Uma data, uma conta no banco. Minha assinatura num papel, um ciclo acabado. Uma escolha entre muitas, uma certeza que não era tão forte quanto parecia. Uma vontade de mudar tudo que só aumenta; uma expectativa. Obrigações que espero poder cumprir. Puf, sou adulta. É o que dizem.
terça-feira, 5 de abril de 2016
sábado, 26 de março de 2016
quinta-feira, 24 de março de 2016
Embora seja maduro olhar para os sentimentos e saber diferenciá-los entre si, não é saudável ficar analisando demais e esquecer de simplesmente senti-los. E também de que sim, independentemente dos nossos defeitos, se nos esforçamos para ser pessoas melhores todos os dias, as pessoas que nos amam entendem certas coisas.
terça-feira, 22 de março de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
quinta-feira, 17 de março de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
26/12/2014
Não é que eu não seja grata aos meus pais. Eu sou, e muito. Sei bem do monte de coisas que eles fizeram por mim. Posso não ser a melhor filha do mundo; não ser das mais carinhosas e muitas vezes dizer e fazer coisas bem cruéis. Mas não quer dizer que eu não os ame.
O meu jeito e as coisas acumuladas em mim fazem com que eu não diga. E também porque, querendo ou não, no fim das contas nós três somos tóxicos uns aos outros. As pequenas coisas ditas e feitas a cada dia por cada um fazem com que nos machuquemos de muitas maneiras.
Também não é que eu não goste de ficar perto deles ou mesmo vá deixar de me importar um dia. Mas eu preciso sair daqui, não morar mais sob o mesmo teto assim que puder. Só quando isso acontecer eu conseguirei ver as coisas por um ângulo diferente e quem sabe entender a eles e a mim mesma. Essa sensação de sufocamento e pressão é o que realmente me mata.
Isso até mesmo faz com que minha condição de dependência física pareça um pouco pior para mim.
Claro que nada é perfeito e talvez isso da condição ainda dure um tempo, mas independentemente disso, só o fato de eu estar em outro lugar, com outras pessoas, já torna tudo bem razoável. As brigas e tudo mais que vem com ela acontecerão em outros contextos e isso certamente me ajudará a entender o que preciso mudar em mim e o que já é meu, entre outras questões.
O meu jeito e as coisas acumuladas em mim fazem com que eu não diga. E também porque, querendo ou não, no fim das contas nós três somos tóxicos uns aos outros. As pequenas coisas ditas e feitas a cada dia por cada um fazem com que nos machuquemos de muitas maneiras.
Também não é que eu não goste de ficar perto deles ou mesmo vá deixar de me importar um dia. Mas eu preciso sair daqui, não morar mais sob o mesmo teto assim que puder. Só quando isso acontecer eu conseguirei ver as coisas por um ângulo diferente e quem sabe entender a eles e a mim mesma. Essa sensação de sufocamento e pressão é o que realmente me mata.
Isso até mesmo faz com que minha condição de dependência física pareça um pouco pior para mim.
Claro que nada é perfeito e talvez isso da condição ainda dure um tempo, mas independentemente disso, só o fato de eu estar em outro lugar, com outras pessoas, já torna tudo bem razoável. As brigas e tudo mais que vem com ela acontecerão em outros contextos e isso certamente me ajudará a entender o que preciso mudar em mim e o que já é meu, entre outras questões.
domingo, 13 de março de 2016
O que incomoda
Acho que lido bem com a minha deficiência e as limitações que ela traz, que felizmente são apenas físicas. Não me culpo por isso; até porque não foi escolha minha (e nada do tipo o é para ninguém) e ela não me impede de viver uma vida relativamente normal.
Mas é claro que algumas coisas me incomodam. Sempre incomodaram e só percebi isso agora.
Como por exemplo, eu depender da ajuda de pessoas para muitas coisas, ter que conviver com falta de acessibilidade em quase todo lugar (o que acho que me incomodaria mesmo se eu não fosse deficiente)… Sem contar a ignorância e o preconceito que hoje percebo nos olhos das pessoas.
Claro que me incomoda não poder andar, correr ou dançar. E tudo ser um pouco mais difícil ou trabalhoso de muitas maneiras. Às vezes até para sair sozinha com alguém eu tenho que me esforçar por causa da superproteção e preguiça da minha mãe. E é difícil se sentir normal vivendo assim.
Porque não é sempre que eu consigo me impor.
Minha situação é mutável e me incomoda, mas a verdade é que não tenho pressa. Quando tiver que ser, será.
Mas é claro que algumas coisas me incomodam. Sempre incomodaram e só percebi isso agora.
Como por exemplo, eu depender da ajuda de pessoas para muitas coisas, ter que conviver com falta de acessibilidade em quase todo lugar (o que acho que me incomodaria mesmo se eu não fosse deficiente)… Sem contar a ignorância e o preconceito que hoje percebo nos olhos das pessoas.
Claro que me incomoda não poder andar, correr ou dançar. E tudo ser um pouco mais difícil ou trabalhoso de muitas maneiras. Às vezes até para sair sozinha com alguém eu tenho que me esforçar por causa da superproteção e preguiça da minha mãe. E é difícil se sentir normal vivendo assim.
Porque não é sempre que eu consigo me impor.
Minha situação é mutável e me incomoda, mas a verdade é que não tenho pressa. Quando tiver que ser, será.
sábado, 12 de março de 2016
03/01/2015
Vivo o paradoxo de querer ter o mundo na mão e ao mesmo tempo morrer de medo de sair de onde estou, de perto de tudo o que conheço e sempre tive… Mesmo sabendo que todo mundo está indo embora e o lugar onde estou nada ter a me oferecer em termos de trabalho, vida social e oportunidades em geral. Este medo estranho e sem sentido faz com que eu acabe não abrindo a cabeça como deveria.
Acho que grande parte disso se origina do modo como fui criada, até mesmo minha preguiça. De muitas maneiras dependente dos pais e os tendo por perto o tempo todo, observando cada movimento meu. Onde eu vou, algum deles vai junto. Até para fazer coisas normais e que fazem com que eu me sinta normal, como por exemplo, passar algumas horas sozinha com outra pessoa, exigem grande esforço e negociação da minha parte.
Muitas vezes sou chamada de anti-social por eles por quase não sair de casa. Mas eles não enxergam a minha dificuldade, até porque todo mundo tem sua vida e coisas para fazer, então é complicado achar alguém disponível para conversar. Quando surge a oportunidade, eu a agarro com unhas e dentes.
Acho que grande parte disso se origina do modo como fui criada, até mesmo minha preguiça. De muitas maneiras dependente dos pais e os tendo por perto o tempo todo, observando cada movimento meu. Onde eu vou, algum deles vai junto. Até para fazer coisas normais e que fazem com que eu me sinta normal, como por exemplo, passar algumas horas sozinha com outra pessoa, exigem grande esforço e negociação da minha parte.
Muitas vezes sou chamada de anti-social por eles por quase não sair de casa. Mas eles não enxergam a minha dificuldade, até porque todo mundo tem sua vida e coisas para fazer, então é complicado achar alguém disponível para conversar. Quando surge a oportunidade, eu a agarro com unhas e dentes.
sexta-feira, 11 de março de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
domingo, 6 de março de 2016
A volta para casa
Na curva do
teu pescoço escondo
minhas lágrimas amargas.
Ao teu silêncio
entrego meus medos
e tantas dúvidas.
Em teu abraço
guardo minha alma
e corpo cansados,
maltratados pelos invernos
nublados e tristes...
Em tua mão
encosto a minha
e entrego meu
coração ainda sonhador
e que tenta
muito se conhecer...
teu pescoço escondo
minhas lágrimas amargas.
Ao teu silêncio
entrego meus medos
e tantas dúvidas.
Em teu abraço
guardo minha alma
e corpo cansados,
maltratados pelos invernos
nublados e tristes...
Em tua mão
encosto a minha
e entrego meu
coração ainda sonhador
e que tenta
muito se conhecer...
sábado, 5 de março de 2016
05/02/2015
Às vezes me pego pensando em como as coisas seriam se eu pudesse andar e voluntariamente morasse sozinha, sem depender da ajuda física de ninguém. Se eu pensaria de forma diferente sobre as coisas e, principalmente, o meu conceito de solidão.
Talvez eu não me sentisse perdida e estranha por estar com certas pessoas e não com outras e conseguisse me perguntar, em meio à obrigação diária e loucura: “o que quero fazer hoje?”.
Se fosse o caso, gostaria de ver meus momentos solitários sempre como vejo de vez em quando: como algo bom, que merece ser desfrutado e usado a meu favor. Felizmente existem pessoas que veem com bons olhos, como algo normal, esses instantes em que faço algo só para mim e não me rendo à regra do politicamente correto.
Talvez eu não me sentisse perdida e estranha por estar com certas pessoas e não com outras e conseguisse me perguntar, em meio à obrigação diária e loucura: “o que quero fazer hoje?”.
