segunda-feira, 20 de abril de 2020

Conjunto

Ah, rapaz...

Não sei se tua boca
ou como mastigas
tuas palavras
ora tristes, mas sempre belas
antes de dizê-las
e do som que as toca,
que as torna minhas amigas.

Não sei se tuas mãos
ou o que fazes
de tão lindo com elas
sem que tenham de pertencer a cristãos
ou pagãos
e sim talvez aos capatazes
das quietas estrelas.

Não sei se teus braços
ou os acasos
que causam os abraços
que, abertos
a seus lados,
respondem ao caos.

13/04/2020

2 comentários:

Obrigada pelo feedback!

Quem é importante nunca morre e sim permanece no inesperado

 Me incluo entre aqueles que acham que as pessoas que mais amamos permanecem conosco de alguma forma depois da morte. Que alguém só desapare...