I
Since we both mattered,
the doubts were gone.
Except this time it was I
who sat with you,
not the usual opposite.
It was I who asked you on a dance.
Since you never cared,
we just went on and on...
As if we would never die
and the sky was always blue,
wishes never moderate.
Ours was all patience.
II
And it was I who followed,
as pleased by the request
as the warmth that accompanied it.
The sweetness and fluidity -
our dance was something we held
close to each other
close to our hearts
with each step
it was you who asked me on a dance.
And with us there, was the unexpected
turned into a place of rest
for partners to meet...
The blues
that don't make you blue
but come together and smile
at the spin of a whisper.
I lost all I could lose
and was left with us two
sliding along the aisle,
running away from winter.
- L.B.S. and DeltaLambda
30/10/2018
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Our silence and stars
I am not of many words today.
You want an answer from me?
Good luck.
Give me your silence.
And a smile.
That is all I need.
You sit here beside me,
I smile too.
You are golden.
Questions are way more important.
They are the silver of the world.
Of your eyes.
Answers in the tilt of head.
More questions spill forth.
Everlasting conversation.
A language eager tongues and beasty hearts are yet to learn.
It's not me the golden one, my dear.
It's your mouth without fear.
Equal in shine.
We two look like a binary star system.
An orbit, a dance, encircling a point of dear silence.
Isn't that what love is?
What if the answer is you, or this?
I had nothing to ask either, anyway.
Your presence here is enough for me.
I may not dance often, but my soul, in its brightness, is quenched by this and dances about.
Dancing with a silent melody.
Every soul's right and duty -
nothing left for mine to do when given the chance.
If you really are to stay, so will I since I saw you, damn the distance.
30/10/2018
- L.B.S. and DeltaLambda
You want an answer from me?
Good luck.
Give me your silence.
And a smile.
That is all I need.
You sit here beside me,
I smile too.
You are golden.
Questions are way more important.
They are the silver of the world.
Of your eyes.
Answers in the tilt of head.
More questions spill forth.
Everlasting conversation.
A language eager tongues and beasty hearts are yet to learn.
It's not me the golden one, my dear.
It's your mouth without fear.
Equal in shine.
We two look like a binary star system.
An orbit, a dance, encircling a point of dear silence.
Isn't that what love is?
What if the answer is you, or this?
I had nothing to ask either, anyway.
Your presence here is enough for me.
I may not dance often, but my soul, in its brightness, is quenched by this and dances about.
Dancing with a silent melody.
Every soul's right and duty -
nothing left for mine to do when given the chance.
If you really are to stay, so will I since I saw you, damn the distance.
30/10/2018
- L.B.S. and DeltaLambda
domingo, 28 de outubro de 2018
Gesture of courage
Yes, sir.
I'm looking right at you.
At this picture,
at this fracture
of the now.
You are piercing me
in the soul,
yet here I am.
I swear it's true,
I'm not running away.
28/10/2018
I'm looking right at you.
At this picture,
at this fracture
of the now.
You are piercing me
in the soul,
yet here I am.
I swear it's true,
I'm not running away.
28/10/2018
domingo, 21 de outubro de 2018
Das dificuldades de ser artista
Principalmente desde que publiquei meu primeiro livro de poesia (que pode ser adquirido aqui), de forma independente, sabia que as praticidades da possibilidade viriam com um preço: absolutamente tudo a respeito deste projeto de que tanto me orgulho ficaria por minha conta. O que, apesar de tudo o que ainda tenho de melhorar em termos de marketing pessoal, fez com que eu pensasse no assunto porque, pela primeira vez, eu teria a sensação de que minhas palavras pertencem a mim mais do que nunca. E é verdade.
Mas, como mais uma entre muitxs artistas que tentam ter algum tipo de renda através daquilo que mais lhe dá prazer, algumas constatações vêm me ocorrendo e obviamente não me fazendo desistir do ramo, mas me levando a muitos questionamentos de como a classe em geral (e especialmente aqueles na mesma situação que eu) é vista. Especialmente nos tempos atuais, com o advento da internet.
Eu venho de uma cidade não muito grande, no interior do meu Estado, geograficamente bastante distante mesmo da capital Porto Alegre. Tanto assim, que nem mesmo sei se este artigo será lido. Ou seja, a geografia já não me ajuda. Quando publiquei um romance do qual muito me arrependo em 2013 e passei por alguns perrengues no processo, praticamente todos, se não todos, os livros que vendi, foram para pessoas que eram minhas conhecidas. Com certeza muito também porque o livro era físico e porque gastei dinheiro que nem era meu para fazer um evento de lançamento; que foi pago com cem por cento do lucro das razoáveis vendas daquele dia.