Se fosse o caso, gostaria de ver meus momentos solitários sempre como vejo de vez em quando: como algo bom, que merece ser desfrutado e usado a meu favor. Felizmente existem pessoas que veem com bons olhos, como algo normal, esses instantes em que faço algo só para mim e não me rendo à regra do politicamente correto.
sexta-feira, 4 de março de 2016
quinta-feira, 3 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
As canções que eu ouvia durante a adolescência e com as quais achava que me identificava pelo simples sentimento de rebeldia e desajuste se encaixam muito melhor com a minha vida agora. Porque agora eu entendo o real significado que elas têm para mim, mesmo depois de tanto tempo. Entendo como realmente me sinto. Tudo o que eu venho engolindo todos esses anos.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
As perdas
Não sei o que é mais estranho. Desde que comecei a realmente perder entes queridos e entender o conceito da morte, da perda e do luto, tem sido mais ou menos assim: depois de remoídas todas as fases do luto com maior ou menor intensidade, a sensação é que com o tempo eu sigo em frente como se nada houvesse acontecido, embora eu saiba que isso não é verdade; acho que essa é a definição da expressão ‘fulano (a) está vivo no meu coração’. Talvez porque as lembranças sejam o que sobre e elas sempre estejam lá, no fundo da gente, talvez não tão sólidas, mas sempre ao alcance da mão.
É como se de certa forma eu agisse como se aquela pessoa ainda estivesse fisicamente viva. E aí vem o bizarro: de vez em quando, aparece algum detalhezinho, uma coisinha qualquer que traz para as memórias uma cor e textura diferente, que não se pode ver, mas se pode sentir, a da saudade.
Com a saudade, vem o lembrete da perda real, que ela realmente aconteceu e que não tem volta, e às vezes dói, não importando quão maduro a gente seja. E aí só nos resta deixar que doa, como quando a gente mexe numa feridinha que está querendo sarar, porque uma hora ou outra a casquinha nasce de novo.
A perda é uma facada na alma que as recordações em geral cicatrizam. Cicatriza, mas não some. Fica pra sempre. Nós muitas vezes nem notamos, mas segue no mesmo lugar, do mesmo tamanho. Só não sangra, embora fique dolorida nos tempos tempestuosos. E como o sol sempre vem, esperamos que o tempo melhore e possamos ir vivendo.
É como se de certa forma eu agisse como se aquela pessoa ainda estivesse fisicamente viva. E aí vem o bizarro: de vez em quando, aparece algum detalhezinho, uma coisinha qualquer que traz para as memórias uma cor e textura diferente, que não se pode ver, mas se pode sentir, a da saudade.
Com a saudade, vem o lembrete da perda real, que ela realmente aconteceu e que não tem volta, e às vezes dói, não importando quão maduro a gente seja. E aí só nos resta deixar que doa, como quando a gente mexe numa feridinha que está querendo sarar, porque uma hora ou outra a casquinha nasce de novo.
A perda é uma facada na alma que as recordações em geral cicatrizam. Cicatriza, mas não some. Fica pra sempre. Nós muitas vezes nem notamos, mas segue no mesmo lugar, do mesmo tamanho. Só não sangra, embora fique dolorida nos tempos tempestuosos. E como o sol sempre vem, esperamos que o tempo melhore e possamos ir vivendo.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Vida crua
Eu cozinho
minha raiva
a fogo
bem lento.
Temperada com
o ressentimento
de estar,
no fim,
de mãos
completamente atadas...
E não
conseguir saber
quanto tempo
ainda aguento
esperar para...
Agarrar a
vida cozida
que mais
me apetece
já fria
minha raiva
a fogo
bem lento.
Temperada com
o ressentimento
de estar,
no fim,
de mãos
completamente atadas...
E não
conseguir saber
quanto tempo
ainda aguento
esperar para...
Agarrar a
vida cozida
que mais
me apetece
já fria
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
30/12/2014
Talvez eu seja mesmo uma lutadora de algum modo, como ele diz. Não só pela minha condição e tentativa de viver uma vida o mais normal possível, mas provavelmente porque eu ainda tenho esperança.
Esperanças de que as coisas mudem e eu não sinta a dor que sinto hoje.
No fundo, em muitos aspectos, não me sinto boa o bastante. Talvez justamente por eu guardar dentro de mim essas pequenas coisas ditas pelos meus pais que são simplesmente excruciantes. Algumas mais particularmente ofensivas.
Eu vivi a vida inteira fazendo e sendo o que os outros esperavam de mim e isso só me tornou uma pessoa insegura e medrosa para muitas das escolhas que hoje tenho a oportunidade e até mesmo a obrigação de fazer.
Eu não percebia que mesmo mais jovem do que hoje eu já deveria ter começado a me impor para lutar pela minha própria vida. E hoje é claro que ninguém vai tirar isso de mim. Mesmo com as dificuldades que eu ainda enfrento para fazê-lo. Não quero que os anos passem por mim sem que eu tenha sentido que vivi de verdade uma única vez que seja.
Esperanças de que as coisas mudem e eu não sinta a dor que sinto hoje.
No fundo, em muitos aspectos, não me sinto boa o bastante. Talvez justamente por eu guardar dentro de mim essas pequenas coisas ditas pelos meus pais que são simplesmente excruciantes. Algumas mais particularmente ofensivas.
Eu vivi a vida inteira fazendo e sendo o que os outros esperavam de mim e isso só me tornou uma pessoa insegura e medrosa para muitas das escolhas que hoje tenho a oportunidade e até mesmo a obrigação de fazer.
Eu não percebia que mesmo mais jovem do que hoje eu já deveria ter começado a me impor para lutar pela minha própria vida. E hoje é claro que ninguém vai tirar isso de mim. Mesmo com as dificuldades que eu ainda enfrento para fazê-lo. Não quero que os anos passem por mim sem que eu tenha sentido que vivi de verdade uma única vez que seja.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
sábado, 30 de janeiro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
10 de janeiro de 2015
Tecnicamente, sou filha única. Só tecnicamente. Só soube que tinha uma irmã gêmea fraterna que faleceu pouco depois de nascermos aos 11 anos de idade, porque uma colega me questionou se minha irmã estudava no colégio público que frequentei, quando na verdade a pessoa era eu.
Se alguém me pergunta se me sinto mal por causa dela, na verdade não sinto nada. Como vou sentir falta de alguém que nem conheci e só soube da existência vários anos depois? Mas é claro que fico chateada pelos meus pais. É muito difícil perder um filho.
É muita pressão, é como se uma bomba fosse estourar a qualquer minuto. Detesto essa sensação de opressão e expectativas de perfeição.
O fato de eu ter e ao mesmo tempo não ter irmãos nunca havia me afetado como o faz há algum tempo. Eu observava meus amigos que possuem irmãos e até mesmo meus pais, vindos de famílias grandes, e achava interessantíssima essa coisa de ter outra pessoa na mesma casa, mais nova ou mais velha, que divide tantas coisas contigo. A fronteira entre amor e ódio, brigas e similares.
Eu ainda observo e fico fascinada com o quão peculiar isso é. Isso passou a me afetar porque eu entendi o tamanho da minha solidão. Não que necessariamente ser um dos filhos signifique que uma pessoa não se sinta solitária, mas eu sei lá. Ter alguém com quem rir, brincar, conversar e até brigar por outras razões parece algo que me agradaria.
Me pego pensando em como as coisas seriam se minha irmã estivesse aqui. Se teríamos nascido sem nenhuma deficiência e poderíamos andar, ir a festas juntas, correr… Como ela seria na aparência, se seríamos amigas… Se ela faria diferença na minha vida ou seria só mais uma pessoa.
Se ela sentiria o mesmo que eu. Se a presença dela nos faria mais livres em vez de me prender na gaiola da superproteção.
Se alguém me pergunta se me sinto mal por causa dela, na verdade não sinto nada. Como vou sentir falta de alguém que nem conheci e só soube da existência vários anos depois? Mas é claro que fico chateada pelos meus pais. É muito difícil perder um filho.
É muita pressão, é como se uma bomba fosse estourar a qualquer minuto. Detesto essa sensação de opressão e expectativas de perfeição.
O fato de eu ter e ao mesmo tempo não ter irmãos nunca havia me afetado como o faz há algum tempo. Eu observava meus amigos que possuem irmãos e até mesmo meus pais, vindos de famílias grandes, e achava interessantíssima essa coisa de ter outra pessoa na mesma casa, mais nova ou mais velha, que divide tantas coisas contigo. A fronteira entre amor e ódio, brigas e similares.
Eu ainda observo e fico fascinada com o quão peculiar isso é. Isso passou a me afetar porque eu entendi o tamanho da minha solidão. Não que necessariamente ser um dos filhos signifique que uma pessoa não se sinta solitária, mas eu sei lá. Ter alguém com quem rir, brincar, conversar e até brigar por outras razões parece algo que me agradaria.
Me pego pensando em como as coisas seriam se minha irmã estivesse aqui. Se teríamos nascido sem nenhuma deficiência e poderíamos andar, ir a festas juntas, correr… Como ela seria na aparência, se seríamos amigas… Se ela faria diferença na minha vida ou seria só mais uma pessoa.
Se ela sentiria o mesmo que eu. Se a presença dela nos faria mais livres em vez de me prender na gaiola da superproteção.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
As janelas destrancadas
Ele entrou outra vez naquele lugar bagunçado, empoeirado, com portas empenadas e goteiras, sentou-se e ficou em silêncio… Também disse que algum dia a moça teria de arregaçar as mangas e limpar aquilo tudo e principalmente não deixar que ninguém depositasse lixo, para não piorar as coisas.
