quinta-feira, 30 de abril de 2020

quarta-feira, 29 de abril de 2020

terça-feira, 28 de abril de 2020

Do amor nas pequenas grandes coisas

Uma das coisas mais bonitas que percebi de uns anos para cá não é só que não faz sentido não fazer o que se ama, mas que tudo é melhor quando se ama o que se faz e quando conseguimos nos conectar com pessoas da mesma área que têm tanta paixão por aquilo quanto a gente. E sempre chega uma hora em que recebemos nossos chamados e precisamos respeitá-los porque são eles que nos trazem de volta para nós. Foi o que aconteceu comigo e com a arte em geral, a poesia e a escrita. De muitas maneiras isso me salvou e continua salvando.

Pode demorar pra que a gente se dê conta da dimensão disso, mas é tão bonito e facilita tanto… E nos induz a prosseguir com cada vez mais vontade a cada trabalho executado para que a gente evolua tanto quanto a nossa arte ou o que quer que façamos.

Até nas cartas do tarô isso se aplica. Mesmo quando apresentam os mesmos arquétipos, cada baralho possui uma energia porque foi feito com uma intenção diferente. A arte nos toca de maneira particular por causa da intenção de quem fez e da percepção de quem recebe, mas o impacto sempre existe.

20/04/2020

- adaptado de um comentário a este post.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

06/02/2020

Para com algumas coisas,
somos nós
os que as fazemos
maiores do que elas são
e as deixamos 
nos chatear...
Porém, entre elas,
se olhamos com atenção
suficiente...
Há uma razão
para ficar triste e
a moldura menor mascara
a imagem maior.

domingo, 26 de abril de 2020

Fazer o quê?

É no crescer
e ver
pra valer
o florescer
que descubro o ser
e querer
mulher.

22/04/2020

sábado, 25 de abril de 2020

Identidade

Mesmo com boas intenções, as pessoas podem dizer que não existe valor nos nossos sonhos, que eles nunca fazem sentido; seja de forma mais óbvia ou disfarçada. Elas tentam dizer que a maneira deles de viver é a única que dá certo e acabam nos moldando em algo que retrata mais aquilo que esperam de nós do que respeito absoluto pelos nossos interesses e habilidades. Tentam nos colocar em rótulos que não condizem com nossas ambições, principalmente quando tais objetivos ultrapassam a rotulação - independentemente dos sacrifícios que façamos por eles. Não nos dão espaço de tentar e falhar de modo geral. E isso nos faz perder a perspectiva em quem somos e no amanhã... Mas o futuro se faz quando a juventude não desiste do seu presente. É primeiramente o sonho e o trabalho que nos levam onde queremos, bem como o orgulho de onde viemos.

Essa juventude vai crescendo e descobrindo que a vida adulta não é fácil. Que o mundo lá fora exige muito de nós, muitas vezes nos cobra por atitudes e mentalidades que não podemos dar ainda. Somos obrigados a olhar para as tentações e perigos e a admitir que nossas vidas não são a perfeição que gostamos de demonstrar ou que pensamos que existe por causa das nossas barreiras psicológicas e físicas. Que não somos invencíveis, que sentimos medo, erramos para conosco mesmos e para com os outros e que muito pouco está realmente no nosso controle. Porém nos resta descobrir o que está; onde podemos endireitar as arestas e começar a crescer de verdade tanto como indivíduos quanto seres pertencentes a um coletivo com certas diferenças e ao mesmo tempo com problemas similares. Que devemos ser gratos pelas oportunidades e orgulhosos das tentativas de construirmos quem somos.

Vamos nos conhecendo, interagindo com o que está a nossa volta e, para tentar fazer com que essas interações funcionem, escolhemos (ou não exatamente) demonstrar apenas aquilo que consideramos a nossa melhor faceta, o que a certo ponto é normal e um tanto automático. O problema começa quando percebemos que estamos escondendo partes de nós dessas pessoas que amamos porque olhar para tais aspectos nos dá raiva e assusta muito. O que nos induz a questionar a verdade e solidez da nossa personalidade e das nossas relações; por mais que os sentimentos existam, tais como amor e carinho, eles não bastam, muito menos quando não somos abertos e genuínos com os outros. Pode nos fazer sentir cada vez menos dignos de afeto e aumentar a sensação de abandono, solidão e prisão... Até o momento em que nos perdoamos e aprendemos aos poucos a amar nós mesmos tanto quanto ao próximo. A lembrar da importância da entrega àquilo que amamos, ainda que isso traga responsabilidades das quais não nos achamos dignos, e das nossas qualidades. Que mais do que depender do outro para nos salvarmos da escuridão, precisamos ajudar a nós mesmos.

Com isso em mente, se inicia a saga para definir quem somos, enquanto levamos todas os nossos lados em conta. Aqueles determinados pelo ambiente e principalmente por nossas escolhas/ambições e suas consequências. Porque para que o processo de amar e pertencer a si mesmo e ao mundo se solidifique, precisamos nos mostrar, abraçar e ser honestos. Olhar para trás com carinho e gratidão para com aqueles que caminham junto conosco, nos apoiam e orientam, pensar sempre e sempre em melhorar como pessoas e naquilo que fazemos. Ter orgulho das nossas habilidades e dos nossos esforços para chegar onde estamos e da sinceridade dos nossos objetivos. Não esquecer que certas coisas dizem mais sobre os outros do que sobre nós, mesmo que às vezes ainda machuquem, e da noção de respeito pelo outro, por si e pelo que se faz; bem como da pureza dentro de nós mesmos diante do que apavora. Do conjunto da obra e dos pequenos detalhes. Da nossa força e da força das nossas palavras. Que certas coisas assustam menos quando temos gente boa do nosso lado. Que segundas chances valem a pena de vez em quando.

