Já não temo mais nada
a não ser, talvez, a lei
que em minha alma forjei
escrita a fogo sobre pedra lavrada.
Porque nunca precisei de um deus
vindo do fim para punir
ou aprovar o meu agir,
chegada a hora do adeus.
Se o que me faz mais humana
em terra e céu é pecado,
deixo de ser um ser sagrado
em tudo o que ele emana?
Fosse eu mesmo adorada filha
cria do amor mais incondicional,
talvez a conduta normal
seria a morte da eterna bastilha.
Quisesse ele que eu amasse a todos
ao modo com que amo a mim,
não apontaria o dedo assim
quando levo a sério tais conceitos.
E me receberia de braços abertos
não importando o que passou
porque há diferença entre o bom
e o que é certo.
O meu céu e o inferno
estão aqui nesta terra
enquanto viver for uma guerra
entre a culpa e o perdão interno.
24/11/2017
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Sou mesmo uma boa pessoa ou é assim que eu quero que me enxerguem?
Eu me importo mesmo com o sofrimento e a alegria dos outros? Sou movida mesmo pelas tristezas deles? Tenho interesse genuíno em fazer compan...
-
Muitas vezes, ficamos tanto tempo estagnados numa condição que a possibilidade de mudança é encarada com um misto de estranheza ...
-
Ainda em setembro me lembro de novembro e entendo a ele e ao nove. Queres que eu prove como debaixo de terra e pele é por ele e nele ...
-
Hoje olho para ti e penso que até certa primavera eu nem moça o era, mas mera menina de pouco senso do melhor para si. Tu, círculo de...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo feedback!