A gente toca
e sente seda
que vira ouro,
cheira como couro.
Põe na boca
e prova vinho
de ferida
de meio de pena
e espinho.
Quando menos se espera
chega a hora,
se aproxima a primavera
como uma quimera.
A cena linda
e doída
termina
tão fina
pagando na mesma moeda
e de asa bem aberta
ele vai embora.
4 de março de 2020
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Entre o céu e o chão, entre o claro e o breu, entre o sim e o não, eu.
ResponderExcluirGK
E entre tudo isso, o que aconteceu.
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