duas décadas de vida, sempre será uma criança internamente. Ou, pelo menos, acha que sim.
Dessas que aposta todas as fichas na vida, mas que quer um beijo e um band-aid para quando cair no chão. Mesmo que, na maior parte das vezes, quem tenha de fazer isso seja ela própria.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fantasmas

Os dias passam e eu me sinto cada vez mais esquisita. Mesmo as perspectivas e ambições que tenho não me impedem de ver o futuro como algo obscurecido por uma densa névoa. E o meu passado, como um fantasma que não posso ver ou tocar, mas que está sempre presente.

Talvez as únicas coisas que as minhas ambições dizem sobre mim sejam como eu queria que minha vida fosse. Mas sei que a realidade é e provavelmente sempre será bem distinta.

E eu tenho medo. Me sinto infeliz e vagabunda.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Parceira?

Um dia quero
olhar para a
minha solidão e
ver o quanto
ela é bela.

Olhar em seus
olhos e perceber
o bem que
ela me traz.

Saber que posso
ser minha companhia
e adentrar o
meu próprio universo,
me conhecer melhor.

Eu quero me bastar.

domingo, 23 de agosto de 2015

Dança comigo, querida?

Ela mal podia esperar para contar as boas novas a ele. Anos atrás, havia feito uma promessa de que, independentemente de qualquer coisa, se um dia ela conseguisse tal façanha, ele seria a primeira pessoa a saber. Assim que soube que seu amigo estava na cidade, ambos marcaram um encontro para poderem conversar melhor e aliviar a saudade.
Ela não sabia como havia conseguido manter o mistério até aquele momento, muito menos convencer seus pais a fazer tudo com relação àquilo à sua própria maneira. Mas o importante era que ela teve paciência e perseverança e alcançou o objetivo.
Fazendo o possível para fingir que as coisas ainda eram as mesmas para manter o espírito, embora seu amigo ainda não houvesse chegado, ela sentou-se novamente na cadeira de rodas e usou o controle do motor para escolher uma mesa na cafeteria. Quando o garçom lhe perguntou se desejava alguma coisa, a mulher pediu pelo cardápio.
Enquanto olhava para frente sem prestar atenção em nada em particular, tomou um susto ao sentir dedos taparem seus olhos quando ela tirara os óculos de grau para coçar os cílios e um “Oi” grave e ao mesmo tempo suave lhe chegar aos ouvidos. Seu rosto se curvou num sorriso de maneira quase involuntária.
- Meu querido.
- Que bom te ver! – disse ele depois de beijá-la no rosto e passar um braço por suas costas. – Demorei, não é? Sinto muito.
- Na verdade, não. Acabei de chegar. – respondeu a mulher, tirando fios de cabelo de perto dos olhos e tentando focar nos dele. – Também senti sua falta.
- Então, o que anda fazendo? – perguntou ele.
- Ah, o de sempre. Trabalhando. De vez em quando, escrevo alguma coisa. E o senhor? – ambos riram, as linhas de expressão que aos poucos se transformavam em rugas descendo pelos cantos da boca.
- Eu também. Até tenho que te mostrar depois, um quadro novo que terminei essa semana.
- Ah, que ótimo, vou adorar ver. – após uma pausa, ela não pôde mais resistir. – Tenho que te contar uma novidade. Mas preciso que primeiro confie em mim e feche os olhos, é surpresa. Certo?
- Surpresa? Ah, meu Deus. – ele exclamou abanando a cabeça. Por fim, fechou os olhos.
- Mantenha fechados e espere um pouquinho. Nada de espiar!
- Está bem!
Ela manobrou a cadeira de modo que ficasse a certa distância da mesa e parou-a. Tentando fazer o mínimo de barulho possível, ela levantou-se e caminhou vagarosamente até ele, até parar em seu lado esquerdo, já que, como de costume, ele estava espalhado na cadeira. Estendeu a mão e tocou o rosto dele.
- Pode abrir. – sussurrou.
Quando abertos, ganharam aquele brilho diferente de que ela tanto gostava. Talvez a adrenalina o tenha deixado paralisado ou algo assim, pois tudo o que ele conseguiu fazer naquele instante foi enlaçá-la pela cintura ainda sentado.
- Não acredito! Como assim? Quando foi isso?
- Faz uns dois dias já. Na verdade estou usando bengala, mas como não nos vemos há muito tempo, quis te enganar hehehe. Te prometi que te contaria primeiro e aqui estou eu.
- Mas... Isso é maravilhoso, sis!* E conseguiu não me contar nada... Deixe-me vê-la. – ele se levantou de modo a ficar de frente para ela.
- É, sim. Como eu desejei ver as coisas de cima, não me sentir menor do que ninguém. – só o fato de o rosto dele estar tão perto do dela sem que ele precisasse ficar sentado a fazia ter vontade de chorar.
- Mas você é você. Só isso. – ele apertou-a contra o peito. – Ah, como é bom te abraçar assim.
- Eu te disse que se conseguisse, seria ainda melhor. Eu caberia aqui, mais perto do teu coração.
- É verdade. Você é tão pequenina, mas eu gosto disso. Mas me diga uma coisa: você consegue correr e andar completamente sozinha?
- Correr, não, e nem sei se poderei. Mas consigo andar sozinha, a bengala me ajuda. Quando vou percorrer grandes distâncias, gosto de levar alguém comigo, para o caso de eu perder o equilíbrio. Todavia consigo me virar bem, de modo geral.
- Só isso já é espetacular. Eu sempre acreditei que você pudesse. E mesmo se nunca conseguisse, nada mudaria. Não me incomodo de me abaixar, desde que consiga te dar um beijo e te abraçar.
- Agora vou poder andar ao teu lado, e não à tua frente. – sorriu ela. – E você não vai mais ter medo de me derrubar.
- Mas não se esqueça de prestar atenção na calçada, sabe como é.
- Claro. Agora lembrei de uma vez em que você me disse que queria dançar comigo, um dia.
- Não me lembro disso, mas claro que sim! Se você não sabe, eu te ensino. Dança comigo, querida? – ele perguntou, tomando distância, curvando-se de leve e estendendo a mão.
- Aceito. Avise se eu pisar nos seus pés. – ele fez que sim; ela tomou a mão dele e se deixou rodopiar. Automaticamente ambos entraram em posição de valsa e começaram a dançar no meio da praça. Em outras circunstâncias ela estaria com vergonha em sentir os olhares das pessoas em si, mas naquele momento isso foi a última coisa que lhe passou pela cabeça.