Depois de um tempo, foi a vez dele a convidar para seu território, o que a deixou feliz e diminuiu sua sensação de egoísmo ao se ver disposta a entrar de todo, quando na verdade de alguma forma sempre acabava só no portal sem nem entender por quê. Era algo próximo e ao mesmo tempo distante… Ela se sentia mal porque era como se uma minúscula parte de si não achasse que deveria. Tanto convidá-lo como aceitar seu convite, seu amor sem restrição nenhuma.
Aquilo precisava mudar… E antes que ela percebesse, mudou, e agora precisava continuar assim.
Aquele lugar também tinha sua tormenta, que também levaria tempo para ser arrumada, mas era aconchegante à sua maneira. O sol escaldante que aos poucos se punha como uma coberta dourada fazia com que ela usasse os óculos de sol comuns dele sobre os olhos míopes, pois os seus com grau embutido não estavam à mão. Apesar do contorno desfocado das coisas, ela o podia ouvir e sentir perto dela, feliz por se notar realmente disponível para ele como ele sempre fora para ela.
Ela o via ali, aos borrões, sentado em posição de Buda num velho e duro banco de praça, à sombra de uma grande árvore. E se via olhando diretamente para ele, para o castanho dos olhos que sabia que estava lá. Como para ter certeza de que aquilo realmente estava acontecendo, trocou o nublado do óculo escuro pela nitidez suja dos de grau por um breve instante.
E lá estavam eles, iluminados por uma bela faísca de fogo. Ela já o estava enxergando mesmo sem ver. Por fora e por dentro, pelas janelas daquela alma leve e amiga na qual na verdade já havia adentrado. E ele a via também, pelas janelinhas surradas que ela nem se lembrava de ter aberto de vez, apesar das frestas.
Talvez o medo dela não fosse de ver o que os olhos dos outros mostravam, mesmo os dele, mas sim de deixar que os seus próprios deixassem algo escapar, mesmo para ele, que há tempos havia chegado tão fundo. O medo da completa intimidade e aceitação que aquela pequena parte dela sentia mesmo sem querer.
Apesar de terem entrado logo pelas portas da alma um do outro, ambos se viram conseguindo espiar pelas janelas. Ela permitindo que as suas fossem perscrutadas de mansinho e também apreciando o que via pelas dele como jamais o fez antes. Para ter um apanhado do lado de dentro e uma vez dentro, apreciar o jardim do lado de fora. O dela, por sinal, andava seco e judiado, mas tinha esperança de outra vez ver flores e árvores de fruto. Ele sabia bem disso.
- Eu estou olhando pros teus olhos… - ela disse, ainda surpresa.
- Sim, está. Eu estou aqui. E tu também olhaste para mim aquela hora, quando me falaste aquelas coisas…
- É mesmo? Eu nem tinha percebido…
Ele apenas sorriu, sem desviar o olhar. Ela ficou feliz. Algum golpe de vento deve ter aberto os trincos.
Depois de um tempo, foi a vez dele a convidar para seu território, o que a deixou feliz e diminuiu sua sensação de egoísmo ao se ver disposta a entrar de todo, quando na verdade de alguma forma sempre acabava só no portal sem nem entender por quê. Era algo próximo e ao mesmo tempo distante… Ela se sentia mal porque era como se uma minúscula parte de si não achasse que deveria. Tanto convidá-lo como aceitar seu convite, seu amor sem restrição nenhuma.
Aquilo precisava mudar… E antes que ela percebesse, mudou, e agora precisava continuar assim.
Aquele lugar também tinha sua tormenta, que também levaria tempo para ser arrumada, mas era aconchegante à sua maneira. O sol escaldante que aos poucos se punha como uma coberta dourada fazia com que ela usasse os óculos de sol comuns dele sobre os olhos míopes, pois os seus com grau embutido não estavam à mão. Apesar do contorno desfocado das coisas, ela o podia ouvir e sentir perto dela, feliz por se notar realmente disponível para ele como ele sempre fora para ela.
Ela o via ali, aos borrões, sentado em posição de Buda num velho e duro banco de praça, à sombra de uma grande árvore. E se via olhando diretamente para ele, para o castanho dos olhos que sabia que estava lá. Como para ter certeza de que aquilo realmente estava acontecendo, trocou o nublado do óculo escuro pela nitidez suja dos de grau por um breve instante.
E lá estavam eles, iluminados por uma bela faísca de fogo. Ela já o estava enxergando mesmo sem ver. Por fora e por dentro, pelas janelas daquela alma leve e amiga na qual na verdade já havia adentrado. E ele a via também, pelas janelinhas surradas que ela nem se lembrava de ter aberto de vez, apesar das frestas.
Talvez o medo dela não fosse de ver o que os olhos dos outros mostravam, mesmo os dele, mas sim de deixar que os seus próprios deixassem algo escapar, mesmo para ele, que há tempos havia chegado tão fundo. O medo da completa intimidade e aceitação que aquela pequena parte dela sentia mesmo sem querer.
Apesar de terem entrado logo pelas portas da alma um do outro, ambos se viram conseguindo espiar pelas janelas. Ela permitindo que as suas fossem perscrutadas de mansinho e também apreciando o que via pelas dele como jamais o fez antes. Para ter um apanhado do lado de dentro e uma vez dentro, apreciar o jardim do lado de fora. O dela, por sinal, andava seco e judiado, mas tinha esperança de outra vez ver flores e árvores de fruto. Ele sabia bem disso.
- Eu estou olhando pros teus olhos… - ela disse, ainda surpresa.
- Sim, está. Eu estou aqui. E tu também olhaste para mim aquela hora, quando me falaste aquelas coisas…
- É mesmo? Eu nem tinha percebido…
Ele apenas sorriu, sem desviar o olhar. Ela ficou feliz. Algum golpe de vento deve ter aberto os trincos.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Cansaço
De viver num ciclo vicioso que parece que nunca vai terminar. De, mesmo sem perceber, deixar que outros determinem o modo que quero viver. De acabar vendo pena nos olhos de quase todo mundo porque sinto que incomodo. De me pegar duvidando até das coisas mais sólidas. De chorar, de sentir raiva, de permitir que o que alguns dizem nas entrelinhas determine como vejo a mim mesma e meu comportamento.
Da autopiedade, da tortura que parte de fora e de mim mesma, de me desculpar por tudo o que não precisa de desculpas. De não ter espaço para pensar nas coisas com cuidado e ter que ficar me provando pros outros fazendo coisas das quais tenho pouca certeza se quero. Da minúscula parte de mim que acha que o o amor que recebo só devia existir nos meus sonhos. Do medo dos olhos das pessoas.
Da autopiedade, da tortura que parte de fora e de mim mesma, de me desculpar por tudo o que não precisa de desculpas. De não ter espaço para pensar nas coisas com cuidado e ter que ficar me provando pros outros fazendo coisas das quais tenho pouca certeza se quero. Da minúscula parte de mim que acha que o o amor que recebo só devia existir nos meus sonhos. Do medo dos olhos das pessoas.
domingo, 24 de janeiro de 2016
XII
Olá, meu irmão.
Não sei como aconteceu, mas de alguma forma maravilhosamente difícil de entender, eu passei a confiar em ti praticamente de olhos fechados.
O que foi isso que de repente me fez me abrir tanto em tão pouco tempo e hoje me tornou alguém que passou a olhar de verdade para si mesma, por mais doloroso que seja?
Será que foi aquele pôr-de-sol na varanda, a rua vazia, o calor do verão, o vento manso sussurrando segredos que nenhum de nós conhecia ainda? Será que foi a solidão, que naquele dia não era tão doída, por ser compartilhada e cheia dos nossos sonhos?
Talvez um pouco de tudo isso. Os meus versos tolos, porém sinceros, teu ouvido tranquilo e paciente na cadeira ao lado... Teu abraço apertadinho e carinhoso, tua mão que até hoje me puxa gentilmente de volta à clareza. Foi quando isso aconteceu que entendi que era por isso que eu procurava e nem sabia. E agora é algo nosso, nossa forma de expressar esse carinho, esse amor que nasceu tão rápido e tão aos poucos.
Não é só meu corpo que abraças quando nos vemos. O aperto (às vezes mais forte) dos teus braços não me sufoca. Pelo contrário, deixa que minha alma respire. Não é só minha mão que guardas entre as tuas, mas também meu coração. Agora eu sei que um toque pode dizer muito, e do quanto eu precisava disso...
Agora chegamos bem perto do âmago um do outro, não é?
Seja lá o que tenha me trazido tanta paz de espírito, me alegra que seja recíproco. Minha lealdade é tua para além desta vida; obrigada por algo tão bonito e natural.
Da tua irmãzinha.
Não sei como aconteceu, mas de alguma forma maravilhosamente difícil de entender, eu passei a confiar em ti praticamente de olhos fechados.
O que foi isso que de repente me fez me abrir tanto em tão pouco tempo e hoje me tornou alguém que passou a olhar de verdade para si mesma, por mais doloroso que seja?
Será que foi aquele pôr-de-sol na varanda, a rua vazia, o calor do verão, o vento manso sussurrando segredos que nenhum de nós conhecia ainda? Será que foi a solidão, que naquele dia não era tão doída, por ser compartilhada e cheia dos nossos sonhos?
Talvez um pouco de tudo isso. Os meus versos tolos, porém sinceros, teu ouvido tranquilo e paciente na cadeira ao lado... Teu abraço apertadinho e carinhoso, tua mão que até hoje me puxa gentilmente de volta à clareza. Foi quando isso aconteceu que entendi que era por isso que eu procurava e nem sabia. E agora é algo nosso, nossa forma de expressar esse carinho, esse amor que nasceu tão rápido e tão aos poucos.