21/04/2020

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Isolation

I always say
I don't often lose track of time,
but lately, upon thought,
that's a lie -
in a way,
I think I did.

Because funnily
enough,
as much as I know
the hours and months and seasons pass,
for me, it has been seeming to go by
incredibly slowly
but also so, so fast.

I count every day
correctly
but feel as if last
Sunday
was yesterday,
no wonder this feels wrong
and that I don't really belong.

19/04/2020

quinta-feira, 23 de abril de 2020

19/04/2020

Acho que no fim das contas as pessoas
não se importam
com as intenções por trás
dos gestos generosos
porque a presença
da necessidade
não dá tempo para isso.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Fatalidade II

Tanto faz o critério
de cabeça e coração
para variar a nota
final
da canção.
Ora sério,
ora animal,
até brincalhão
ou jogado a esmo,
o resultado
é sempre o mesmo
e letal -
sentido embotado,
mas não faz mal...

14/04/2020

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Conjunto

Ah, rapaz...

Não sei se tua boca
ou como mastigas
tuas palavras
ora tristes, mas sempre belas
antes de dizê-las
e do som que as toca,
que as torna minhas amigas.

Não sei se tuas mãos
ou o que fazes
de tão lindo com elas
sem que tenham de pertencer a cristãos
ou pagãos
e sim talvez aos capatazes
das quietas estrelas.

Não sei se teus braços
ou os acasos
que causam os abraços
que, abertos
a seus lados,
respondem ao caos.

13/04/2020

domingo, 19 de abril de 2020

Commandment

I may be brute
and blind
and narrow
but it was I that was open
like a fruit to be eaten
to the marrow
today much more
than yore,
even,
so you don't need to remind
me, I know I try to be wise,
except maybe keeping me
under your eyes
and hands and the rest, always so kind...

11/04/2020

sábado, 18 de abril de 2020

To know all of it

It might not be fair
but it's a wish of mine
to become the flow of time,
cyclical -
it is men who are cynical,
I just want to be everything, every time and everyone
to be sat next
and hear speak
trying to be better
like the giant web
in every letter
from one queen to another,
a mother to a son
and what was done
between a last goddess
and an emperor,
but I digress.

10/04/2020

sexta-feira, 17 de abril de 2020

On the ways Andrew comes from Eden

I was just talking and thinking about this fantastic song and the versions of it we know have been played since its release and I guess I came to a few conclusions...

As much as I prefer the original version I think the slow ballad version of From Eden suits a scenario where the devil is trying to seduce you by making you forget he's the devil despite saying "I slithered here from Eden".

And also in this more common ballad version Andrew subdues the lyrics saying "tie to a tree" and not "hang from a tree" so I think it adds to that vibe, I think. That the devil wants you to think he's better than he is... like he once was. Whereas in the original version he's reminiscing how good and pure he was upon looking at you but he entices you to pay attention to your dark side so as to join him.

I know why Andrew modifies the lyrics now (it's intentional to ease the deadly vibe of the song) but thinking about it that's the vibe I get. Before he sang at a cemetery and started to modify the words he has sung it as a ballad but with the original lines. It's interesting to think how the change of words changes the intention behind the whole piece, at least to my ears.

08/04/2020

- post original aqui.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Turning point

Who would have thought
that in an innocent day
of May
and glory of spring
on one side
would have brought
a man made and returned
from a love that must have burned
and now is under the frozen lake
maybe with his life at stake
coming from the bottom and the back
like a rich meal
only to steal
all
in my fall -
whatever might have been left
with nowhere to hide...

05/04/2020

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Bloody drama

Be a good lad
and don't be mad
but take as honor
to have slept
upon the stain
of a mattress
that has seen war and pain
of body and heart
turned into respect and art
but never a banner -
spare me the scorn
to all these children that could've been born.
Look at the mark
of this past
that in a way will forever last,
all those times I've died
to then come back as a spark
and remember its mistress.

04/04/2020

terça-feira, 14 de abril de 2020

Sublimação

Está sentindo essa textura
sem frescura,
já me viu padecer disso sem cura
mas que me faz tão mais pura?

É coisa de mulher.

Provou desse mel
que às vezes mesmo escorre
depois que a colmeia morre
por querer?

Pois bem, sou eu.

02/04/2020

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Broken bonds

I'm fair
and do not lie -
the urge may be full
but I only dare
to pull out, off and back
the things that tie
one's hair,
daily bread,
the words they have said
and around their neck.

03/04/2020

domingo, 12 de abril de 2020

Anima

Like a man I know,
perhaps by mere chance
my hand would trace
and feel a beautiful warmth
in such a lovely place
it made noble sense
when I was told
that likely from times older than old
the home and the path
in the quest
for one's soul
lies in between and upon one's breast.

31/03/2020

sábado, 11 de abril de 2020

Observância

Está para nascer
o dia em que não fico besta
com rosado
e calado
branco
narciso
de flanco
deitado
no lago liso
como casaco de veludo
sobre renda
que se prenda
em porta
e seja na fresta
toda uma glória
para se viver.

29/03/2020

Pode levar tudo, menos o meu direito de sentir

Me deixa chorar pelo que eu perdi e pelo que eu posso perder. Me deixa não me arrepender de absolutamente tudo o que digo. Me deixa escolher...