sábado, 29 de janeiro de 2011

ENIGMA

Quando a tristeza me atinge
Fraqueza e lágrimas me restam
No antigo enigma da esfinge
Eu perco e ela me devora então.
Em meio a esta cegueira derrotada
Tento penetrar no silêncio divino
A perder não tenho nada
Me sinto voltando a ser menino.
Catarse plena da vida
Ao papel minha mão busca o socorro
Da alma acabada ou dividida
Ou em breve de tristeza morro.
Rabisco palavras de desespero
É difícil assim respirar
Mas apenas um sinal de luz espero,
Algo que possa me curar.
Sem muita demora
Minha resposta chega
Em minha própria caligrafia aflora
A qualquer deus se apega.
"Eu te amo, está tudo bem
Nunca vou te deixar
Você sabe que pode ir além
Então pare de chorar."
Sempre algo assim
Palavras de Deus pela minha mão.


- inspirado no livro Comer Rezar Amar, de Elizabeth Gilbert

Um comentário:

  1. "Eu te amo, está tudo bem
    Nunca vou te deixar
    Você sabe que pode ir além
    Então pare de chorar."

    Liindo adorei

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