Quando decidi publicar meu ebook na Amazon, com toda a convicção do mundo, sinceramente pensei que as mesmas pessoas acabariam adquirindo o livro. Ainda mais por ser de poemas e eu já ter sido de certa forma cobrada a publicar algo do gênero. Mesmo sendo digital. Mesmo não sendo logo de imediato após o lançamento. Mas por enquanto, seis meses depois, nada disso aconteceu, nem por parte delas, e eu me questiono o motivo.
Falta de hábito de leitura? Falta de um evento de divulgação? Crise econômica, mesmo ele sendo muito mais barato do que o meu velho romance? Falta de livro físico? FALTA DE INTERESSE?
A possibilidade da falta de interesse fica clara para mim quando lembro que esta semana um pintor amador dos EUA, que até aquele momento havia vendido seus quadros apenas a pessoas próximas, viveu a maravilha de ter duas peças vendidas a uma jovem celebridade do outro lado do mundo, que nunca o tinha visto antes, por 400 dólares cada uma, em pessoa, porque achou justo, sendo que o mesmo rapaz poderia ter adquirido qualquer outra coisa ou mesmo comprado as obras por pena do artista (o que, conhecendo o histórico do sujeito, com certeza não foi o caso).
Não posso nem imaginar a alegria do homem. Sempre que me for possível, procurarei fazer o mesmo, seja como presente ou para minha coleção pessoal, e com a mesma intenção do rapaz, e não só por estar na mesma posição. Por experiência própria sei que muitas vezes joias que tocam fundo em nossos corações podem ser encontradas nos lugares mais inesperados. O fato de eu até agora não ter conseguido vender sequer um livro para alguém próximo a mim e que diz apoiar a minha escrita me faz sinceramente questionar se tal apoio é verdadeiro. Claro que não se trata apenas disso, mas se não fosse, não estaria à venda e não teria me dado o trabalho de fazer tudo isso quando já está tudo publicado de graça e com prazer no blog. Não importa quando nem como, queremos apoio concreto daqueles perto de nós com relação ao nosso trabalho – e isso inclui divulgação e coisas do tipo.
As pessoas não fazem ideia do quanto não ser renegado assim nos ajuda tanto na parte burocrática e prática da coisa, quanto na motivação para seguir adiante. E do quanto dispensamos tudo isso. Queremos gente que se importe conosco e com nossa arte. Que hajam menos Vincent van Goghs neste mundo, sendo reconhecidos tarde demais. Os tempos sempre foram difíceis para nós...
Mas, como mais uma entre muitxs artistas que tentam ter algum tipo de renda através daquilo que mais lhe dá prazer, algumas constatações vêm me ocorrendo e obviamente não me fazendo desistir do ramo, mas me levando a muitos questionamentos de como a classe em geral (e especialmente aqueles na mesma situação que eu) é vista. Especialmente nos tempos atuais, com o advento da internet.
Eu venho de uma cidade não muito grande, no interior do meu Estado, geograficamente bastante distante mesmo da capital Porto Alegre. Tanto assim, que nem mesmo sei se este artigo será lido. Ou seja, a geografia já não me ajuda. Quando publiquei um romance do qual muito me arrependo em 2013 e passei por alguns perrengues no processo, praticamente todos, se não todos, os livros que vendi, foram para pessoas que eram minhas conhecidas. Com certeza muito também porque o livro era físico e porque gastei dinheiro que nem era meu para fazer um evento de lançamento; que foi pago com cem por cento do lucro das razoáveis vendas daquele dia.
Quando decidi publicar meu ebook na Amazon, com toda a convicção do mundo, sinceramente pensei que as mesmas pessoas acabariam adquirindo o livro. Ainda mais por ser de poemas e eu já ter sido de certa forma cobrada a publicar algo do gênero. Mesmo sendo digital. Mesmo não sendo logo de imediato após o lançamento. Mas por enquanto, seis meses depois, nada disso aconteceu, nem por parte delas, e eu me questiono o motivo.
Falta de hábito de leitura? Falta de um evento de divulgação? Crise econômica, mesmo ele sendo muito mais barato do que o meu velho romance? Falta de livro físico? FALTA DE INTERESSE?