*diminutivo carinhoso em inglês; algo como "maninha"

sábado, 22 de agosto de 2015

X

Olá, meu anjo. Que saudade…

Um dia, quero perceber que o silêncio é o bastante para nós. Talvez já seja, não sei. Mas quanto isso, a gente se entende no meio das metáforas. De enxergar nossa própria dor naquilo que os outros vivem e sentem. Nomear aquilo que não conseguimos ver, apenas sentir.

Enquanto isso, eu te abro meu coração deste jeito louco e verborrágico que aos poucos vai encontrar seu limite para não ser egoísta. Que se encanta com o fato de não te espantares com a bagunça, falta de luz elétrica ou a poeira dos móveis. Por entrar quietinho, deixar a porta encostada e ficar.

O faço na esperança de que faças o mesmo e que eu possa te retribuir; aprender a ouvir. Porque por mais complicadas que as coisas muitas vezes sejam, é mais fácil olhar para elas quando estou contigo.

Desejo que o silêncio se torne um dos nossos códigos tanto quanto quero ter cada vez menos receio de olhar em teus olhos, medo de não ser o bastante nem para mim mesma ou de ficar com vergonha/achar estranhas as tuas piadinhas sobre perfume e afins. Mas eu sei o que queres dizer com elas, não te preocupes. Só não sei direito como reagir a essa naturalidade, apesar de gostar dela. Deve ser porque nunca tive nada assim.

Se bem que, só com um abraço, a gente já se diz tanta coisa. Zero de linguagem verbal. Ou quando me abres esse sorriso tão doce e pegas a minha mão. Eu aceito e vou contigo. Porque, talvez por enquanto, esses sejam os nossos silêncios, e sempre o serão.