Não é só meu corpo que abraças quando nos vemos. O aperto (às vezes mais forte) dos teus braços não me sufoca. Pelo contrário, deixa que minha alma respire. Não é só minha mão que guardas entre as tuas, mas também meu coração. Agora eu sei que um toque pode dizer muito, e do quanto eu precisava disso...
Agora chegamos bem perto do âmago um do outro, não é?
Seja lá o que tenha me trazido tanta paz de espírito, me alegra que seja recíproco. Minha lealdade é tua para além desta vida; obrigada por algo tão bonito e natural.
Da tua irmãzinha.
sábado, 23 de janeiro de 2016
Aos 9 anos
Quando olho para trás hoje, percebo que a morte do meu avô foi um divisor de águas na minha vida. Não apenas por eu ter apenas nove anos à época ou porque o amava. Mas também porque tal fato abriu meus olhos para muitas circunstâncias.
A morte do meu avô, repentina como foi, me deu consciência da minha própria mortalidade. Da loucura que é ter alguém de que se gosta perto de si, e no segundo seguinte, encontrar o luto e ter de se bastar apenas com as memórias. Manter esse alguém vivo nessas lembranças e dentro de nós.
Claro que outros parentes haviam falecido ao longo da minha vida e até antes de eu nascer. Como ainda era muito jovem, a morte não me parecia nada especial, muito menos o passar do tempo. As ausências não me afetavam. Mas desta vez foi diferente; o fim de alguém tão próximo de mim me mostrou que um dia, querendo ou não, o mesmo acontecerá comigo.
Eu fui crescendo e, por mais que eu tenha deixado de realmente pensar na morte da maneira assustadora com que o fiz antes, ela passou na verdade a me intrigar.
A partir do momento em que nascemos, começamos a morrer; uma reação química de cada vez. Todos os dias nos olhamos no espelho e algo muda, algo vem e também se perde.
A perda do meu avô me fez perceber que o tempo realmente passa. De que na verdade eu nunca soube o que realmente fazer com a minha vida; que ela não é fácil e que talvez eu nem mesmo sei quem sou. Eu notei que tinha paixões, sonhos e esperanças, mas que elas não parecem ser o suficiente para me fazer sentir viva e útil.
Entendi que não tenho uma vida totalmente minha e que não sei quando vou poder ir atrás dela. Me fez querer ser alguém melhor, por mim e pelos outros. Prestei atenção em padrões e depois de anos consegui admitir a mim mesma que há anos me sinto sufocada e preciso de liberdade.
Liberdade e espaço para fazer escolhas com mais sabedoria e não desistir daquilo que desejo. Que para crescer de verdade, como o mundo cobra, preciso ter a chance de cometer erros e encarar as consequências sem me torturar, muito menos com gente que me torture por eles. Que eu consiga conviver com outras pessoas e elas me façam querer ser menos egoísta, menos cruel...
A morte do meu avô, repentina como foi, me deu consciência da minha própria mortalidade. Da loucura que é ter alguém de que se gosta perto de si, e no segundo seguinte, encontrar o luto e ter de se bastar apenas com as memórias. Manter esse alguém vivo nessas lembranças e dentro de nós.
Claro que outros parentes haviam falecido ao longo da minha vida e até antes de eu nascer. Como ainda era muito jovem, a morte não me parecia nada especial, muito menos o passar do tempo. As ausências não me afetavam. Mas desta vez foi diferente; o fim de alguém tão próximo de mim me mostrou que um dia, querendo ou não, o mesmo acontecerá comigo.
Eu fui crescendo e, por mais que eu tenha deixado de realmente pensar na morte da maneira assustadora com que o fiz antes, ela passou na verdade a me intrigar.
A partir do momento em que nascemos, começamos a morrer; uma reação química de cada vez. Todos os dias nos olhamos no espelho e algo muda, algo vem e também se perde.
A perda do meu avô me fez perceber que o tempo realmente passa. De que na verdade eu nunca soube o que realmente fazer com a minha vida; que ela não é fácil e que talvez eu nem mesmo sei quem sou. Eu notei que tinha paixões, sonhos e esperanças, mas que elas não parecem ser o suficiente para me fazer sentir viva e útil.
Entendi que não tenho uma vida totalmente minha e que não sei quando vou poder ir atrás dela. Me fez querer ser alguém melhor, por mim e pelos outros. Prestei atenção em padrões e depois de anos consegui admitir a mim mesma que há anos me sinto sufocada e preciso de liberdade.
Liberdade e espaço para fazer escolhas com mais sabedoria e não desistir daquilo que desejo. Que para crescer de verdade, como o mundo cobra, preciso ter a chance de cometer erros e encarar as consequências sem me torturar, muito menos com gente que me torture por eles. Que eu consiga conviver com outras pessoas e elas me façam querer ser menos egoísta, menos cruel...
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
15/01/2015
Ainda vai chegar o dia em que vou me livrar de tudo o que não serve para mim. Que não sentirei mais toda esta raiva oprimida que me faz ser cruel com as pessoas. Que todas essas crenças maléficas enfiadas em minha cabeça ao longo do tempo sumirão e me sentirei mais livre. Sem tantas inseguranças. Com condições de pensar de verdade no que quero para mim.
Em que conseguirei ser aquilo que sou e não o que esperam de mim. Em que poderei dizer o que penso e fazer o que minha cabeça e coração mandarem sempre que necessário. Que entenderei que não é ruim mostrar fragilidade.
Em que conseguirei ser aquilo que sou e não o que esperam de mim. Em que poderei dizer o que penso e fazer o que minha cabeça e coração mandarem sempre que necessário. Que entenderei que não é ruim mostrar fragilidade.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
30/01/15
Apesar de escrever poemas e ter tido a coragem de começar a divulgá-los na internet aos treze anos de idade, bem como os pensamentos aleatórios que passei a registrar a partir dos quinze e ter publicado um livro aos dezoito, não me considero uma escritora, como minha mãe e outras pessoas muitas vezes enchem a boca para falar.
Talvez as coisas tenham acontecido desta forma porque eu sinta certa necessidade não de me mostrar e vangloriar, mas de que os outros saibam quem sou e que de alguma maneira eu não me sinta sozinha no barco dos sentimentos misturados e loucos, porém sinceros. De que, como já tinha escrito antes, eu não seja esquecida, mesmo querendo ser só mais uma, invisível na multidão.
Mas não, não gosto do rótulo. Até porque sou muito mais do que isto e esta não é a carreira profissional que quero seguir depois de formada. Claro que fico feliz com o feedback positivo e até mesmo negativo que meus textos recebem de vez em quando, mas nem se nada disso fosse assim eu pararia de escrever.
Talvez eu tenha escrito meu romance e esteja pensando em suas continuações como uma maneira peculiar de expressar meu ponto de vista sobre certas coisas, principalmente relativas ao modo como penso que vivo, minhas insatisfações, o que sou e o que gostaria de ser. Como um catalisador de raiva e mágoa que os destinatários nem se deram o trabalho de perceber quando a coisa foi publicada.
Já nem sei mais a quê isto me levou e leva.
Por mais que às vezes me dê vontade de virar tudo de ponta cabeça e sumir com tudo o que já publiquei que já não esteja na mão de alguém e guardar minhas palavras só para mim, possivelmente este já seja um caminho sem volta. É impossível desfazer tudo agora, tem material demais por aí. Só me resta parar agora ou seguir com o baile.
Quanto mais o tempo passa, mais percebo que divulgando ou não, escrever seja meu destino. Como uma maneira de ser honesta comigo mesma e tentar dar nome para o indescritível. Cada vez mais sinto que, quem quer que eu seja hoje ou seja amanhã, esteja nas palavras que deixo pelos cantos, sejam elas lidas ou não. Eu dependo delas mais do que nunca.
O que eu escrevo não são só palavras. Sou eu. Mesmo quando até para mim pareça bobo e inútil. Concordo com Ed Sheeran quando diz que pior do que ser criticado é ser menosprezado. Em minha opinião, não sou escritora, mas alguém que depende bastante das palavras.
Talvez as coisas tenham acontecido desta forma porque eu sinta certa necessidade não de me mostrar e vangloriar, mas de que os outros saibam quem sou e que de alguma maneira eu não me sinta sozinha no barco dos sentimentos misturados e loucos, porém sinceros. De que, como já tinha escrito antes, eu não seja esquecida, mesmo querendo ser só mais uma, invisível na multidão.
Mas não, não gosto do rótulo. Até porque sou muito mais do que isto e esta não é a carreira profissional que quero seguir depois de formada. Claro que fico feliz com o feedback positivo e até mesmo negativo que meus textos recebem de vez em quando, mas nem se nada disso fosse assim eu pararia de escrever.
Talvez eu tenha escrito meu romance e esteja pensando em suas continuações como uma maneira peculiar de expressar meu ponto de vista sobre certas coisas, principalmente relativas ao modo como penso que vivo, minhas insatisfações, o que sou e o que gostaria de ser. Como um catalisador de raiva e mágoa que os destinatários nem se deram o trabalho de perceber quando a coisa foi publicada.
Já nem sei mais a quê isto me levou e leva.
Por mais que às vezes me dê vontade de virar tudo de ponta cabeça e sumir com tudo o que já publiquei que já não esteja na mão de alguém e guardar minhas palavras só para mim, possivelmente este já seja um caminho sem volta. É impossível desfazer tudo agora, tem material demais por aí. Só me resta parar agora ou seguir com o baile.