A possibilidade da falta de interesse fica clara para mim quando lembro que esta semana um pintor amador dos EUA, que até aquele momento havia vendido seus quadros apenas a pessoas próximas, viveu a maravilha de ter duas peças vendidas a uma jovem celebridade do outro lado do mundo, que nunca o tinha visto antes, por 400 dólares cada uma, em pessoa, porque achou justo, sendo que o mesmo rapaz poderia ter adquirido qualquer outra coisa ou mesmo comprado as obras por pena do artista (o que, conhecendo o histórico do sujeito, com certeza não foi o caso).
Não posso nem imaginar a alegria do homem. Sempre que me for possível, procurarei fazer o mesmo, seja como presente ou para minha coleção pessoal, e com a mesma intenção do rapaz, e não só por estar na mesma posição. Por experiência própria sei que muitas vezes joias que tocam fundo em nossos corações podem ser encontradas nos lugares mais inesperados. O fato de eu até agora não ter conseguido vender sequer um livro para alguém próximo a mim e que diz apoiar a minha escrita me faz sinceramente questionar se tal apoio é verdadeiro. Claro que não se trata apenas disso, mas se não fosse, não estaria à venda e não teria me dado o trabalho de fazer tudo isso quando já está tudo publicado de graça e com prazer no blog. Não importa quando nem como, queremos apoio concreto daqueles perto de nós com relação ao nosso trabalho – e isso inclui divulgação e coisas do tipo.
As pessoas não fazem ideia do quanto não ser renegado assim nos ajuda tanto na parte burocrática e prática da coisa, quanto na motivação para seguir adiante. E do quanto dispensamos tudo isso. Queremos gente que se importe conosco e com nossa arte. Que hajam menos Vincent van Goghs neste mundo, sendo reconhecidos tarde demais. Os tempos sempre foram difíceis para nós...
21/10/2018
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Fragmentos, I
Por um beijo ou outro
eu pagaria um verso
talvez sem sentido ou disperso
para tu levares no bolso.
Num pedacinho desse papel
que tu nem sabes que exerceu
quando veio e quis ser meu
isso que tu tens, esse mel.
Tantas são mais lindas
nos teus lábios
do que nos que se acham tão sábios
com suas falas medidas.
Pois que o amor da tua boca
não é em vão
nem sufoca
com mero jargão.
19/10/2018
eu pagaria um verso
talvez sem sentido ou disperso
para tu levares no bolso.
Num pedacinho desse papel
que tu nem sabes que exerceu
quando veio e quis ser meu
isso que tu tens, esse mel.
Tantas são mais lindas
nos teus lábios
do que nos que se acham tão sábios
com suas falas medidas.
Pois que o amor da tua boca
não é em vão
nem sufoca
com mero jargão.
19/10/2018
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Rendição
Vulnerável, nua,
tão tua
na tua mão
de seda
onde meu coração
se enreda.
E me visto
dentro disto
que já não é acaso,
mas sorriso,
flor de vaso
em sacrifício.
09/10/2018
tão tua
na tua mão
de seda
onde meu coração
se enreda.
E me visto
dentro disto
que já não é acaso,
mas sorriso,
flor de vaso
em sacrifício.
09/10/2018
sábado, 6 de outubro de 2018
Das tantas singularidades
Acho que há uma beleza na constatação de que, talvez, por mais que eu leia a letra daquela música milhares de vezes, eu não consiga estabelecer interpretações e significações específicas e fixas para ela por mim mesma, mesmo sabendo que por natureza ela possui muitas palavras e ângulos de visão (o que já gosto muito em si)... E como mesmo estes mudam....
Mas isso não me impede de me sentir tocada por ela em todas as suas características. É interessante perceber como ele é outra dessas tristonhas que acabam sendo cantadas de forma bem sensual - talvez para destacar a melancolia.
À primeira vista ela me pareceu ser uma pessoa se queixando para outra de que deu tudo de si com relação àquela dinâmica, mas que isso não foi valorizado... Foi tratado como se não fosse importante, e a única solução do eu-lírico é voltar-se para si mesmo de modo a curar essas feridas.
Acho que se olhar de novo para ela, pode ser que veja outra forma de significá-la, e isso não deixa de ser algo bom. Vamos ver...
