Rouba-me meu teto,
comida, paz, dinheiro,
roupa e documento.
Mas, ladrão, eu peço!
Deixa-me inteiro,
aqui com meu alento.
Não tires de mim
a ânsia de fazer poesia;
contra terror escuro assim
só conheço uma anestesia.
domingo, 4 de dezembro de 2016
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