sexta-feira, 19 de março de 2010

LÍTIO


Não quero me trancar por dentro da mentira
Nem esquecer o que é sentir sua falta
A minha tristeza me apaixona...
Deus, devo deixá-la ir?
Dormir sozinha é como não viver
E qualquer coisa é melho do que isso.
No fim eu sei que vou cair
Porque o lugar das minhas cinzas
É a prisão das dores.
Me pergunto o que há de errado comigo,
Pois não consigo me acalmar!
Ninguém vai me rebaixar dessa vez
Afogar as minhas vontades
Aqui na escuridão eu me conheço,
Não posso ser livre até que ela me deixe ir.
Querido, te perdoo por tudo
Mesmo que nada possa esconder dos outros
O vazio que você deixou...
Você precisa beber pra dizer que me ama?
Não pensei que fosse ficar tão frio aqui...
Ainda assim, quero deixá-lo ir.

Um comentário:

  1. Todo poeta tem muita criatividade quando a dor lhe acompanha. Porem e necessário esta dor se esvair para que mas a frente outra a substitua assim novos momentos de produtividade se afloram.
    Neste Mundo de transtorno Bipolar creio que o Lítio seja um remédio recomendado.
    Agora a palavra "soxinha" na quinta frase é um erro de digitação ou apenas algo nas entrelinhas que não consegui absorver?

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