terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
Missal III ou Iluminatta
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
Rocha
domingo, 25 de fevereiro de 2024
Resting assured
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
Sem título
e nos palpitares temerosos,
eu te amei com eternidade.
essa que mora nas palavras que não se espera
por mais belas ou duras que sejam.
Essa que mora na doçura repetida
dos dias que passam
ora despercebidos,
ora enfeitados.
essa que se faz no medo da morte
do amor e do ser
por sobre uma relva distante.
essa mesma que ressurge
ave rubra acima da descrença
até que ela própria se esvaia.e
em recusa de um rosto qualquer.
Essa que fere até antes do que se imagina
e, não negando quem é,
nos perfura,
talvez cicatrize
e sempre marca.
domingo, 4 de fevereiro de 2024
Veritas serum
ou o fogo que deixou de queimar.
Foi o teu ego que mostrou
o preço que não podias pagar.
Foram teus pés, sempre um de cada lado
que justificaram meu medo
de mera ilusão, que desse tudo errado -
quem dera se fosse mais cedo.
Foi não caminhar até a porta do inferno
porque sim, o custo é muito caro
daquilo que mesmo nas mortes é céu eterno
como desejo, presente e fardo.
Foi o teu passado, a memória outra
arrependida, sempre por perto
o vento que fez tremer a obra
que ansiava não ser segredo.
Foi a tua alma aprendiz, de criança
que treme diante de qualquer pavor
e não se reconhece em valor e confiança
que facilmente se fez algoz deste amor.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
Desejos
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
terça-feira, 9 de janeiro de 2024
Restos
do amor
e da ferida dos versos
sou eu
resta o caminho que sempre fui
e a dor de ser caminho
e destino
pelas tuas mãos descrito -
pelos teus olhos visto
como que por detrás dos meus
mesmo na ausência da tua voz.
restam tuas pegadas
e eco de passos
na areia do meu tempo
vivido e sonhado
em dor, delírio, lágrima,
alegria, mágoa
sombra e luz.
o que resta das tuas boas noites
é tudo o que sempre é memória,
assim como
os teus destroços revirados
depois que o chão treme...
e eu.
o que resta
é a forma da minha mão
e o vagar do meu corpo
nas superfícies inalcançadas
mesa vazia depois de posta
a refeição
marcas que te ardem pele e alma
rei não coroado
por não suportar o peso do cetro
pés vacilantes de cada lado da fronteira
vaso precioso de marfim,
o item mais caro da tua prateleira
aí restamos eu e tu
e isso é o pouco de que ainda sei.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
08/01/2024
Se qualquer coisa
me tirar do lugar onde me colocam,
talvez eu não tenha
nenhum lugar ali.
- trecho do meu diário
quarta-feira, 27 de dezembro de 2023
Missal II
terça-feira, 26 de dezembro de 2023
Missal I
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
Nuances
que a fome se limita ao corpo,
o toque do teu peso
e o peso no teu toque
são o que me derrete
e rearranja.
Almas dispostas
que movem tuas mãos a abraçar um mundo desfeito
e a te colocares sob uma onda
erguida apenas para logo quebrar
sobre ti
e que talvez não produzisse som algum.
Mas que, no entanto,
preferiria rugir tão suavemente quanto possível
uma sinfonia aos teus ouvidos
depois de torna-se verso e gaita da tua boca
sem medo dos lugares,
carências
e trejeitos óbvios.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2023
domingo, 17 de dezembro de 2023
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
Interiores
segunda-feira, 11 de dezembro de 2023
Credo
Não sei te dizer no quê creio.
O tudo em que creio ao mesmo tempo é um nada
feito do tanto de que me deseja o seio
e a alma faminta, até desvairada.
Pois desta forma inconsistente e ampla
que se leva à beirada de uma cegueira
ou à vida concreta, simples e branda
a minha fé se faz, moça trigueira.
Talvez haja muito pouco de que duvido
e em muito me agrada a imagem
do que digo pertencer a mim.
Dentro da ingênua bobagem
o que mais me sussurram ao ouvido
é a felicidade reservada ao fim.
11/12/2023
sexta-feira, 8 de dezembro de 2023
07/12/2023
Sou mais velha e mais jovem
do que pareço.
O tempo em que vivo
me assusta,
mas faço o que posso
com o tempo que tenho.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2023
sexta-feira, 1 de dezembro de 2023
Vestígios
todas as estrelas que não vimos.
Dentro aqui não cederá tão logo
a fagulha de ti neste meu fogo.
Como não me fazer tão sensível
ao que mostraste ser possível
e luminoso como o pó de ouro
a ser guardado agora a outro?
Da parte que ainda pertença
ao que chamaste de destino
de rainha dourada e menino,
tua e da vida é a sentença.
De ambos me resta a saudade,
cruel culpa, medo e ferida.
Nos dois pulsam uma verdade
e tão lindas faces da vida...
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
High concepts
Pode levar tudo, menos o meu direito de sentir
Me deixa chorar pelo que eu perdi e pelo que eu posso perder. Me deixa não me arrepender de absolutamente tudo o que digo. Me deixa escolher...
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Muitas vezes, ficamos tanto tempo estagnados numa condição que a possibilidade de mudança é encarada com um misto de estranheza ...
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Hoje olho para ti e penso que até certa primavera eu nem moça o era, mas mera menina de pouco senso do melhor para si. Tu, círculo de...
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Não precisa se explicar, só não cala essa carícia no ar, queimadura doce de bala... Deixemos para depois os erros e acertos dos heróis...