Talvez o som que o eu-lírico ouve e que o impede de dormir seja a rachadura no lago congelado onde ele percebe que as circunstâncias o colocaram e que o afoga para impedir que ele se expresse livremente, porque de alguma forma aquele contato é tóxico.
O som é importante e não-familiar e por isso não o deixa dormir, de modo a fazê-lo perceber a situação em que se encontrava e esforçar-se para sair dela. Mesmo de vez em quando ainda se questionando se vale a pena se submeter àquilo tudo e se o próprio questionamento faz sentido, ele sabe que um dia a dor acabará e ele reencontrará seu ser e sua voz.
06/10/2018
Mas isso não me impede de me sentir tocada por ela em todas as suas características. É interessante perceber como ele é outra dessas tristonhas que acabam sendo cantadas de forma bem sensual - talvez para destacar a melancolia.
À primeira vista ela me pareceu ser uma pessoa se queixando para outra de que deu tudo de si com relação àquela dinâmica, mas que isso não foi valorizado... Foi tratado como se não fosse importante, e a única solução do eu-lírico é voltar-se para si mesmo de modo a curar essas feridas.
Acho que se olhar de novo para ela, pode ser que veja outra forma de significá-la, e isso não deixa de ser algo bom. Vamos ver...
Talvez o som que o eu-lírico ouve e que o impede de dormir seja a rachadura no lago congelado onde ele percebe que as circunstâncias o colocaram e que o afoga para impedir que ele se expresse livremente, porque de alguma forma aquele contato é tóxico.
O som é importante e não-familiar e por isso não o deixa dormir, de modo a fazê-lo perceber a situação em que se encontrava e esforçar-se para sair dela. Mesmo de vez em quando ainda se questionando se vale a pena se submeter àquilo tudo e se o próprio questionamento faz sentido, ele sabe que um dia a dor acabará e ele reencontrará seu ser e sua voz.
06/10/2018
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
04/10/2018
Tantas de nós fomos criadas achando que respeitar
é engolir tudo e baixar a cabeça,
que quando a gente faz o contrário
diz que somos revoltadas
ou qualquer coisa do tipo...
Eu estou percebendo isso com o tempo.
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Moradia
Eu não sabia
o quanto era bom,
o quanto valia
um abafado som.
Eu só deitava nela
e, pequena, ouvia
com atenção e cautela
a música que se fazia.
Foi só notando em mim
o que me dava tal vida
que eu soube que era assim
a casa da minha maior dívida.
27/09/2018
o quanto era bom,
o quanto valia
um abafado som.
Eu só deitava nela
e, pequena, ouvia
com atenção e cautela
a música que se fazia.
Foi só notando em mim
o que me dava tal vida
que eu soube que era assim
a casa da minha maior dívida.
27/09/2018
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Oculta
A cidade se recolhe,
escuta o próprio silêncio
e dorme.
Sem saber que nem escolhe,
mas no escuro desnuda
e a enche de vida.
Com luz que dizem não ser sua,
talvez fraca e disforme -
mas que ainda ilumina.
Uma amada que beija, é sentida
no chão, na face nua
e até no vazio.
Basta um pio para que acuda
em mão e graça feminina
que abre os olhos, mais atentos...
Para a mudança dos ventos
que podem conduzir aos seus braços,
sorrisos e arranjos.
27/09/2018
escuta o próprio silêncio
e dorme.
Sem saber que nem escolhe,
mas no escuro desnuda
e a enche de vida.
Com luz que dizem não ser sua,
talvez fraca e disforme -
mas que ainda ilumina.
Uma amada que beija, é sentida
no chão, na face nua
e até no vazio.
Basta um pio para que acuda
em mão e graça feminina
que abre os olhos, mais atentos...
Para a mudança dos ventos
que podem conduzir aos seus braços,
sorrisos e arranjos.
27/09/2018
terça-feira, 25 de setembro de 2018
O futuro da juventude brasileira em jogo
Quase nunca posto nada "opinativo", mas tem horas que os dedos coçam de verdade... Sei que estou acordando tarde para essas coisas, mas é melhor do que nunca. Fico jurando para mim mesma que não vou trabalhar na área de Relações Internacionais de jeito nenhum, mas aí leio coisas de fazer o sangue ferver.
