quinta-feira, 30 de abril de 2015

As maiores verdades saem da boca dos bêbados ou dos loucos, 
que podem nem ser tão loucos assim. 
Porque os loucos são muito corajosos; 
os ditos normais são os medrosos, pois temem olhar para os loucos
 e depararem-se consigo mesmos. 
A verdade que os normais ignoram,
 os loucos enfrentam, à sua própria maneira.

Letícia B. Silva e Nairo P. Marques

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O que eu escrevo é tão revelador que até me assusta. 
Aí eu penso: puxa, era isso mesmo 
que eu estava guardando tão lá no fundo?

terça-feira, 14 de abril de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

domingo, 12 de abril de 2015

É incrível a capacidade humana de perder horas
 discutindo besteiras com argumentos vazios.

sábado, 11 de abril de 2015

Fardo

Eu só queria
ficar ao fundo,
quieta e invisível
sem fazer barulho
ou incomodar alguém.

Que as minhas
velhas tristezas não
causem grande alvoroço
e eu não
veja nos olhos
dos outros pena
ou algo parecido.

Que ninguém mude
suas vidas pelo
que eu não
consigo entender sozinha.

Eu só queria
me afogar nas
minhas tantas palavras
para tentar enxergar
o obscurecido pelo
excesso de luz.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A mesa vira

A vida é tão bela quanto cruel, e tudo por nossa causa. Para cada pessoa que nasce, centenas de outras morrem à mercê das circunstâncias. Esquecidas por todas as outras, tão seguras e certas que estão de sua condição afortunada por estarem com o estômago cheio e aquecidos do frio. Mas em um segundo, tudo pode mudar.

E nos juntaremos a todos aqueles que fingimos que não vimos. Implorando a piedade que não tivemos para com eles e conosco mesmos. A humanidade.

domingo, 5 de abril de 2015

Cada vez mais sinto que tenho que pensar 
e prestar atenção em mim. Me conhecer melhor.

sábado, 4 de abril de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

Muito do pouco

A verdadeira felicidade
parece mesmo estar
em cada pequena
improbabilidade da vida.

Momentos que passam
quase sempre despercebidos
e logo vão
soprados pelo tempo...

Agora, só sei
que estou feliz
de estar aqui,
contigo...

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ponta de pena

Minhas palavras
me mostram
o que não posso
ver sozinha.

Trazem para
o mundo
o que
eu só
tinha aqui,
bem dentro.

Mas também
me costuram
a tudo
de sólido
e etéreo.

O visível
e invisível
juntos sob
o rio
da mesma
velha tinta.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Dúvida cruel

Eu tenho
me pego
duvidando de
quase tudo.

Se posso
mesmo confiar
na pessoa
que vejo.

Se o
laço que
tenho com
ela vai
afinal durar.

Se o
que eu
mesma sinto
é verdadeiro
o bastante.

terça-feira, 24 de março de 2015

Mundo torto

Nada é perfeito.
existe a guerra,
as bravas tempestades,
a tristeza voraz
como a fome
ou a sede.

Nem a natureza
é mais imaculada
porque o homem
pôs a mão
e desfez o
que era equilíbrio.

Num rosto que
agora alegre sorri
se esconde a
sombra cruel da
dor que dói
e até mata.

Ali está o
que poucos podem
ver, porque o
que parece inteiro
por dentro está
partido em pedaços.

segunda-feira, 23 de março de 2015

O que vai e o que fica

O mais intrigante
na morte talvez
seja sua naturalidade...
Uma vida que
simplesmente se acaba
para outra começar.

Talvez o mistério
esteja na dor
de quem fica
e nas memórias
que sempre permanecem
em cada um.

Há um momento
alguém estava aqui
e agora acabou
muitas vezes sem
nem dizer adeus,
sem ter por que...

Vive-se então de
restos e saudade
de gente que
um dia foi
muito importante e
agora é pó.

domingo, 22 de março de 2015

Os outros não sabem de nada. 
Nem sempre vão te dar
 a resposta que tu espera.

sexta-feira, 20 de março de 2015

E o sonho acabou

Há muito tempo
não te vejo
porque a vida
quis que tudo
acabasse tão repentinamente...

Não me dói
mas não significa
que não sinto
saudade de nós,
do que tínhamos...

As coisas mudaram;
hoje estão um
pouco mais tristes,
porém não esqueço
as belas memórias.

Memórias que parecem
tão, tão distantes
e ao mesmo
tempo seguem frescas
e guardadas aqui...

Esta manhã sonhei
que estavas comigo,
rindo, como sempre
até os olhos,
e tudo bem.

Que estavas feliz
por ver-me crescer
e tentar descobrir
o que afinal
é meu destino.

Agora não sei
se estou feliz
ou muito triste
por te ver;
sei ser saudade.

Não sei se
estou chorando porque
percebi a ausência
ou se porque
ainda estás presente...

Apenas sei que
o tempo não
muda a importância
nem o amor
que eu sentia.

No fim, eu
gostei muito mesmo
de poder vê-lo
mais uma vez,
mesmo em sonho.

19/03/2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

05/03/2015

Talvez as coisas mais simples e belas sejam as etéreas, aquelas que não conseguimos tocar e muito menos explicar através da ciência. Como por exemplo, o poder que o silêncio tem de dizer muito e também tranquilizar, mesmo com o barulho incessante das ruas e das nossas mentes.

Essas coisas não podem ser vistas, apenas sentidas. Que apenas o coração pode entender, mesmo que não hajam palavras para descrever. Mas que, de alguma forma, todos tentamos expressar um pouco da beleza, apesar das mazelas do mundo.

Como a fé, o amor e a esperança. A morte e a vida. Através da ciência e da arte. É dando à humanidade a capacidade não de dominar o mundo, mas de fazer parte dele. Cada uma destas partes deve trabalhar para que, em conjunto, possa entender o que for possível e mudar o que for necessário.

Aceitar o que tiver de ser assim. O mundo e o universo são grandes demais. Somos tão pequenos e tanto nos foi presenteado. Há aspectos que só existem por conta da ciência e outros que já são nossos desde o começo dos tempos.

quarta-feira, 18 de março de 2015

domingo, 15 de março de 2015

Não vou mais implorar atenção
 ou elogio de ninguém, 
porque vou descobrir meu próprio valor.

Pode levar tudo, menos o meu direito de sentir

Me deixa chorar pelo que eu perdi e pelo que eu posso perder. Me deixa não me arrepender de absolutamente tudo o que digo. Me deixa escolher...