sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Eu e a depressão
O que antes parecia apenas apenas uma palavra de impacto e cujas dimensões eu podia apenas imaginar, um dia se tornou realidade para mim. O que de certa forma não me surpreendeu.
Por mais medo que eu tivesse de perceber que ela tinha chegado e de admitir isso a mim mesma, notei que a tal depressão podia ser invisível, mas tão sólida e pesada quanto uma parede de tijolos.
O mais peculiar é que o buraco negro no qual a depressão me meteu - ao mesmo tempo em que me engoliu e desesperou - ajudou-me a compreender partes de mim mesma de forma quase absoluta e aos poucos aprender a abraçá-las.
Foi vivendo a depressão que entendi que ela é uma mão delicada, sorrateira e morna que aos poucos esmaga o coração e o espírito de quem atinge com um aperto frio e forte o suficiente para que a tristeza se torne um simples e grande vazio que te tira do controle de si mesmo e alimenta seus hábitos mais destrutivos.
Um vazio que dói e tira a esperança.
Foi quando a depressão chegou na minha vida que eu compreendi o quanto é difícil e o quanto qualquer conselho de quem não viveu o mesmo parece não ter nenhum significado, por mais bem intencionado, a menos que aja ação concreta na ajuda. E que tal ajuda deve ser aceita.
Percebi que ela possui muitas faces e disfarces, até o momento em que revela quem realmente é. A depressão conta mentiras, usa nomes falsos e se aproveita das nossas fraquezas.
O que nos resta, por mais complicado que seja, é ter coragem de olhá-la nos olhos e vê-la pelo que é de verdade. Seu rosto varia, mas é igualmente feio em todas as visões. Não é bela, graciosa e bucólica como muitos pensam.
A depressão precisa ser enfrentada a todo momento, com todo recurso possível, para que não nos tire a esperança, alegria, amor-próprio e a paixão pelas coisas. Que não nos impeça de nos sentirmos vivos.
Por mais medo que eu tivesse de perceber que ela tinha chegado e de admitir isso a mim mesma, notei que a tal depressão podia ser invisível, mas tão sólida e pesada quanto uma parede de tijolos.
O mais peculiar é que o buraco negro no qual a depressão me meteu - ao mesmo tempo em que me engoliu e desesperou - ajudou-me a compreender partes de mim mesma de forma quase absoluta e aos poucos aprender a abraçá-las.
Foi vivendo a depressão que entendi que ela é uma mão delicada, sorrateira e morna que aos poucos esmaga o coração e o espírito de quem atinge com um aperto frio e forte o suficiente para que a tristeza se torne um simples e grande vazio que te tira do controle de si mesmo e alimenta seus hábitos mais destrutivos.
Um vazio que dói e tira a esperança.
Foi quando a depressão chegou na minha vida que eu compreendi o quanto é difícil e o quanto qualquer conselho de quem não viveu o mesmo parece não ter nenhum significado, por mais bem intencionado, a menos que aja ação concreta na ajuda. E que tal ajuda deve ser aceita.
Percebi que ela possui muitas faces e disfarces, até o momento em que revela quem realmente é. A depressão conta mentiras, usa nomes falsos e se aproveita das nossas fraquezas.
O que nos resta, por mais complicado que seja, é ter coragem de olhá-la nos olhos e vê-la pelo que é de verdade. Seu rosto varia, mas é igualmente feio em todas as visões. Não é bela, graciosa e bucólica como muitos pensam.