Cara, ontem mesmo a ONU lançou a Agenda pra 2030 pra que a juventude consiga finalmente tomar as rédeas desse mundo e consertar a bagunça da geração anterior e o Brasil não teve sequer UM delegadx na Assembleia! Pleno ano eleitoral e o Brasil não abre candidatura prum delegadx poder abrir o bocão na Assembleia da Juventude. Não dá pra se conformar, só pode ser piada. Tínhamos que ter cobrado do governo SIM!
Claro que se a gente pensa bem, muitas (se não todas) as Agendas implementadas pela ONU deixaram de ser cumpridas, mas AGORA ESTÁ MAIS QUE NA HORA DE COBRAR! É da minha geração e da próxima que estamos falando. Estamos com medo dum futuro sem respeito ou emprego. Não tivemos voz nem mesmo na Reunião da Comissão de Desenvolvimento Social... Das duas uma: ou a juventude se apavorou e esqueceu de cobrar por essa chance, ou aconteceu e Brasília não fez nada.
Claro, é ano eleitoral, vamos concentrar nas picuinhas direita x esquerda e encher a cabeça do povo pra ele esquecer que dá pra fazer alguma coisa de cima pra baixo... Deus o livre alguém do exterior ficar sabendo da bagunça que está acontecendo aqui, não é mesmo?
Cara, ontem mesmo a ONU lançou a Agenda pra 2030 pra que a juventude consiga finalmente tomar as rédeas desse mundo e consertar a bagunça da geração anterior e o Brasil não teve sequer UM delegadx na Assembleia! Pleno ano eleitoral e o Brasil não abre candidatura prum delegadx poder abrir o bocão na Assembleia da Juventude. Não dá pra se conformar, só pode ser piada. Tínhamos que ter cobrado do governo SIM!
Claro que se a gente pensa bem, muitas (se não todas) as Agendas implementadas pela ONU deixaram de ser cumpridas, mas AGORA ESTÁ MAIS QUE NA HORA DE COBRAR! É da minha geração e da próxima que estamos falando. Estamos com medo dum futuro sem respeito ou emprego. Não tivemos voz nem mesmo na Reunião da Comissão de Desenvolvimento Social... Das duas uma: ou a juventude se apavorou e esqueceu de cobrar por essa chance, ou aconteceu e Brasília não fez nada.
Claro, é ano eleitoral, vamos concentrar nas picuinhas direita x esquerda e encher a cabeça do povo pra ele esquecer que dá pra fazer alguma coisa de cima pra baixo... Deus o livre alguém do exterior ficar sabendo da bagunça que está acontecendo aqui, não é mesmo?
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Nova Iorque, 24 de setembro de 2018
"Obrigado ao Sr. Secretário-Geral, à Diretora Executiva da UNICEF e a todas Vossas Excelências e distintos convidados do mundo inteiro. Meu nome é Kim Namjoon, também conhecido como RM, líder do grupo BTS. É uma honra incrível ser convidado para uma ocasião com tal significado para a geração jovem de hoje.
Em novembro passado, o BTS lançou a campanha LOVE MYSELF com a UNICEF, construída na nossa crença de que o amor verdadeiro começa primeiro com amar a mim mesmo. Temos estado em parceria com o Programa da UNICEF Para O Fim da Violência para proteger crianças e jovens ao redor do mundo da violência. E nossos fãs se tornaram uma parte maioritária desta campanha com sua ação e com seu entusiasmo. Nós temos mesmo os melhores fãs do mundo. E eu gostaria de começar falando sobre mim mesmo.
Eu nasci em Ilsan, uma cidade próxima a Seul, Coreia do Sul. É um lugar muito bonito com um lago, colinas, e até mesmo um festival anual das flores. Passei uma infância muito feliz lá, e era apenas um menino comum.
Eu costumava olhar para o céu noturno e me perguntar, e costumava sonhar os sonhos de um menino. Costumava imaginar que era um super-herói que poderia salvar o mundo. E na introdução de um dos nossos primeiros álbuns, há um verso que diz 'Meu coração parou quando eu tinha talvez nove ou dez anos'. Olhando para trás, acho que foi quando comecei a me preocupar com o que as outras pessoas pensavam de mim e comecei a me enxergar através dos olhos delas.
Eu parei de olhar para os céus noturnos, as estrelas. Parei de devanear. Em vez disso, eu apenas tentei me encaixar nos moldes que outras pessoas fizeram. Logo, comecei a calar minha própria voz e comecei a ouvir as vozes dos outros. Ninguém chamou pelo meu nome, nem eu. Meu coração parou e meus olhos se fecharam. Então, assim, eu, nós, todos nós, perdemos nossos nomes. Nos tornamos como fantasmas.
