segunda-feira, 15 de março de 2010

MENTIRA NUA I


Fechei meus pesados olhos
Logo depois, me restou adormecer
Valiosas pedras ou ouros
Em meus sonhos passei a ver.
Na cama estava deitado
Com a porta de carvalho trancada
Naquele vislumbre fiquei encantado
Ao ver o que por ela passava alarmada.
No horizonte, mulher sedutora
Silêncio me pede com um gesto
Linda, pura e redentora
Motivo não há para protesto.
Em seus delicados lábios brota um sorriso
Branco e leve como toda a fina pele
Tudo isso parece tão conciso
Que nem de longe me repele.
Nem pica para mim os olhos de safira
Solta os negros, logos e lisos cabelos
Meu sangue queima como numa pira
Já não sei o que querem meus apelos...
Da camisola desamarra os pequenos laços
Aos poucos, atraente
Sinto vontade de tomá-la em meus braços
E meu desejo se torna latente...

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