Já que já estás lá fora
e não posso murmurar
ao teu ouvido
a pergunta que me devora,
faz-me rir, tira-me o ar
mas dá à loucura um sentido...
O que eu não daria
ao que me prestaria
para ser tão tosca
quanto uma mosca
só para ver tua cara
perante si mesmo, poema
que me queima e não sara...
Teu olho, tua mão, teu ouvido gosta?
Será que com tanto que entreguei
por acaso roubei
da tua boca
mesmo sem ver
coisa mais bela e louca
e impossível de descrever
que a espuma que lambe a costa?
3 de outubro de 2019
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Ser diferente é nomal, mas ah, como dói...
Dói cada vez mais se dar conta de que aquela sensação repentina de infância de “preciso ir embora daqui” não era ilusão de uma criança com ...
-
Muitas vezes, ficamos tanto tempo estagnados numa condição que a possibilidade de mudança é encarada com um misto de estranheza ...
-
Não precisa se explicar, só não cala essa carícia no ar, queimadura doce de bala... Deixemos para depois os erros e acertos dos heróis...
-
Como é que pode se sentir mais viva na hora da morte em ai e em ode enquanto escorre feito derrubada torre sem corte nem ferida? 09/12/202...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo feedback!