sábado, 31 de dezembro de 2016

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

04/10/2016

Hoje eu sei que o desejo de ter o controle da minha própria vida me deu a culpa; o instinto de regular cada aspecto de mim no qual ninguém mais põe a mão, mesmo que influencie.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

03/10/2016

Não vejo a hora de escrever não apenas sobre os devaneios que constituem a vida que quero para mim, e sim desta mesma vida, com tudo o que ela tiver, como uma concretude, uma prova de que eu nasci para rabiscar minha história com minha letra mais bonita, sem olhar para trás.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

03/10/2016

E eu me pergunto por quê estou deixando as circunstâncias me acomodarem… A vida passa e a gente nem vê e depois reclama do vazio. Tem tanta coisa no meu caminho agora, coisas fora do meu controle, que me deixam com medo de talvez não ter tempo de fazer tudo o que com certeza me fará feliz…

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O terremoto interno

Talvez o que me reste seja entender que vou ter que acabar guardando as coisas para mim, como na verdade fiz a vida toda sem nem saber. Talvez cuspi-las no papel, se for insuportável ou muito difícil de entender.

A verdade é que eu posso contar nos dedos de uma única mão aqueles com quem sei que posso dividir as verdades controversas que carrego comigo; de quem sei que não receberei um pingo de julgamento. E mesmo com essas poucas pessoas é injusto simplesmente despejar tudo como se só com isso eu fosse encontrar uma fórmula mágica para resolver meus problemas. É meu dever ouvi-las também - e não ser escravizada pela minha dor.

Quanto mais o tempo passa, mais sinto que parece que sou um terremoto prestes a arrasar tudo o que vê (ou talvez já esteja causando danos em pequenos tremores secundários), mas pelo bem de todos talvez seja melhor que eu tente causar o mínimo de estrago por cima. Afinal, quer eu goste ou não, preciso de paciência comigo e com os outros e este vazio é meu e de mais ninguém; cabe a mim encontrar formas de preenchê-lo sem arrastar ninguém junto.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

02/10/2016

A poesia faz lar no coração de quem
 a gente menos espera e quando
 menos espera. Tanto para quem escreve 
como para quem lê.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Formas de amar

Claro que é gostoso ouvir um "eu te amo", ainda mais quando se tem certeza que é sincero. E que às vezes é mais fácil verbalizar para uns do que para outros, como é para mim quando se trata de ti... Mas a gente sabe que existem tantas outras maneiras de expressar isso; noutras palavras, em gestos e nos silêncios.

Eu escuto os teus silêncios e o teu amor que também está neles, assim como tu lês as entrelinhas de cada palavra de n sentidos que digo (sou poeta apaixonada pela vida, não posso evitar!) e enxergas nelas o sentido que sabes que se encaixa para nós. Isso certamente é um ato de amor. Ouvir e silenciar é ato de amor também; é o que hei de aprender contigo!

sábado, 24 de dezembro de 2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

30/01/2012

Já não me obrigo mais a sorrir para todo mundo, apesar de todos acreditarem no que digo. Posso ser antipática, estúpida, ter gênio forte e sangue quente; ser impulsiva e idiota. Mas eu não nasci para agradar ninguém. Poucos conseguem ver que sou muito mais do que isso. Poucos gostam de mim exatamente pelo que sou.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

28/01/2012

Não é porque não
guardo mágoa de você
que vou ter
amnésia e esquecer o
que fizeram comigo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

01/10/2016

O choro muda quando a gente é abraçado; 
mesmo se ainda é doído, 
tem sorriso por trás.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Persephone & Hades

Perhaps I was indeed
too young, or rather
too human, to rise up
to your alluring
and beautiful decadence.

But how can you
blame me for wanting
the taste of the food
and the drink
that make you unreachable,
powerful, invincible?

Perhaps what I
really loved in you
was the mask you wore
to hide the fire
you held underneath;
the queen you were born to be.

Such dark fire
that only a king
of his own sorrows
could understand
and offer you the chance
to be whole in your half.

Fire I desired;
fire that intrigued me so...

Perhaps my single fate
is to only kneel
before the gods;
the goddess you are.
Know their heaven and hells,
but remaining small.

I may not be fit
to be amongst royalty
or real greatness;
but oh, how it hurts
to have to let go
what was never mine.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

domingo, 18 de dezembro de 2016

28/11/2011

Te amo tanto que sou capaz de
qualquer coisa por você.
Até mesmo abrir mão
do meu sentimento e tentar te
esquecer.

sábado, 17 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Transparency

Through the crystal
of your voice
I glance dreamily
at the pretense
of my melancholy.


