terça-feira, 16 de março de 2010

MENTIRA NUA II

Fios de tecido caem de seus ombros
Pelos lábios passa a língua
Ela revela aos poucos seus escombros
Muito doce e ambígua.
No ar se espalha o perfume dela
A mil meu coração palpita
Será que me dou uma cutucadela
Pra ver se minha alma acredita?
Essa mulher tem um corpo perfeito
Que suponho que ao meu quer se juntar
Descansar na paz do meu leito
Onde eu posso lhe tocar...
Lhe admiro na sua tímida nudez
Enquanto ela vem me deixar um beijo
Ter tão de perto essa terna palidez
Brota em mim intenso lampejo.
Os lábios daquela linda tinham indescritível sabor
Mas me esconderam a luz da lua
Descobri ao acordar com torpor
Que a mentira pra mim se mostrou crua
E nua.

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