Eu sei que não quero viver de ego ou de aparências. Não quero que minha inteligência e anos de estudo fiquem guardados só comigo e não tenham nada a oferecer além de respostas prontas. Não quero me esconder para sempre da minha própria sombra. Não quero passar o resto da vida sem saber o que é um lar e uma família onde eu sinta que tenha um lugar.
Sei que não quero morrer sem sentir que vivi e que tive nas mãos o máximo possível de mim mesma. Não quero morrer sem ter aprendido a me amar nem a deixar de ter medo do mundo. Não quero ficar em lugares onde eu não tenha presença, voz ou importância genuínas. Não quero que mais anos passem em que eu simplesmente me deixo levar pelas circunstâncias.
Não quero que o melhor de mim seja subutilizado e não sirva para comprar minha liberdade. Não quero viver uma vida em que tudo me é dado nas mãos e eu não conquiste coisas por mérito próprio. Não quero que o amor seja algo que eu experimente apenas de longe ou de forma parcelada. Não quero que as partes mais bonitas e importantes de mim fiquem escondidas e não possam se expressar.
Não quero agir como quem não tem noção da realidade, das próprias limitações ou como se eu fosse perfeita. Não quero que determinem como eu devo viver nem fazer isso com ninguém. Não quero morrer sem ter aprendido a ser uma pessoa funcional para a sociedade. Não quero me afastar do que e de quem possa me fazer bem. Não quero viver cercada de gritos e cobranças. Não quero cair sem lutar.
Isso tem que servir para alguma coisa.
28/08/2026
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