Mas eu tinha uma sensibilidade, e era a música.
Havia uma vozinha dentro de mim que dizia 'Acorde, cara, e escute a si mesmo'. Mas eu levei muito tempo para ouvir a música chamar pelo meu verdadeiro nome. Até mesmo depois de tomar a decisão de me juntar ao BTS, houveram muitos obstáculos. Alguns podem não acreditar, mas a maioria das pessoas achava que éramos incompetentes. E, às vezes, eu quis apenas ir embora.
Mas acho que fui muito sortudo por não desistir de tudo. E tenho certeza de que eu, e nós, continuaremos tropeçando e caindo assim.
O BTS se tornou artistas performando naqueles estádios enormes e vendendo milhões de álbuns agora, mas ainda sou um cara comum de 24 anos. Se há alguma coisa que eu tenha conquistado, isso só foi possível porque tenho meus companheiros do BTS bem ao meu lado e por causa do amor e apoio que nossos fãs do mundo inteiro têm por nós.
E talvez eu cometi um erro ontem, mas o meu eu de ontem ainda sou eu. Hoje eu sou quem sou, com todos os meus defeitos e meus erros. Amanhã, pode ser que eu seja um tantinho mais sábio, e este também será eu. Esses defeitos e erros são o que sou, formando as estrelas mais brilhantes na constelação da minha vida. Passei a amar a mim mesmo por quem eu sou, por quem eu fui, e por quem eu espero me tornar.
Eu gostaria de dizer uma última coisa.
Depois de lançar os nossos álbuns LOVE YOURSELF e a campanha LOVE MYSELF, começamos a ouvir notáveis histórias de nossos fãs do mundo todo de como a nossa mensagem os ajudou a superar suas dificuldades na vida e a começarem a se amar. Essas histórias nos lembram constantemente da nossa responsabilidade. Então, vamos todos dar mais um passo.
Nós aprendemos a amar a nós mesmos, então agora eu os exorto a falar. Eu gostaria de perguntar a todos vocês, 'Como você se chama? O que te empolga e faz seu coração bater?'. Conte-me sua história; eu quero ouvir sua voz e quero ouvir sua convicção. Não importa quem você é, de onde você seja, a cor da sua pele, sua identidade de gênero, apenas fale. Encontre seu nome e sua voz ao falar.
Eu sou Kim Namjoon, e também o RM do BTS. Sou um idol, e sou um artista de uma cidadezinha da Coreia. Como a maioria das pessoas, cometi muitos e muitos erros na minha vida. Tenho vários defeitos, e muitos outros medos, mas me aceitarei tanto quanto puder e estou começando a amar a mim mesmo gradualmente, de pouquinho em pouquinho.
Como você se chama? Fale. Muito obrigado."
- tradução minha
Em novembro passado, o BTS lançou a campanha LOVE MYSELF com a UNICEF, construída na nossa crença de que o amor verdadeiro começa primeiro com amar a mim mesmo. Temos estado em parceria com o Programa da UNICEF Para O Fim da Violência para proteger crianças e jovens ao redor do mundo da violência. E nossos fãs se tornaram uma parte maioritária desta campanha com sua ação e com seu entusiasmo. Nós temos mesmo os melhores fãs do mundo. E eu gostaria de começar falando sobre mim mesmo.
Eu nasci em Ilsan, uma cidade próxima a Seul, Coreia do Sul. É um lugar muito bonito com um lago, colinas, e até mesmo um festival anual das flores. Passei uma infância muito feliz lá, e era apenas um menino comum.
Eu costumava olhar para o céu noturno e me perguntar, e costumava sonhar os sonhos de um menino. Costumava imaginar que era um super-herói que poderia salvar o mundo. E na introdução de um dos nossos primeiros álbuns, há um verso que diz 'Meu coração parou quando eu tinha talvez nove ou dez anos'. Olhando para trás, acho que foi quando comecei a me preocupar com o que as outras pessoas pensavam de mim e comecei a me enxergar através dos olhos delas.
Eu parei de olhar para os céus noturnos, as estrelas. Parei de devanear. Em vez disso, eu apenas tentei me encaixar nos moldes que outras pessoas fizeram. Logo, comecei a calar minha própria voz e comecei a ouvir as vozes dos outros. Ninguém chamou pelo meu nome, nem eu. Meu coração parou e meus olhos se fecharam. Então, assim, eu, nós, todos nós, perdemos nossos nomes. Nos tornamos como fantasmas.