Quanto mais o tempo passa, mais percebo que divulgando ou não, escrever seja meu destino. Como uma maneira de ser honesta comigo mesma e tentar dar nome para o indescritível. Cada vez mais sinto que, quem quer que eu seja hoje ou seja amanhã, esteja nas palavras que deixo pelos cantos, sejam elas lidas ou não. Eu dependo delas mais do que nunca.
O que eu escrevo não são só palavras. Sou eu. Mesmo quando até para mim pareça bobo e inútil. Concordo com Ed Sheeran quando diz que pior do que ser criticado é ser menosprezado. Em minha opinião, não sou escritora, mas alguém que depende bastante das palavras.
domingo, 17 de janeiro de 2016
Um coração
Como vai
esse coração
de passarinho?
Coração apaixonado
ou indeciso.
Que bate
rápido e
bem forte,
na velocidade
do voo
da emoção,
do instinto...
Que teme,
se esconde,
age devagar,
mas ainda
assim, deseja.
Esse coração
é de
um passarinho
não por
faltar grandeza,
mas por
transbordar leveza
e luz...
Então deixe
que gravite,
que aflore,
se entregue
ao desconhecido.
Pense bem,
mas não
se acanhe,
de qualquer
forma tu
não perdes
em nada...
Dói muito
se esconder
dos outros
e de
si mesmo!
Só saberás
as respostas
se olhares
aí dentro
e jogares
os dados...
esse coração
de passarinho?
Coração apaixonado
ou indeciso.
Que bate
rápido e
bem forte,
na velocidade
do voo
da emoção,
do instinto...
Que teme,
se esconde,
age devagar,
mas ainda
assim, deseja.
Esse coração
é de
um passarinho
não por
faltar grandeza,
mas por
transbordar leveza
e luz...
Então deixe
que gravite,
que aflore,
se entregue
ao desconhecido.
Pense bem,
mas não
se acanhe,
de qualquer
forma tu
não perdes
em nada...
Dói muito
se esconder
dos outros
e de
si mesmo!
Só saberás
as respostas
se olhares
aí dentro
e jogares
os dados...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
15/11/2011
Tenho que parar de viver num mundo de frases feitas e tentar escrever minha própria história. Sei que não ganho nada por chorar, mas o que posso fazer se é mais forte do que eu? Se choro é porque sou humana e tenho um coração.
Quero alguém que me mostre o caminho para que eu possa aprender a navegar na minha mente e entender as minhas emoções. Para que eu possa ir embora daqui com a certeza de que não vou mais chorar.
Quero alguém que me mostre o caminho para que eu possa aprender a navegar na minha mente e entender as minhas emoções. Para que eu possa ir embora daqui com a certeza de que não vou mais chorar.
domingo, 10 de janeiro de 2016
27/11/2011
Acredite, eu não queria me apaixonar, mas aconteceu.
Sei muito bem que você não é perfeito e que nunca seria meu; por isso tomei coragem pra escrever o que eu escrevi; porque o que eu sinto não importa. E mais uma vez você não entendeu que não te quero mal e que você nunca vai conseguir me magoar.
Mesmo que eu queira, mesmo que você tente. Não preciso que você me empurre, porque já estou afundando. Não se preocupe, eu vou conseguir sozinha, apesar de não ser fácil. Pelo menos você me deixou algo de bom: mostrou-me que eu ainda posso amar, mesmo que no final eu sofra de novo.
Desculpe por qualquer coisa, eu não queria que tudo tivesse terminado assim. Você não vai conseguir me fazer sofrer. O tempo vai me ajudar a te esquecer.
Sei muito bem que você não é perfeito e que nunca seria meu; por isso tomei coragem pra escrever o que eu escrevi; porque o que eu sinto não importa. E mais uma vez você não entendeu que não te quero mal e que você nunca vai conseguir me magoar.
Mesmo que eu queira, mesmo que você tente. Não preciso que você me empurre, porque já estou afundando. Não se preocupe, eu vou conseguir sozinha, apesar de não ser fácil. Pelo menos você me deixou algo de bom: mostrou-me que eu ainda posso amar, mesmo que no final eu sofra de novo.
Desculpe por qualquer coisa, eu não queria que tudo tivesse terminado assim. Você não vai conseguir me fazer sofrer. O tempo vai me ajudar a te esquecer.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
10/04/2015
O que tenho de mais valioso são minhas memórias e minhas palavras. São elas que talvez me façam existir para além das minhas tristezas e frustrações.
Outra coisa que me faz questionar o sentido de se viver é que, querendo ou não, depois que a gente se vai, também se vão justamente nossas recordações e sonhos.
Eu tenho medo de ser esquecida e que tenha sido só outra pessoa que ocupou esses lugares só por ocupar. Por mais dolorosas que sejam muitas das lembranças que carrego, são elas que fazem de mim quem quer que eu seja.
Por isso tenho vontade de transformar o que ainda é etéreo em coisas concretas. Encontrar razões para seguir em busca de um destino.
Criar novas memórias e torná-las eternas com as palavras. Que nesses momentos eu veja mais sentido em tudo. Que os maiores livros que eu escreva sejam estes diários bagunçados. Que eu tenha espaço e tempo para viver o que não vivi, e se isso não for possível, que pelo menos possa entender o que muda.
O tempo está passando e eu cresço rápido demais…
Outra coisa que me faz questionar o sentido de se viver é que, querendo ou não, depois que a gente se vai, também se vão justamente nossas recordações e sonhos.
Eu tenho medo de ser esquecida e que tenha sido só outra pessoa que ocupou esses lugares só por ocupar. Por mais dolorosas que sejam muitas das lembranças que carrego, são elas que fazem de mim quem quer que eu seja.
Por isso tenho vontade de transformar o que ainda é etéreo em coisas concretas. Encontrar razões para seguir em busca de um destino.
Criar novas memórias e torná-las eternas com as palavras. Que nesses momentos eu veja mais sentido em tudo. Que os maiores livros que eu escreva sejam estes diários bagunçados. Que eu tenha espaço e tempo para viver o que não vivi, e se isso não for possível, que pelo menos possa entender o que muda.
O tempo está passando e eu cresço rápido demais…
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
07/04/2015
Eu me pergunto se as coisas fazem sentido. Ou se um dia conseguirei dar sentido para minha vida. Se o que sinto e o que acontece à minha volta não é apenas um monte de ilusões.
Me pergunto se os sentimentos também não são apenas algo inventado e se a consciência que o ser humano tem de si e do resto é um presente ou uma maldição. Se estamos aqui apenas para agir como máquinas reprodutoras de ações e sensações.
De qualquer forma, com o tempo acho que conseguirei encontrar algo que não me faça sentir tão perdida e estranha.
Me pergunto se os sentimentos também não são apenas algo inventado e se a consciência que o ser humano tem de si e do resto é um presente ou uma maldição. Se estamos aqui apenas para agir como máquinas reprodutoras de ações e sensações.
De qualquer forma, com o tempo acho que conseguirei encontrar algo que não me faça sentir tão perdida e estranha.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
5 de abril de 2015
Não posso ficar me torturando ou não conseguirei fazer mais nada. Tenho que dar o meu melhor e pronto, em quantas tentativas forem necessárias. Não preciso provar nada para ninguém. Não sou perfeita.
Talvez eu me exija tanto porque, embora eu não tenha certeza de nada, tenho que arriscar em alguma coisa para ir atrás da independência e liberdade que quero e preciso. Mesmo que depois mude de ideia de novo.
Cada vez mais sinto que tenho que prestar atenção e pensar em mim. Eu só queria ter tempo de saber o que realmente quero. Quero morrer com a certeza de que vivi de verdade, fiz algo de útil e não fui esquecida. Nem que seja com papel e tinta espalhados pelos cantos.
Talvez eu me exija tanto porque, embora eu não tenha certeza de nada, tenho que arriscar em alguma coisa para ir atrás da independência e liberdade que quero e preciso. Mesmo que depois mude de ideia de novo.
Cada vez mais sinto que tenho que prestar atenção e pensar em mim. Eu só queria ter tempo de saber o que realmente quero. Quero morrer com a certeza de que vivi de verdade, fiz algo de útil e não fui esquecida. Nem que seja com papel e tinta espalhados pelos cantos.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
28/01/2015
Tenho uma relação muito peculiar com Deus. Fui criada numa família católica que se diz praticante, mas hoje isto pouco significa para mim. Talvez por não gostar de dogmas e das pessoas que usam sua pseudo-fé para se fazerem donos da verdade e não respeitarem os outros. Talvez porque eu esteja tentando abrir minha cabeça para outras maneiras de ver o mundo. Talvez porque eu não tenha certeza de mais nada. Talvez porque acredite mais em bondade e respeito sem esperar recompensa nenhuma de ninguém.
Acho até que as circunstâncias me fizeram perder a fé que eu tinha. Se por um lado me fizeram ter uma visão mais realista e concreta das coisas, por outro me deram um aspecto espiritual que independe de religiões. Mas sinto que posso ter perdido a maior de todas as fés, que acho ser a que realmente existe e importa, acima de qualquer rótulo.