A depressão precisa ser enfrentada a todo momento, com todo recurso possível, para que não nos tire a esperança, alegria, amor-próprio e a paixão pelas coisas. Que não nos impeça de nos sentirmos vivos.
domingo, 25 de outubro de 2015
sábado, 24 de outubro de 2015
domingo, 4 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
20/02/2012
Já não me preocupo mais e nem pensei em vingança. Porque tudo o que se faz é recebido de volta. É a lei da física e da vida.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
04/10/2014
E os pensamentos dela estavam espalhados por todo lugar, marcados a tinta como tatuagens pequenas e grandes, que revelam suas várias faces ao longo do tempo.
domingo, 27 de setembro de 2015
28/02/2012
Depois da tua covardia e do tempo que se passou, é estranho saber que tu estás tão perto, que posso sentir teu calor e teu cheiro que ainda mexe comigo. É estranho ter olhado nos teus olhos, que eu costumava gostar tanto, e saber que neles já não existem as coisas que eu via. Ainda não sei o que sinto direito, mas tu podes ter certeza de que não estou chorando pelos cantos.
sábado, 26 de setembro de 2015
30/01/2012
As leoas são as rainhas
da selva, e não
à toa.
Elas ficam com todo
o trabalho. Caçam, criam
os filhotes.
Mas até a mais forte e
destemida das felinas tem
momentos em
que mais parece uma
gatinha assustada e
com medo,
precisando de um colo, um
carinho. Eu sou uma delas.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
30/01/2012
Não me culpo mais
por sentir o
que quer que seja.
Sentir com intensidade prova
que sou um ser humano, mesmo
que alguns
não se importem com isso.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
30/01/2012
Um dia eu vou saber
quem é que "merece"
o meu amor,
quem me faça feliz
de verdade. Você
também vai
sentir se ele (a) for
a pessoa certa.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Guria, ponha uma coisa na cabeça
Se tu tens pelo menos um amigo sincero, que haja como um homem de verdade, que te faça se sentir única e especial só de estar contigo, com quem tu te sintas protegida, que se importe com aquilo que tu sentes, que esteja ao teu lado quando tu mais precisas; aquele que, quando pega tua mão, afasta tudo o que há de ruim e te faz elogios lindos quando tu menos esperas.
Aquele que encontre uma flor no caminho e se lembre de ti e te deseje bons sonhos todas as noites, antes de dormir. Aquele que sente saudade de ti e aproveita cada segundo ao teu lado, que confia em ti e te faz sentir da mesma forma; que quer te cuidar e te ver feliz. Aquele em cujo abraço tu te sentes acolhida, segura e completa como nunca antes, como se fosse teu anjo da guarda...
Então levante as mãos para o céu, minha cara, porque homens assim são muito raros. Se é o teu caso, com um amigo assim, tu não precisas de um namorado. Pelo menos, não por enquanto.
02/02/2012
Aquele que encontre uma flor no caminho e se lembre de ti e te deseje bons sonhos todas as noites, antes de dormir. Aquele que sente saudade de ti e aproveita cada segundo ao teu lado, que confia em ti e te faz sentir da mesma forma; que quer te cuidar e te ver feliz. Aquele em cujo abraço tu te sentes acolhida, segura e completa como nunca antes, como se fosse teu anjo da guarda...
Então levante as mãos para o céu, minha cara, porque homens assim são muito raros. Se é o teu caso, com um amigo assim, tu não precisas de um namorado. Pelo menos, não por enquanto.
02/02/2012
domingo, 20 de setembro de 2015
28/12/2011
Muitas vezes, para
conseguir começar uma
mudança
dentro de nós,
temos que
começar por fora
primeiro.
sábado, 19 de setembro de 2015
Minha vida não se limita à minha dor
De certa forma eu me sinto, sim, vazia, por causa das circunstâncias e da depressão. É isso que ela faz com as pessoas. Mas é tão triste não ter nada, não sentir nada... Eu costumo dizer para mim mesma que procuro alguma coisa que faça com que eu me sinta viva de verdade. Talvez essas coisas já existam, mas eu ainda não as enxergue.
Talvez elas sejam tudo de bom que ainda existe dentro de mim, embora ultimamente não esteja lhes dando o valor que merecem. Sei que eu não seria humana, uma pessoa completa, se não houvesse a dor, a tristeza, o medo, as falhas. Mas de vez em quando eu me esqueço de que existe mais que isso, assim como existe um mundo inteiro por trás da porta da minha casa.