Mas eu tinha uma sensibilidade, e era a música.
Havia uma vozinha dentro de mim que dizia 'Acorde, cara, e escute a si mesmo'. Mas eu levei muito tempo para ouvir a música chamar pelo meu verdadeiro nome. Até mesmo depois de tomar a decisão de me juntar ao BTS, houveram muitos obstáculos. Alguns podem não acreditar, mas a maioria das pessoas achava que éramos incompetentes. E, às vezes, eu quis apenas ir embora.
Mas acho que fui muito sortudo por não desistir de tudo. E tenho certeza de que eu, e nós, continuaremos tropeçando e caindo assim.
O BTS se tornou artistas performando naqueles estádios enormes e vendendo milhões de álbuns agora, mas ainda sou um cara comum de 24 anos. Se há alguma coisa que eu tenha conquistado, isso só foi possível porque tenho meus companheiros do BTS bem ao meu lado e por causa do amor e apoio que nossos fãs do mundo inteiro têm por nós.
E talvez eu cometi um erro ontem, mas o meu eu de ontem ainda sou eu. Hoje eu sou quem sou, com todos os meus defeitos e meus erros. Amanhã, pode ser que eu seja um tantinho mais sábio, e este também será eu. Esses defeitos e erros são o que sou, formando as estrelas mais brilhantes na constelação da minha vida. Passei a amar a mim mesmo por quem eu sou, por quem eu fui, e por quem eu espero me tornar.
Eu gostaria de dizer uma última coisa.
Depois de lançar os nossos álbuns LOVE YOURSELF e a campanha LOVE MYSELF, começamos a ouvir notáveis histórias de nossos fãs do mundo todo de como a nossa mensagem os ajudou a superar suas dificuldades na vida e a começarem a se amar. Essas histórias nos lembram constantemente da nossa responsabilidade. Então, vamos todos dar mais um passo.
Nós aprendemos a amar a nós mesmos, então agora eu os exorto a falar. Eu gostaria de perguntar a todos vocês, 'Como você se chama? O que te empolga e faz seu coração bater?'. Conte-me sua história; eu quero ouvir sua voz e quero ouvir sua convicção. Não importa quem você é, de onde você seja, a cor da sua pele, sua identidade de gênero, apenas fale. Encontre seu nome e sua voz ao falar.
Eu sou Kim Namjoon, e também o RM do BTS. Sou um idol, e sou um artista de uma cidadezinha da Coreia. Como a maioria das pessoas, cometi muitos e muitos erros na minha vida. Tenho vários defeitos, e muitos outros medos, mas me aceitarei tanto quanto puder e estou começando a amar a mim mesmo gradualmente, de pouquinho em pouquinho.
Como você se chama? Fale. Muito obrigado."
- tradução minha
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
As verdadeiras cores
Meu coração literalmente se aquece quando eu noto que a primavera está se aproximando, mesmo que eu só raramente saia de casa.
É só quando agosto está terminando e setembro vem que eu me lembro que esta cidade está cheia de ipês espalhados pelas ruas. Porque durante metade do ano eles estão despidos e parecem as árvores que a gente vê nos filmes de terror, já que elas ficam sem folhas ou flores para deixar a luz passar durante o inverno.
Só me lembro do que elas realmente são uma vez que as vejo desabrochar. Com certeza como prova de que, apesar da nudez dos galhos, a vida ainda está pulsando, mesmo que adormecida. E é amarela, rosa, vermelha, roxa, branca, com duas cores...
Preciso mesmo olhar mais à minha volta e também para o céu; principalmente agora que há de ficar mais azul. E talvez guardar comigo o tecido das flores... Apesar de tudo o que no fundo ainda sangrará sem ser curado totalmente.
19/09/2018
É só quando agosto está terminando e setembro vem que eu me lembro que esta cidade está cheia de ipês espalhados pelas ruas. Porque durante metade do ano eles estão despidos e parecem as árvores que a gente vê nos filmes de terror, já que elas ficam sem folhas ou flores para deixar a luz passar durante o inverno.
Só me lembro do que elas realmente são uma vez que as vejo desabrochar. Com certeza como prova de que, apesar da nudez dos galhos, a vida ainda está pulsando, mesmo que adormecida. E é amarela, rosa, vermelha, roxa, branca, com duas cores...