Se é que existe Deus e no fundo está dentro de cada um, principalmente porque temos de ter fé em nós mesmos, acho que foi isso o que eu perdi. Perdi minhas forças interiores e capacidade de controlar meus pensamentos, de me reerguer sozinha. Perdi a confiança e fé em mim mesma… Só agora eu entendo que talvez sempre tenha precisado de ajuda.
Preciso fazer alguma coisa por mim antes que fique completamente louca. Preciso de alguma coisa que me dê as respostas que existirem para minhas questões, algo que me dê esperança de que a dor vai passar e as coisas poderão melhorar de verdade. Para que eu não me sinta mais tão insatisfeita pelo que creio que me falta e mais grata pelo que já conquistei. Qualquer coisa.
Acho até que as circunstâncias me fizeram perder a fé que eu tinha. Se por um lado me fizeram ter uma visão mais realista e concreta das coisas, por outro me deram um aspecto espiritual que independe de religiões. Mas sinto que posso ter perdido a maior de todas as fés, que acho ser a que realmente existe e importa, acima de qualquer rótulo.
Se é que existe Deus e no fundo está dentro de cada um, principalmente porque temos de ter fé em nós mesmos, acho que foi isso o que eu perdi. Perdi minhas forças interiores e capacidade de controlar meus pensamentos, de me reerguer sozinha. Perdi a confiança e fé em mim mesma… Só agora eu entendo que talvez sempre tenha precisado de ajuda.
Preciso fazer alguma coisa por mim antes que fique completamente louca. Preciso de alguma coisa que me dê as respostas que existirem para minhas questões, algo que me dê esperança de que a dor vai passar e as coisas poderão melhorar de verdade. Para que eu não me sinta mais tão insatisfeita pelo que creio que me falta e mais grata pelo que já conquistei. Qualquer coisa.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
domingo, 13 de dezembro de 2015
Sei que sou cruel
Às vezes olho para minhas falhas e o quanto tem sido difícil conviver com elas e chego ao extremo de pensar se não seria melhor se o mundo fosse utópico e eu não precisasse conviver com ninguém. Assim eu não machucaria ninguém. Não me sentiria só no meio da multidão e ao mesmo tempo não me acharia tão carente e até mesmo chata. Justamente algumas das coisas que um dia achei que uma pessoa deveria mudar para as minhas conveniências.
Se eu não pretendo mudar por ninguém, por que um dia quis cobrar isso de alguém? Como sou dúbia e ridícula.
Certa vez alguém me disse que gostaria que as pessoas não tivessem família. Que nascêssemos por simples brotamento, como algumas espécies de plantas, e saíssemos a descobrir o mundo por nós mesmos. Seríamos simplesmente nós e nossas opiniões andando por este mundo gigante; que sem dúvida faria de nós o que somos. Num mundo assim, não herdaríamos modos de pensar, viver e agir de ninguém, sejam eles virtudes ou preconceitos. Eles seriam simplesmente algo que desenvolveríamos e praticaríamos com os outros membros da sociedade.
Concordo com ela. É por isso que fico imaginando quão louco deve ser ter filhos. Duas pessoas completamente diferentes tentando impor visões de vida a outro ser igualmente distinto que com o tempo decidirá o que fazer com tudo isso. O que me faz questionar se eu seria uma boa mãe…
Ninguém é uma ilha e muito menos igual aos outros. Por isso, não queria que meus aspectos ruins me incomodassem até mais que os deles, que na verdade só servem de espelho.
Se eu não pretendo mudar por ninguém, por que um dia quis cobrar isso de alguém? Como sou dúbia e ridícula.
Certa vez alguém me disse que gostaria que as pessoas não tivessem família. Que nascêssemos por simples brotamento, como algumas espécies de plantas, e saíssemos a descobrir o mundo por nós mesmos. Seríamos simplesmente nós e nossas opiniões andando por este mundo gigante; que sem dúvida faria de nós o que somos. Num mundo assim, não herdaríamos modos de pensar, viver e agir de ninguém, sejam eles virtudes ou preconceitos. Eles seriam simplesmente algo que desenvolveríamos e praticaríamos com os outros membros da sociedade.
Concordo com ela. É por isso que fico imaginando quão louco deve ser ter filhos. Duas pessoas completamente diferentes tentando impor visões de vida a outro ser igualmente distinto que com o tempo decidirá o que fazer com tudo isso. O que me faz questionar se eu seria uma boa mãe…
Ninguém é uma ilha e muito menos igual aos outros. Por isso, não queria que meus aspectos ruins me incomodassem até mais que os deles, que na verdade só servem de espelho.
sábado, 12 de dezembro de 2015
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Embora ache que no fim das contas as coisas acontecerão quando e como tiverem de acontecer e esteja tentando viver mais o hoje, pois ele nunca voltará, ainda faço meus planos, redireciono minhas decisões. Dou um empurrão no destino, por assim dizer. Algumas delas me deixam otimista de que realmente posso modificar minha história; de que ainda não desisti de mim mesma, apesar da ansiedade que vem junto se saberei lidar com tudo.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Perdi-me de mim
Sabe quando tu sentes que perdeu o controle da própria mente? Que tudo de ruim que tu acumulaste na vida resolveu explodir e te enlouquecer, e por isso qualquer coisa te apavora, te deixa com raiva e uma culpa que certamente não existe? É isso.
É incrível como um único pensamento obscuro pode te levar à beira da loucura em segundos.
Quando chega a noite e tudo silencia, meus fantasmas internos vêm me assustar. Enganei a mim mesma ao pensar que poderia lidar com tudo sozinha… Há anos me faço perguntas para as quais tenho medo de nunca achar respostas. O que me consola é que eu consigo dizer o que sinto, mesmo que não entenda.
O que tenho sentido pode ser classificado em adjetivos, muitos deles. Os piores que se possa imaginar. O problema é com os substantivos. É difícil tentar dar nome a algo tão complexo. Mas eu tento, porque quem sabe eu possa chamar isso pelo nome e finalmente mandar embora um dia.
Minha mente é uma armadilha da qual tenho medo de não conseguir sair. Eu só quero vencer esses traumas e demônios e seguir em frente. A verdade é que quanto mais velha fico, menos certezas tenho.
É incrível como um único pensamento obscuro pode te levar à beira da loucura em segundos.
Quando chega a noite e tudo silencia, meus fantasmas internos vêm me assustar. Enganei a mim mesma ao pensar que poderia lidar com tudo sozinha… Há anos me faço perguntas para as quais tenho medo de nunca achar respostas. O que me consola é que eu consigo dizer o que sinto, mesmo que não entenda.
O que tenho sentido pode ser classificado em adjetivos, muitos deles. Os piores que se possa imaginar. O problema é com os substantivos. É difícil tentar dar nome a algo tão complexo. Mas eu tento, porque quem sabe eu possa chamar isso pelo nome e finalmente mandar embora um dia.
Minha mente é uma armadilha da qual tenho medo de não conseguir sair. Eu só quero vencer esses traumas e demônios e seguir em frente. A verdade é que quanto mais velha fico, menos certezas tenho.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Tu podes achar que não, mas faz sentido eu achar que teu amor me é suficiente no fim das contas. Porque mesmo não podendo envolver meu coração de todas as formas, por já estar nele, muito daquilo que temos será e é o que busco nas outras formas de amor. Porque eu nunca senti algo tão grande, tão puro, e nunca pensei que ser amada desta mesma forma aconteceria de forma tão repentina, e no entanto, tão natural.
domingo, 6 de dezembro de 2015
13/02/2015
Se dinheiro não fosse um problema, eu faria muita coisa. Compraria muitos livros, viajaria a vários lugares. Construiria minha própria casa, com uma grande biblioteca e um escritório só para mim. Teria várias obras de arte nas paredes.
Além disso, compraria roupas novas, que tenham mais a ver com a minha personalidade, ou qualquer coisa assim. Acho até que estudaria no exterior. Aprenderia línguas novas e suas culturas. Publicaria todos os meus livros em grandes editoras nacionais e estrangeiras.
Iria a shows de boa música; compraria flores para mim mesma toda semana e teria empregados para me ajudar a cuidar da minha casa. Teria um jardim cheio de rosas e outras flores bonitas. Comeria muita comida japonesa!
Embora o dinheiro não compre a felicidade, eu o usaria para conseguir pelo menos um pouco dela.
Além disso, compraria roupas novas, que tenham mais a ver com a minha personalidade, ou qualquer coisa assim. Acho até que estudaria no exterior. Aprenderia línguas novas e suas culturas. Publicaria todos os meus livros em grandes editoras nacionais e estrangeiras.
Iria a shows de boa música; compraria flores para mim mesma toda semana e teria empregados para me ajudar a cuidar da minha casa. Teria um jardim cheio de rosas e outras flores bonitas. Comeria muita comida japonesa!
Embora o dinheiro não compre a felicidade, eu o usaria para conseguir pelo menos um pouco dela.
sábado, 5 de dezembro de 2015
Não desistirei de arranhar as grades e fazer a rédea soltar. Até porque não me refiro a nada que fuja da minha consciência. Não que eu não goste de conviver com as pessoas mais velhas, mas sinto que me fará bem encontrar mais com gente da minha idade, com quem eu me sinta mais à vontade. Para rejuvenescer esta alma velha e desgastada.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Filha da madrugada
Tantas coisas acontecem na madrugada… Ela é intrigante, encantadora. Na escuridão do céu pode se ver o anúncio de um novo dia, de uma nova vida. Durante esse tempo, são prometidas juras de amor, canções são escritas, muitos pensamentos passam pela mente de muita gente.
