segunda-feira, 8 de setembro de 2014

I

Oi, irmão.
Espero que esteja tudo bem contigo. Não se preocupe, tenho certeza de que andas ocupado (eu também, anda tudo uma bagunça, só pra variar) e sei que pensas em mim como penso em ti.
Mesmo que só daqui a algum tempo venhas a ler essas linhas, não pude resistir a escrever outra vez. Como sabes, consigo expressar melhor as coisas escrevendo do que falando. Sempre foi assim.
Enfim, guri. As guerras internas e externas estão se misturando… Mesmo que eu tente disfarçar a ansiedade e loucura vem de todos os lados e a impressão que tenho é de que estou dentro de uma panela de pressão prestes a estourar.
Sobre essas outras coisas nem vale a pena eu te contar, só sei que a tensão é permanente. Por causa disso percebi que a convivência social realmente gera conflito; o problema é quando não se sabe o que fazer com ele.
Tomara que a poeira baixe um pouco e logo; porque preciso do mínimo de paz possível para contar aos meus pais sobre minhas decisões, para que eles não pensem que elas são só por impulso e que as respeitem.
Agradeço desde já teu apoio, tu sabes o quanto é importante para mim tomar as rédeas da minha vida, apesar do medo do futuro.
Andei recebendo uns conselhos bem interessantes ultimamente, que espero conseguir seguir. São sobre eu ter paciência com os outros, como eu desejo que tenham comigo. Eu realmente preciso tentar praticar o necessário silêncio, ser mais racional como aquele rapaz que conhecemos… Torça por mim, me ajude!
Os fantasmas ainda vêm me perseguir quando eu menos espero. Só rezo para não acabar ficando louca, com os meus erros e medos sempre à espreita.
Por enquanto é só. Até a próxima carta. Sinto que ela virá em breve. Sinto saudades e te amo, obrigada por tudo.
Da tua irmã.

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