15/12/2016

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Léxico

A melhor
palavra vem
do coração;
natural como
brisa de
eterno verão,
escolhida e
eternizada por
cada mão.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

08/08/2011

É preciso ter coragem
para enfrentar os obstáculos
que aparecem em
nossas vidas.
Atos corajosos nos fazem
humanos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

29/09/2016

O silêncio mais bonito e confortável é 
aquele no qual não há julgamento. A Solidão me ensinou
a escutar os meus próprios silêncios; 
interpretá-los e respeitá-los. 
Resta-me aprender com 
os dos outros também.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Eclipse

In all my greatness
I bow before you,
little queen of
the dark skies,
so that my light
can spread the sight
of your silvery humble beauty,
of which I know every inch;
grace that guides the paths
to the underworld.

I rest upon the seas
loving you from afar,
holding your gaze in adoration
for all we share
until the day the titans grant me
the chance to belittle myself
to fit amidst your breasts
and prove to all yet again
we've been aligned as one
since the dawn of time
in the most virginal grasp.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Romântica

A vida cobra-me
em cada indecisão
e presenteia-me com a beleza
da decadência
do fogo contido
em cada desejo
que recusa rendição
ao mero esquecimento.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Sobreconsciente

Faço desta vida devaneio,
mero pesadelo
escuro, confuso,
até que possa acordar
para então viver
dos sonhos
que criei para mim.

28/09/2016

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Marco zero

Tudo o que
separa o sonho
de uma realidade
é o véu
de toda possibilidade
ornado pela coroa
de cada fé
em novo caminho.

28/09/2016

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

05/12/2016

Eu me pergunto quem eu serei 
depois que a dor
 que mais me dói passar… 
Outra pessoa 
ou mais eu mesma?

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Apassionata

Passion
is madness,
pure intensity,
animosity,
fierce animal, human.

Passion
is the ugliness of beauty,
the enchantment of the ugly,
dead, alive,
joyful and sad.

All that is done
with passion
carries its own tragedy
as the sweetest burden
and even in fleetingness
conquers immortality
for its smooth sharpness.

25/09/2016

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

XIV

Olá, meu querido! Espero que estejas bem.

Aqui eu te escrevo outra vez como uma maneira de te manter perto de mim e não esquecer o teu carinho. Para poder matar um pouco da saudade que sei, por cada gesto teu, ser recíproca.
Escrevo também porque quero que desta vez seja diferente. Sabes bem da minha busca por autoconhecimento, auto-aceitação e o vencimento das culpas inúteis que vêm e vão, sem servirem de nada, para ser uma pessoa melhor.

Nós somos tão jovens ainda, e, no entanto, tu tens me ensinado coisas que tenho certeza que levarei para o resto da vida. Sem elas, eu tenho certeza que não seria muito daquilo que sou hoje. Obrigada por tudo! Espero de coração que, à minha maneira que ainda há de melhorar, eu esteja retribuindo pelo menos um pouco disso. Porque é algo que eu quero. Muito.

Tua amizade e preocupação comigo, assim como paciência, me fazem acreditar que posso ser alguém melhor; que no processo de aceitar as partes de mim que não têm como ser alteradas, eu posso identificar aquelas que podem, pelo bem das minhas relações com os outros, e que certamente quero modificar.

Entre elas, como tu sabes, está o fato de eu querer que tu me ajudes a ser uma melhor ouvinte, como tu. E, por conseqüência, uma amiga melhor, de consciência mais leve e limpa.
Quero que tardes como aquela de janeiro se repitam outras milhares de vezes. Eu te ouvi de verdade e foi uma sensação tão boa... Foi como se meu coração voltasse para casa depois de te ver sorrindo mais do que o normal.

Por isso mesmo o propósito desta carta é diferente dos outros. Não para falar das minhas mazelas, mas de ti. Quero aqui “listar” algumas das coisas que eu adoraria que tu dividisses comigo, se tu assim desejares, e que terei o prazer de ouvir e silenciar contigo quando for necessário.

Chega de reclamar da minha vida. Vamos falar de experiências e sonhos (os que vêm com o sono e os que moram dentro do coração)! Não sei quando vou te ver de novo, mas será lindo se puder ser assim e como bônus ter um chimarrão na minha cuia nova, como te mencionei certa vez. Calor amargo que se faz mais doce e bem-vindo quando dividido com quem mais gostamos...

Então, se quiseres...

a) Conte-me melhor das tuas viagens. Que lugares gostaste mais, ou menos? Aconteceu algo de particularmente divertido ou nem tanto? O que comeste e bebeste de bom?
b) Como andam as coisas com aquela pessoa? Chegaste a alguma conclusão? Torço para que fique tudo bem!
c) Como está teu trabalho? Estás feliz com ele? Tens seguido estudando?
d) Conte-me melhor sobre aquele sonho que mencionaste da última vez que nos encontramos... O que será que ele quer dizer?
e) Tens escrito algo?