Preciso mesmo olhar mais à minha volta e também para o céu; principalmente agora que há de ficar mais azul. E talvez guardar comigo o tecido das flores... Apesar de tudo o que no fundo ainda sangrará sem ser curado totalmente.
19/09/2018
terça-feira, 18 de setembro de 2018
August 2nd
The time when I came
whispers an echo in the air
to feed the flame
and remind me I'm still there.
If I listen really close,
I hear it say "hey, little rose -
only this month and a few more days
and the cold is gone,
just hang on,
still ablaze..."
18/09/2018
whispers an echo in the air
to feed the flame
and remind me I'm still there.
If I listen really close,
I hear it say "hey, little rose -
only this month and a few more days
and the cold is gone,
just hang on,
still ablaze..."
18/09/2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Resto
Às vezes a solidão
faz isso;
te deixa sem memórias,
sem histórias para contar.
E a pergunta que resta
depois do sumiço
e da compreensão
é quem no fim vai ficar.
Nem tudo é feito para durar,
mas não quer dizer que não doa
ter que terminar o serviço
porque foi grande a viração...
Que já não passa de lembrança boa.
17/08/2018
faz isso;
te deixa sem memórias,
sem histórias para contar.
E a pergunta que resta
depois do sumiço
e da compreensão
é quem no fim vai ficar.
Nem tudo é feito para durar,
mas não quer dizer que não doa
ter que terminar o serviço
porque foi grande a viração...
Que já não passa de lembrança boa.
17/08/2018
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Incognito
I love how the queen
you always talk about
could either be me...
Or everyone,
even anyone
and no one
but a she...
And that's all your fault,
spread out under the sun,
as clean as any sin...
08/09/2018
you always talk about
could either be me...
Or everyone,
even anyone
and no one
but a she...
And that's all your fault,
spread out under the sun,
as clean as any sin...
08/09/2018
domingo, 9 de setembro de 2018
Scarring
I wonder if such is the wish
of the flesh and soul of ours -
never forgotten, instead, engraved
even if it sounds selfish
to crave a path to be paved
into forever or a matter of hours.
The gentler you are,
the more you'll remain.
It's quite easy to raise the bar
and leave a beautiful stain.
The right way is an echo
of a sly boy like the ocean
and the power of a wave
at a motion -
even unheard, it doesn't go,
never learned how to behave.
For even if the mouth is silent,
the surface still sings
when no one is looking for repent
that no prayer ever brings.
08/09/2018
of the flesh and soul of ours -
never forgotten, instead, engraved
even if it sounds selfish
to crave a path to be paved
into forever or a matter of hours.
The gentler you are,
the more you'll remain.
It's quite easy to raise the bar
and leave a beautiful stain.
The right way is an echo
of a sly boy like the ocean
and the power of a wave
at a motion -
even unheard, it doesn't go,
never learned how to behave.
For even if the mouth is silent,
the surface still sings
when no one is looking for repent
that no prayer ever brings.
08/09/2018
sábado, 8 de setembro de 2018
Flora
Teu olhar puxou o meu
e tua voz me derreteu
em verso
e espera,
como quando peço
pela primavera
que nunca dura o bastante
para ser segurada nas palmas
como o mais precioso que amas
e desliza fácil
(sabemos de onde),
até que, não importa o que se esconde,
pois estará sob os olhos da musa.
08/09/2018
e tua voz me derreteu
em verso
e espera,
como quando peço
pela primavera
que nunca dura o bastante
para ser segurada nas palmas
como o mais precioso que amas
e desliza fácil
(sabemos de onde),
até que, não importa o que se esconde,
pois estará sob os olhos da musa.
08/09/2018
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Omnia
O som da chuva lá fora
parece o da tua saliva.
É só o que importa agora;
é a única coisa da vida.
02/09/2018
parece o da tua saliva.
É só o que importa agora;
é a única coisa da vida.
02/09/2018
domingo, 2 de setembro de 2018
Confissão
Essas mãos
macias,
meladas,
esguias,
delicadas
entre os vãos
Da boca
que se abria
na minha para dizer
que me queria
e pagava para ver
não é coisa pouca.
02/09/2018
macias,
meladas,
esguias,
delicadas
entre os vãos
Da boca
que se abria
na minha para dizer
que me queria
e pagava para ver
não é coisa pouca.
02/09/2018
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