É para a madrugada que segredos são revelados, medos são confessados e, às vezes sonhos construídos e inacabados. Palavras são silenciadas. Amo a madrugada por sua beleza e por acolher minhas lágrimas, dores, segredos e poesia.
É para a madrugada que segredos são revelados, medos são confessados e, às vezes sonhos construídos e inacabados. Palavras são silenciadas. Amo a madrugada por sua beleza e por acolher minhas lágrimas, dores, segredos e poesia.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Alma velha
Meu corpo ainda é jovem e forte, mas sinto que minha alma certamente é frágil e delicada. Às vezes acho que não pertenço a este lugar e muito menos a esta época… Que muito de mim vive um tempo que não vivi, em alguma paragem bem longe de onde estou agora. Olho para mim mesma aqui, tentando me colocar em palavras, trancada dentro de minha mente e de uma casa que nunca saberei se é realmente minha.
E me pego imaginando o que há lá fora, neste mundo tão grande, e o que ele tem a me oferecer. Se um dia poderei chegar perto de entender o que a vida quer de mim e o que posso fazer com ela. Esperando não perder uma das minhas maiores características: a minha esperança e capacidade de ver a beleza das pequenas coisas. O que é que fará com que eu me sinta completa mesmo quando estiver sozinha…
Talvez minha alma seja antiga porque eu preste atenção naquilo que ninguém percebe, dê importância a coisas que poucos ou nenhuma pessoa sequer conhece, fique abismada com a grandeza do universo e insignificância da raça humana. Porque queira deixar um rastro onde passo, nem que seja através das palavras. Por apreciar os instantes de silêncio para ouvir o que meu coração deseja.
E me pego imaginando o que há lá fora, neste mundo tão grande, e o que ele tem a me oferecer. Se um dia poderei chegar perto de entender o que a vida quer de mim e o que posso fazer com ela. Esperando não perder uma das minhas maiores características: a minha esperança e capacidade de ver a beleza das pequenas coisas. O que é que fará com que eu me sinta completa mesmo quando estiver sozinha…
Talvez minha alma seja antiga porque eu preste atenção naquilo que ninguém percebe, dê importância a coisas que poucos ou nenhuma pessoa sequer conhece, fique abismada com a grandeza do universo e insignificância da raça humana. Porque queira deixar um rastro onde passo, nem que seja através das palavras. Por apreciar os instantes de silêncio para ouvir o que meu coração deseja.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Livro aberto
Da próxima vez que eu conhecer alguém, vou tentar ser mais misteriosa, não sair contando montes de coisas logo de cara. Mas principalmente, se por acaso houver sinais de que teremos um contato mais prolongado, vou fazer a seguinte pergunta…
Tu estás brincando com fogo ao interagir comigo; tens certeza de que quer mesmo correr esse risco?
Digo isso porque embora no momento eu esteja basicamente em brasa por causa de todas as questões mal resolvidas, me considero uma labareda, me considero fogo. Isso por ter uma personalidade forte e difícil, bem como um arrebatador desejo de viver.
Sou intensa. Sou feita de vontades, de doação, de lealdade. Sou feita de paixão e tudo de mais profundo, seja bom ou ruim. Provavelmente quem conviver comigo reclamará de excessos, mas jamais de falta de algo. Tenho muito a oferecer; só espero encontrar gente que esteja disposta a receber do jeito que viver.
Algumas pessoas serão só memórias, outras permanecerão. Mais do que qualquer coisa, eu preciso me aceitar, me amar e não me entregar à dor.
Tu estás brincando com fogo ao interagir comigo; tens certeza de que quer mesmo correr esse risco?
Digo isso porque embora no momento eu esteja basicamente em brasa por causa de todas as questões mal resolvidas, me considero uma labareda, me considero fogo. Isso por ter uma personalidade forte e difícil, bem como um arrebatador desejo de viver.
Sou intensa. Sou feita de vontades, de doação, de lealdade. Sou feita de paixão e tudo de mais profundo, seja bom ou ruim. Provavelmente quem conviver comigo reclamará de excessos, mas jamais de falta de algo. Tenho muito a oferecer; só espero encontrar gente que esteja disposta a receber do jeito que viver.
Algumas pessoas serão só memórias, outras permanecerão. Mais do que qualquer coisa, eu preciso me aceitar, me amar e não me entregar à dor.
domingo, 29 de novembro de 2015
Pedido
Olhe-me
como quem
aceita o
meu coração;
meu amor.
Abraça-me
como se
no mundo
ou agora
não houvesse
mais ninguém.
Se quiser
fazer elogio,
seja sucinto
e sincero
e diga
como se
só eu
pudesse ouvi-lo.
Leia-me,
decifra-me
devora-me
a alma,
os sentidos.
Ensina-me
a andar
teu caminho
de pedras
contigo.
como quem
aceita o
meu coração;
meu amor.
Abraça-me
como se
no mundo
ou agora
não houvesse
mais ninguém.
Se quiser
fazer elogio,
seja sucinto
e sincero
e diga
como se
só eu
pudesse ouvi-lo.
Leia-me,
decifra-me
devora-me
a alma,
os sentidos.
Ensina-me
a andar
teu caminho
de pedras
contigo.
sábado, 28 de novembro de 2015
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Emoção
Emoção menina
tão minha
que flutua
em bem
poucas certezas.
Sem querer
soando condescendente
tentando entender
os outros
e eu.
Corpo jovem,
alma velha.
coração judiado,
com medo
de crescer.
Emoção frágil,
mar revolto
que conduz-me
aonde minhas
pernas falham.
Emoção intensa,
estranha, incontida
que transborda
de mim
até aqui.
Que acaba
encontrando morada
na palavra,
na poesia,
bela quietude.
Que tenta
viver, aprender,
mudar, aceitar
e permanecer.
Emoção que
tenta se
preencher, assim,
no tempo
que passa.
tão minha
que flutua
em bem
poucas certezas.
Sem querer
soando condescendente
tentando entender
os outros
e eu.
Corpo jovem,
alma velha.
coração judiado,
com medo
de crescer.
Emoção frágil,
mar revolto
que conduz-me
aonde minhas
pernas falham.
Emoção intensa,
estranha, incontida
que transborda
de mim
até aqui.
Que acaba
encontrando morada
na palavra,
na poesia,
bela quietude.
Que tenta
viver, aprender,
mudar, aceitar
e permanecer.
Emoção que
tenta se
preencher, assim,
no tempo
que passa.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
O medo que mais dói
Por que
sinto que
posso ter
medo do
teu amor?
Por que?
Se olhar
nos olhos
é forma
de intimidade
e aceitação
entre pessoas...
Por que
tua alma
segue distante
pois não
ouso tocá-la
embora queira
talvez alcançá-la?
Medo de
aceitar o
amor que
está em
teus olhos,
teus gestos...
Mesmo sendo
meu, sendo
nosso, sendo
real, próximo
e sólido...
Será medo?
Será timidez?
Só quero
me abrir
e aproveitar
a beleza.
A beleza
dos teus
olhos castanhos,
do afeto
que traduzem.
Usufruir plenamente
do amor
que me
é dado
e que
também sinto.
Tão inesperado,
tão bonito,
tão bom.
Como posso
ter medo
de algo
que me
alegra e
me preenche?
Isso me entristece.
sinto que
posso ter
medo do
teu amor?
Por que?
Se olhar
nos olhos
é forma
de intimidade
e aceitação
entre pessoas...
Por que
tua alma
segue distante
pois não
ouso tocá-la
embora queira
talvez alcançá-la?
Medo de
aceitar o
amor que
está em
teus olhos,
teus gestos...
Mesmo sendo
meu, sendo
nosso, sendo
real, próximo
e sólido...
Será medo?
Será timidez?
Só quero
me abrir
e aproveitar
a beleza.
A beleza
dos teus
olhos castanhos,
do afeto
que traduzem.
Usufruir plenamente
do amor
que me
é dado
e que
também sinto.
Tão inesperado,
tão bonito,
tão bom.
Como posso
ter medo
de algo
que me
alegra e
me preenche?
Isso me entristece.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
Minha hora favorita do dia é o pôr do sol. A luz é boa para pintar paisagens com o sol deitando… Eu gostava dessa hora para fazer os deveres do colégio e gosto de escrever assim também, porque a luz é natural e fica na medida. Será que só quem é artista como nós nota isso? Será que temos uma sensibilidade a mais? Talvez a gente tenha um modo peculiar de ver as coisas e de expressar essa visão… A graça da vida pode estar nos detalhes que só nós enxergamos e os outros não. E nossa função pode ser ensinar os outros a ver essas pequenas coisas.
Letícia B. Silva e Darso A. Blanco
sábado, 21 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Inábil
Tudo bem não
conseguir escrever versos,
não pintar quadros
ou tocar violão...
Os traços e notas
tampouco me pertencem,
embora as palavras
surjam à vontade...
Se quiser escrever,
que cada rabisco
seja pedaço teu
e meu também.
Se não puder...
Dê-me as palavras
de maior carinho
e eu trarei
as nossas estrofes.
Se quiser pintar,
usa a cor
que teu coração
achar que deve.
Se não puder...
Misturemos nossos tons
nos traços tortos
de vida imperfeita,
mas vivida juntos.
Se quiser tocar,
deixa tua alma
escapar no dedilhar
das cordas gentis.