E se queres saber, eu já cansei de procurar explicação ou definição para isso. Para essa coisa tão gostosa, tão particular, tão nossa. Embora tenha o nome que lhe quisemos dar (e como eu gosto desse nome; parece que me mostra outro ângulo, outra face ainda mais bela), talvez só seja o que é por ter esse calor e lhe faltar definição.

Contigo eu entendi que essa palavra está lá, mesmo nos silêncios que não são bem silêncios. Em todos eles. Porque já ultrapassou qualquer fronteira do tipo, pelo menos para mim.

Da tua amiga.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Anjo justo

Eu sei que
se tu pudesses,
tiraria de mim
o medo, a
dor, a melancolia.

É bom saber
que não me
cortas as asas,
mas andas comigo,
ao meu lado.

Tão sonhador quanto
eu, com esses
meus medos absurdos
e nos pequenos
detalhes tão nossos.

Puseste meu coração
não numa caixa
escura e fechada,
privado de ar
e do mundo,
sem as sensações.

Mas numa almofadinha
onde mesmo nas
horas mais escuras
ele encontre conforto,
um gesto carinhoso.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

E hoje
eu me pego questionando
coisas sobre as
quais nem pensei que
fosse buscar
o sentido.

domingo, 16 de agosto de 2015

sábado, 15 de agosto de 2015

É tão fina a fronteira entre desejar mais 
e ser mais e aceitar o que se é 
e o que se conseguiu.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Espelhos da alma

Olhos me atraem
talvez porque através
deles podemos chegar
fundo na alma...

Os olhos de
um homem escondem
seus maiores segredos
e outros mistérios...

Neles posso ver
se há fogo;
sede de vida,
paixão por ela...

Se nos escuros
há aquele brilho
em sua infinidade,
se há calor...

Se nos verdes
estão as joias
mais bem lapidadas
pelas duras circunstâncias...

Se nos azuis
os mares bravos
e céus serenos
podem ser guardados...

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Chame do que quiser,
mas do jeito
que estou, não conseguirei
buscar o que desejo.
Preciso ter paciência e
aprender a lidar
com o que vier.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Eu não estou bem.
Mas estou disposta a pagar
pelo que deixei de fazer.
Já me torturo
o bastante sozinha, não
preciso do julgamento
de ninguém.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A maioria das pessoas
só conhece a casca
da minha vida e
acaba cutucando no que
não quero pensar,
fazendo perguntas que
não quero responder.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Mesmo quando
um amor não dá
certo, será que
o que aconteceu de bom não
valeu a pena no fim?
Se o que tu sentiste
te fazia bem e
era verdadeiro, não
é isso que conta?

domingo, 9 de agosto de 2015

Eu luto entre
querer pertencer a um lugar
e deixar o mundo me abraçar.
Entre desejar que os outros me
aceitem e conseguir me aceitar
acima de qualquer coisa.

sábado, 8 de agosto de 2015

Achei que ele nunca me faria chorar.
Até que aconteceu...
Chorei de raiva de mim
mesma por acreditar nele. Por ter
deixado que isso acontecesse.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Hoje eu olho para trás e percebo 
que o que eu achava que uma pessoa 
poderia me dar vem de outra muito 
diferente e em dobro.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Tanto quanto sei que a
paixão nos tira a capacidade de
pensar direito,
sei que mereço mais
do que sobras de afeto
dos outros.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Certas coisas
simplesmente são o
que são.
Não precisam de um
nome que as
defina.
Do contrário, as limitaríamos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Em rascunho

Tento lidar
com os sentimentos
enquanto passo
a limpo
as palavras
e parte
da minha vida.

Relendo velhos
poemas e
sentindo o
peso do
tempo.

domingo, 2 de agosto de 2015

Espero que, um dia,
meus aniversários signifiquem
para mim que ainda
estou viva, e não
que os anos
simplesmente estão passando
e estou mais perto da morte...

sábado, 1 de agosto de 2015