O que me mata
não é o que fica só aqui dentro,
mas o escárnio, a bravata,
comédia feita do sentimento.
É isso que me parte
em pedaços e gotas
conhecedoras da maior arte,
das mais óbvias rotas.
Contra mim sendo usado
tudo o que em si me basta
apesar do desejo, bem no fundo
de que a chama que se alastra
queime também o ser amado,
brote do útero fecundo.
16/03/2018
segunda-feira, 2 de abril de 2018
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