domingo, 25 de janeiro de 2015

Medo de viver?

Minha avó costuma dizer que a vida é um fingimento; que todas as pessoas do mundo fingem ser algo que não são de verdade, que temos que nos acostumar com isso e ponto final. Que só podemos contar com nossos pais e só eles merecem nossa autenticidade.

Mas será que isso é mesmo verdade?

Se o mundo é uma farsa como ela diz, então quem somos nós? Marionetes sem o mínimo de personalidade? Que por medo ou precaução idiota contra as maldades que existem nas coisas, não se conectam a nada nem ninguém, não se entregam, não se mostram? Isto está longe de ser uma pessoa de verdade, mesmo que por conta das circunstâncias, na maior parte das vezes só algumas de nossas facetas apareçam para cada pessoa... Até porque com cada uma temos relações diferentes.

Se o mundo fosse mesmo assim, como é que minha avó foi casada por tantos anos com o mesmo homem, teve filhos e vive tranquilamente, na medida do possível? Muitas vezes nem com nossos pais podemos contar... Acho que ela se esqueceu da sensação maravilhosa que é cativar alguém. Perceber que não se está sozinho e viver um dia de cada vez, aproveitando o laço que se tem com essa pessoa.
Dando nosso melhor e até o pior. Se os pais amam os filhos independentemente de qualquer coisa, é claro que isso pode acontecer com outras pessoas, quando encontramos sentimentos verdadeiros.

Acho que mesmo quando nos desiludimos com alguém, não podemos deixar de nos arriscar e oferecer o que o mundo nos deu. Nunca sabemos quando é que vai dar certo, mesmo com os medos...

- entrada do meu diário na data de hoje.

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