Existem as minhas memórias, os meus desejos... Memórias que acho que não quero mais encarar só como partes do meu passado, mas também de quem sou no presente. Talvez, por muitas dessas memórias serem tão boas, eu seja tão ligada a um tempo que há muito se passou. De certa forma, a tenra idade e falta de consciência tornava as coisas mais fáceis, por assim dizer, pois elas não eram tão abstratas.
A minha infância, já longínqua, mas ainda presente. Infância que considero que foi tranquila. Saber das minhas limitações e, naquela época, ainda não entender certas coisas como a diferença entre o preconceito, a pena e a simples ignorância de uma criança ou mesmo de um adulto, e ainda assim aproveitá-la, e brincar como qualquer um o faria, percebendo as diferenças entre as pessoas. Usar minha condição como uma ferramenta mais literal que me permita me colocar no lugar dos outros e combater meus próprios receios.
Também as minhas virtudes e capacidades... Minha lealdade, inteligência, generosidade, empatia. Minha habilidade de prestar atenção nos detalhes e valorizá-los. A minha curiosidade. A minha vontade de viver mais devagar, com menos expectativa, e de fazer os outros sorrirem. Como eu não me esqueço do lado bom, mesmo daquilo que é ruim ou que não existe mais.
Talvez elas sejam tudo de bom que ainda existe dentro de mim, embora ultimamente não esteja lhes dando o valor que merecem. Sei que eu não seria humana, uma pessoa completa, se não houvesse a dor, a tristeza, o medo, as falhas. Mas de vez em quando eu me esqueço de que existe mais que isso, assim como existe um mundo inteiro por trás da porta da minha casa.
Existem as minhas memórias, os meus desejos... Memórias que acho que não quero mais encarar só como partes do meu passado, mas também de quem sou no presente. Talvez, por muitas dessas memórias serem tão boas, eu seja tão ligada a um tempo que há muito se passou. De certa forma, a tenra idade e falta de consciência tornava as coisas mais fáceis, por assim dizer, pois elas não eram tão abstratas.
A minha infância, já longínqua, mas ainda presente. Infância que considero que foi tranquila. Saber das minhas limitações e, naquela época, ainda não entender certas coisas como a diferença entre o preconceito, a pena e a simples ignorância de uma criança ou mesmo de um adulto, e ainda assim aproveitá-la, e brincar como qualquer um o faria, percebendo as diferenças entre as pessoas. Usar minha condição como uma ferramenta mais literal que me permita me colocar no lugar dos outros e combater meus próprios receios.
Também as minhas virtudes e capacidades... Minha lealdade, inteligência, generosidade, empatia. Minha habilidade de prestar atenção nos detalhes e valorizá-los. A minha curiosidade. A minha vontade de viver mais devagar, com menos expectativa, e de fazer os outros sorrirem. Como eu não me esqueço do lado bom, mesmo daquilo que é ruim ou que não existe mais.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
(In)completa busca
Há de chegar
o dia em
que a dor
acabará, por fim.
Em que eu
não mais sentirei
todo esse ódio,
vazio e frustração.
Eu terei coisas
felizes e revigorantes
para te contar,
da nova vida.
Da vida que
será tão minha,
mesmo que jamais
seja sempre rosas.
O dia em
que me sentirei
viva, livre, útil
e sorrirei mais.
Em que dividiremos
as pequenas coisas
que nos fazem
ainda mais felizes.
o dia em
que a dor
acabará, por fim.
Em que eu
não mais sentirei
todo esse ódio,
vazio e frustração.
Eu terei coisas
felizes e revigorantes
para te contar,
da nova vida.
Da vida que
será tão minha,
mesmo que jamais
seja sempre rosas.
O dia em
que me sentirei
viva, livre, útil
e sorrirei mais.
Em que dividiremos
as pequenas coisas
que nos fazem
ainda mais felizes.
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