Vivo momentos históricos
e ao mesmo tempo, não.
Não porque sejam irrisórios
ou sem nenhuma ligação,
mas, dói dizer, parecem distantes aos olhos
e à mão.
Talvez porque lá fora
e aqui dentro
se viva mais de um tempo
e o que eu possa fazer agora
embora pareça muda
seja pedir,
me redimir
e oferecer ajuda.
E, por mais que só meus
e talvez mera retórica
em que me pus,
certos momentos de falha e glória
são tratados assim na minha memória,
com digna estatuária
que caída
permanece erguida
e que não é feita de pedra, metal, gesso ou fórmica.
24/06/2020
quinta-feira, 25 de junho de 2020
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