quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Sublime

Pela palma da mão
que o destino decreta
como serenata
o amor que mal se notava
na palavra não dita
agora grita
e faz chorar de alegria
em bacia,
chuva e escuridão
e mostra sua mais fina obra
digna de se louvar
num pedaço de pão
de dia que renasce e sobra.
 
28/01/2026 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Cifra II

Talvez
por uma letra
conheci mais de ti
sem mesquinharia
depois de anos de ausência
do que se ainda estivesses aqui,
e aquela porta
se abrisse outra vez
e eu voltasse a ser criança
na casa tua e também minha.
 
18/01/2026  

domingo, 18 de janeiro de 2026

Cifra I

Aqui está ele...
 
Na mão que te afaga
o rosto,
o pescoço,
a boca,
os cabelos.
 
Nos olhos que choram
e na voz que respira
para que me olhes,
para que fiques,
mesmo no instante mais próximo.
 
No corpo que se aquece
e enfim relaxa
quando entre teus braços -
na saudade,
no desejo
e na ânsia
dos beijos.
 
No medo
que o mal te toque,
que o escuro
te tire a paz,
que o destino
te evapore.
 
Na pele que se despe
ainda que apenas
para estar junto da tua
ou para, por um momento,
te pertencer
e buscar o que quer.
 
Aí está o meu amor.
 
Tu tens olhos... Tu o vês?
Tu tens corpo... Tu o sentes?
 
18/01/2026 

Ser diferente é nomal, mas ah, como dói...

 Dói cada vez mais se dar conta de que aquela sensação repentina de infância de “preciso ir embora daqui” não era ilusão de uma criança com ...