Se não puder...
Ponha os acordes
dos teus segredos
junto dos meus
e fazemos música.
De qualquer jeito...
Que tudo venha
só de ti,
que seja sincero,
chuva de verão.
E no fim,
apenas me ame
com tudo o
que tens e
o resto vem.
conseguir escrever versos,
não pintar quadros
ou tocar violão...
Os traços e notas
tampouco me pertencem,
embora as palavras
surjam à vontade...
Se quiser escrever,
que cada rabisco
seja pedaço teu
e meu também.
Se não puder...
Dê-me as palavras
de maior carinho
e eu trarei
as nossas estrofes.
Se quiser pintar,
usa a cor
que teu coração
achar que deve.
Se não puder...
Misturemos nossos tons
nos traços tortos
de vida imperfeita,
mas vivida juntos.
Se quiser tocar,
deixa tua alma
escapar no dedilhar
das cordas gentis.
Se não puder...
Ponha os acordes
dos teus segredos
junto dos meus
e fazemos música.
De qualquer jeito...
Que tudo venha
só de ti,
que seja sincero,
chuva de verão.
E no fim,
apenas me ame
com tudo o
que tens e
o resto vem.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Uma coisa que eu aprendi pintando é que a natureza é perfeita. Tudo é cores. Andando no banco da frente do carro, eu via o verde, o cinza, as nuvens e as pedras… E tem ser humano que não dá a mínima. Até um dia nublado é bonito se tu olhas e vês. As cores se casam com o céu e tudo vira paisagem.
— Letícia B. Silva e Darso A. Blanco
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
domingo, 15 de novembro de 2015
Do que sou feito
O tempo
trouxe dúvidas
mas também
me mostrou
quem sou.
Assim, me
fez voltar
para o
mais simples,
a família,
o campo.
Agora sou
mais feliz
por poder
ver cor
e graça
no bucólico...
Sentir o
tempo passar
bem devagar
e descobrir
que tenho
alma antiga.
O silêncio,
o cantar
dos pássaros,
a beira
do fogo...
velho triste.
Sol poente,
vida diária,
um chimarrão,
o pulsar
do coração.
Em cada
folha que
cai, uma
parte de
mim que
aqui permanece.
trouxe dúvidas
mas também
me mostrou
quem sou.
Assim, me
fez voltar
para o
mais simples,
a família,
o campo.
Agora sou
mais feliz
por poder
ver cor
e graça
no bucólico...
Sentir o
tempo passar
bem devagar
e descobrir
que tenho
alma antiga.
O silêncio,
o cantar
dos pássaros,
a beira
do fogo...
velho triste.
Sol poente,
vida diária,
um chimarrão,
o pulsar
do coração.
Em cada
folha que
cai, uma
parte de
mim que
aqui permanece.
sábado, 14 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Dor no pé
Meus pequenos pés
andam tão cansados,
como se tivessem
percorrido longas distâncias...
Pés que nunca
puderam andar sozinhos,
que nem sei
se ainda podem
aqui me sustentar...
Que parecem feridos
pelas pedras cruéis
de caminhos que
ainda sonham percorrer...
Será?
Às vezes doloridos
por algum passo
dado em falso,
dor da alma...
Castigados pelo frio
de cada inverno
que parece penetrar
em meu coração
e meus ossos...
Pés que preferem
abster-se de sapatos
para poderem sentir
que ainda estão vivos...
Será?
Talvez.
andam tão cansados,
como se tivessem
percorrido longas distâncias...
Pés que nunca
puderam andar sozinhos,
que nem sei
se ainda podem
aqui me sustentar...
Que parecem feridos
pelas pedras cruéis
de caminhos que
ainda sonham percorrer...
Será?
Às vezes doloridos
por algum passo
dado em falso,
dor da alma...
Castigados pelo frio
de cada inverno
que parece penetrar
em meu coração
e meus ossos...
Pés que preferem
abster-se de sapatos
para poderem sentir
que ainda estão vivos...
Será?
Talvez.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Não sou escritor
Escrevo
porque é meu destino.
Escrevo
para não morrer.
Escrevo
para me transcender.
Escrevo
por ser uma mentira
que fala a verdade:
a mesma verdade
que minha alma sussurra,
que está em meus
olhos escuros
que meus cabelos escondem.
Escrevo
porque meu coração
é selvagem
e meu sangue,
de tinta.
Escrevo
porque sinto
mais do que
consigo expressar.
porque é meu destino.
Escrevo
para não morrer.
Escrevo
para me transcender.
Escrevo
por ser uma mentira
que fala a verdade:
a mesma verdade
que minha alma sussurra,
que está em meus
olhos escuros
que meus cabelos escondem.
Escrevo
porque meu coração
é selvagem
e meu sangue,
de tinta.
Escrevo
porque sinto
mais do que
consigo expressar.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Eu e a depressão
O que antes parecia apenas apenas uma palavra de impacto e cujas dimensões eu podia apenas imaginar, um dia se tornou realidade para mim. O que de certa forma não me surpreendeu.
Por mais medo que eu tivesse de perceber que ela tinha chegado e de admitir isso a mim mesma, notei que a tal depressão podia ser invisível, mas tão sólida e pesada quanto uma parede de tijolos.
O mais peculiar é que o buraco negro no qual a depressão me meteu - ao mesmo tempo em que me engoliu e desesperou - ajudou-me a compreender partes de mim mesma de forma quase absoluta e aos poucos aprender a abraçá-las.
Foi vivendo a depressão que entendi que ela é uma mão delicada, sorrateira e morna que aos poucos esmaga o coração e o espírito de quem atinge com um aperto frio e forte o suficiente para que a tristeza se torne um simples e grande vazio que te tira do controle de si mesmo e alimenta seus hábitos mais destrutivos.
Um vazio que dói e tira a esperança.
Foi quando a depressão chegou na minha vida que eu compreendi o quanto é difícil e o quanto qualquer conselho de quem não viveu o mesmo parece não ter nenhum significado, por mais bem intencionado, a menos que aja ação concreta na ajuda. E que tal ajuda deve ser aceita.
Percebi que ela possui muitas faces e disfarces, até o momento em que revela quem realmente é. A depressão conta mentiras, usa nomes falsos e se aproveita das nossas fraquezas.
O que nos resta, por mais complicado que seja, é ter coragem de olhá-la nos olhos e vê-la pelo que é de verdade. Seu rosto varia, mas é igualmente feio em todas as visões. Não é bela, graciosa e bucólica como muitos pensam.
A depressão precisa ser enfrentada a todo momento, com todo recurso possível, para que não nos tire a esperança, alegria, amor-próprio e a paixão pelas coisas. Que não nos impeça de nos sentirmos vivos.
Por mais medo que eu tivesse de perceber que ela tinha chegado e de admitir isso a mim mesma, notei que a tal depressão podia ser invisível, mas tão sólida e pesada quanto uma parede de tijolos.
O mais peculiar é que o buraco negro no qual a depressão me meteu - ao mesmo tempo em que me engoliu e desesperou - ajudou-me a compreender partes de mim mesma de forma quase absoluta e aos poucos aprender a abraçá-las.
Foi vivendo a depressão que entendi que ela é uma mão delicada, sorrateira e morna que aos poucos esmaga o coração e o espírito de quem atinge com um aperto frio e forte o suficiente para que a tristeza se torne um simples e grande vazio que te tira do controle de si mesmo e alimenta seus hábitos mais destrutivos.
Um vazio que dói e tira a esperança.
Foi quando a depressão chegou na minha vida que eu compreendi o quanto é difícil e o quanto qualquer conselho de quem não viveu o mesmo parece não ter nenhum significado, por mais bem intencionado, a menos que aja ação concreta na ajuda. E que tal ajuda deve ser aceita.
Percebi que ela possui muitas faces e disfarces, até o momento em que revela quem realmente é. A depressão conta mentiras, usa nomes falsos e se aproveita das nossas fraquezas.
O que nos resta, por mais complicado que seja, é ter coragem de olhá-la nos olhos e vê-la pelo que é de verdade. Seu rosto varia, mas é igualmente feio em todas as visões. Não é bela, graciosa e bucólica como muitos pensam.
A depressão precisa ser enfrentada a todo momento, com todo recurso possível, para que não nos tire a esperança, alegria, amor-próprio e a paixão pelas coisas. Que não nos impeça de nos sentirmos vivos.
domingo, 25 de outubro de 2015
sábado, 24 de outubro de 2015
domingo, 4 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
20/02/2012
Já não me preocupo mais e nem pensei em vingança. Porque tudo o que se faz é recebido de volta. É a lei da física e da vida.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
04/10/2014
E os pensamentos dela estavam espalhados por todo lugar, marcados a tinta como tatuagens pequenas e grandes, que revelam suas várias faces ao longo do tempo.
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Perdoa, por favor, tudo o que eu não deixei de ser
Perdoa por eu ainda me importar tanto com o que os outros pensam. Perdoa eu precisar do verão e de roupas decotadas para lembrar que sou mul...
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Muitas vezes, ficamos tanto tempo estagnados numa condição que a possibilidade de mudança é encarada com um misto de estranheza ...
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Hoje olho para ti e penso que até certa primavera eu nem moça o era, mas mera menina de pouco senso do melhor para si. Tu, círculo de...
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Não precisa se explicar, só não cala essa carícia no ar, queimadura doce de bala... Deixemos para depois os erros e acertos dos heróis...