sábado, 26 de março de 2016

sexta-feira, 25 de março de 2016

Foi preciso que o tempo passasse e a gente procurasse nossos destinos em separado para que eu desse valor como nunca para o que tu fizeste por mim por todos esses anos. E eu só tenho a agradecer e celebrar por esta década juntas. Que venham muitas outras!

- pelos 10 anos de amizade com Eugênia Kuhn

quinta-feira, 24 de março de 2016

Embora seja maduro olhar para os sentimentos e saber diferenciá-los entre si, não é saudável ficar analisando demais e esquecer de simplesmente senti-los. E também de que sim, independentemente dos nossos defeitos, se nos esforçamos para ser pessoas melhores todos os dias, as pessoas que nos amam entendem certas coisas.

terça-feira, 22 de março de 2016

Tenho medo de ter depressão profunda e acabar largando mão de tudo. Talvez eu devesse ter feito alguma coisa tempos atrás, mas só agora consigo entender o que me incomoda e causa toda esta dor. Quero muito encontrar uma forma de mudar a situação efetivamente.

domingo, 20 de março de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

Eu me pergunto
se minha
juventude está sendo
desperdiçada...
Se terei tempo
de amadurecer.

quinta-feira, 17 de março de 2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

terça-feira, 15 de março de 2016

segunda-feira, 14 de março de 2016

26/12/2014

Não é que eu não seja grata aos meus pais. Eu sou, e muito. Sei bem do monte de coisas que eles fizeram por mim. Posso não ser a melhor filha do mundo; não ser das mais carinhosas e muitas vezes dizer e fazer coisas bem cruéis. Mas não quer dizer que eu não os ame.
O meu jeito e as coisas acumuladas em mim fazem com que eu não diga. E também porque, querendo ou não, no fim das contas nós três somos tóxicos uns aos outros. As pequenas coisas ditas e feitas a cada dia por cada um fazem com que nos machuquemos de muitas maneiras.
Também não é que eu não goste de ficar perto deles ou mesmo vá deixar de me importar um dia. Mas eu preciso sair daqui, não morar mais sob o mesmo teto assim que puder. Só quando isso acontecer eu conseguirei ver as coisas por um ângulo diferente e quem sabe entender a eles e a mim mesma. Essa sensação de sufocamento e pressão é o que realmente me mata.
Isso até mesmo faz com que minha condição de dependência física pareça um pouco pior para mim.
Claro que nada é perfeito e talvez isso da condição ainda dure um tempo, mas independentemente disso, só o fato de eu estar em outro lugar, com outras pessoas, já torna tudo bem razoável. As brigas e tudo mais que vem com ela acontecerão em outros contextos e isso certamente me ajudará a entender o que preciso mudar em mim e o que já é meu, entre outras questões.

domingo, 13 de março de 2016

O que incomoda

Acho que lido bem com a minha deficiência e as limitações que ela traz, que felizmente são apenas físicas. Não me culpo por isso; até porque não foi escolha minha (e nada do tipo o é para ninguém) e ela não me impede de viver uma vida relativamente normal.
Mas é claro que algumas coisas me incomodam. Sempre incomodaram e só percebi isso agora.
Como por exemplo, eu depender da ajuda de pessoas para muitas coisas, ter que conviver com falta de acessibilidade em quase todo lugar (o que acho que me incomodaria mesmo se eu não fosse deficiente)… Sem contar a ignorância e o preconceito que hoje percebo nos olhos das pessoas.
Claro que me incomoda não poder andar, correr ou dançar. E tudo ser um pouco mais difícil ou trabalhoso de muitas maneiras. Às vezes até para sair sozinha com alguém eu tenho que me esforçar por causa da superproteção e preguiça da minha mãe. E é difícil se sentir normal vivendo assim.
Porque não é sempre que eu consigo me impor.
Minha situação é mutável e me incomoda, mas a verdade é que não tenho pressa. Quando tiver que ser, será.

sábado, 12 de março de 2016

03/01/2015

Vivo o paradoxo de querer ter o mundo na mão e ao mesmo tempo morrer de medo de sair de onde estou, de perto de tudo o que conheço e sempre tive… Mesmo sabendo que todo mundo está indo embora e o lugar onde estou nada ter a me oferecer em termos de trabalho, vida social e oportunidades em geral. Este medo estranho e sem sentido faz com que eu acabe não abrindo a cabeça como deveria.
Acho que grande parte disso se origina do modo como fui criada, até mesmo minha preguiça. De muitas maneiras dependente dos pais e os tendo por perto o tempo todo, observando cada movimento meu. Onde eu vou, algum deles vai junto. Até para fazer coisas normais e que fazem com que eu me sinta normal, como por exemplo, passar algumas horas sozinha com outra pessoa, exigem grande esforço e negociação da minha parte.
Muitas vezes sou chamada de anti-social por eles por quase não sair de casa. Mas eles não enxergam a minha dificuldade, até porque todo mundo tem sua vida e coisas para fazer, então é complicado achar alguém disponível para conversar. Quando surge a oportunidade, eu a agarro com unhas e dentes.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Assim que eu puder, quero experimentar e viver 
aquilo que de uma forma ou outra 
tive que deixar para trás.

quinta-feira, 10 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

É triste e frustrante ser impedida pelas circunstâncias
de finalmente pôr em prática o que era só falação.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Foi preciso que o tempo passasse e a gente procurasse nossos destinos em separado para que eu desse valor como nunca para o que tu fizeste por mim por todos esses anos. E eu só tenho a agradecer e celebrar por esta década juntas. Que venham muitas outras!

domingo, 6 de março de 2016

A volta para casa

Na curva do
teu pescoço escondo
minhas lágrimas amargas.
Ao teu silêncio
entrego meus medos
e tantas dúvidas.

Em teu abraço
guardo minha alma
e corpo cansados,
maltratados pelos invernos
nublados e tristes...

Em tua mão
encosto a minha
e entrego meu
coração ainda sonhador
e que tenta
muito se conhecer...

sábado, 5 de março de 2016

05/02/2015

Às vezes me pego pensando em como as coisas seriam se eu pudesse andar e voluntariamente morasse sozinha, sem depender da ajuda física de ninguém. Se eu pensaria de forma diferente sobre as coisas e, principalmente, o meu conceito de solidão.

Talvez eu não me sentisse perdida e estranha por estar com certas pessoas e não com outras e conseguisse me perguntar, em meio à obrigação diária e loucura: “o que quero fazer hoje?”.

Se fosse o caso, gostaria de ver meus momentos solitários sempre como vejo de vez em quando: como algo bom, que merece ser desfrutado e usado a meu favor. Felizmente existem pessoas que veem com bons olhos, como algo normal, esses instantes em que faço algo só para mim e não me rendo à regra do politicamente correto.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Não dá pra esperar ser perdoado 
todas as vezes se seguimos 
cometendo os mesmos erros.

quinta-feira, 3 de março de 2016

A melhor maneira de guardar um segredo ou assemelhado
é esquecer que um dia ele lhe foi contado. 
E é isso que tenho que lembrar sempre, 
para ser alguém melhor.

quarta-feira, 2 de março de 2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Perdoou todos os meus defeitos que eu nem via
 sem apontar nenhum enquanto eu gritava os dela. 
Não dá pra sair torturando os outros nem a nós mesmos… 
nós somos complexos e no entanto só pó no espaço.