A Solidão não vai conseguir me fazer esquecer de ti, mesmo que tente, porque assim como ela, tu moras dentro de mim, no canto mais meu e puro do meu coração. Não vejo a hora de estar no teu abraço de novo e voltar para casa de verdade. Te amo! Te cuida que te também te cuido de longe como tu a mim.
Da tua pequena.

domingo, 4 de dezembro de 2016

O assalto

Rouba-me meu teto,
comida, paz, dinheiro,
roupa e documento.

Mas, ladrão, eu peço!
Deixa-me inteiro,
aqui com meu alento.

Não tires de mim
a ânsia de fazer poesia;
contra terror escuro assim
só conheço uma anestesia.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Contos da Solidão - Pretenso amante

Outra manhã destas em que acordei cedo demais, sem precisar, e fiquei em silêncio observando o reflexo da luz dourada da manhã de sol nas paredes azuis e teto branco do quarto de barriga para cima, como de hábito enroscada nas cobertas por mudar de posição e esquecer de puxá-las. Eu ouvia os passarinhos, um latido ocasional de cachorro, a minha respiração...

E a dele/dela. Ainda masculino até a hora em que eu levanto, quando se faz tímida (?) e ao mesmo tempo provocadora mulher. Até onde percebi, sua face feminina tende a ser mais silenciosa provavelmente porque não tenho quase nenhuma privacidade em casa e com certeza não quer ser ouvida por terceiros. E mesmo quando a noite chega e as luzes se apagam, eu tenho a impressão de que os outros que vivem aqui ouvem meus pensamentos através da porta.

Sem paredes, sem portas... Livre e no entanto enjaulada dentro de mim mesma. Um simples objeto cai no chão e faz meu coração disparar. Eco em cada passo, em cada palavra. Maldito piso laminado. Não vejo a hora de sermos só eu e a Solidão, nós que nos dizemos tudo aos sussurros e principalmente através das sensações. Nós e o velho jogo; quero sentir um dia que mais ganhei nele do que perdi. Que consegui manipulá-los tanto quanto ou até mais do que eles a mim.

A moça não precisa dizer nada, se não quiser. O homem fala por ela de qualquer maneira. E eu sei bem que ambos querem as mesmas coisas. Afinal, são um só ser.

Ao meu lado, senti-o virar a cabeça na minha direção, apertar um pouco o braço que tinha enlaçado em minha cintura contra meu estômago, seu peito expandir-se ao puxar o ar até o fundo dos pulmões e depois soltá-lo devagar, contra meu cabelo, antes de depositar um beijo no mesmo ponto do couro cabeludo.

- Minha linda... Já acordada?

- Pelo jeito sim. E tu também.

- Bom dia, então. Eu te amo.

(Silêncio. Sorriso contido.)

- Eu não posso. Não posso me apaixonar por ti. Não posso; do contrário tu vais me deixar oca por dentro. Tu és traiçoeiro (a) por demais.

- Isso nunca aconteceu. Ainda estás aqui.

- Porque eu nunca deixei! Tu quase conseguiste uma vez, mas eu virei a mesa e não há de acontecer de novo.

(Silêncio.)

- Só quero me entender contigo...

- Eu nunca vou esquecer daquela noite. Nunca te vi tão bonita, tão entregue, tão minha, tão mulher.

- Em primeiro lugar, eu pertenço a mim. Mas não. Não me arrependo.

- Sei disso. Nem eu.

- Tu pareces meu/minha amante...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Retrato falado

Vi tuas formas
de beleza traiçoeira
que ateiam-me em chamas
e empurram-me contra a pedreira.

Notei teus rostos de enigma
sendo tu homem e mulher;
então hoje meu paradigma
é entender o que teu eu ambíguo quer.

Linda sem nome,
fiz de ti poesia
saciando voraz fome
para que não mates minha alegria.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Síndrome de abstinência

I
Trago-te aos lábios
e respiro-te,
engulo-te
trazendo-te para
dentro de mim
em doce queimadura.

II
A vida vem e mostra-me
que és mais mulher
do que eu jamais serei homem
e obriga-me a soprar-te
esvaziando-me de ti
e ver-te espalhar-se
em tua infinitude.

III
Meus dedos te atravessam
enquanto partes
para pertencer a outro
ou ao universo
em dançar gracioso
de branco impuro.

IV
Quem há de ser
o último a provar
do teu encanto venenoso,
o sortudo que há
de tomar-te para sempre
e em cujas veias
por instante eterno permanecerás?

V
A certeza
que sobra
é loucura,
é falta
que fazes
em mim;
dose ínfima
de ti
nunca bastou.

VI
Em ti
eu vivia
do torpor
da morte
lindamente lenta.