Eu fiz o que tu me pediste.
Te abri meu coração e mente
como uma mulher abre a blusa
sem medo de parecer obtusa
em tudo o que lhe faz diferente.
O que eu vi foi um dedo em riste.
Mostrando para toda a gente
que acha que sabe e abusa
em querer decifrar a musa:
o que interessa é a tangente.
Um jovem também sabe ser triste.
Consegue viver no rente
da sensação mais confusa
e pede por paz reclusa
para plantar nova semente.
Foi aí que tu sorriste.
Peguei-me te olhando de frente
alto nas botas de camurça
com tudo o que se tem e se usa
conquistado a unha e dente.
24/01/2018
sábado, 3 de fevereiro de 2018
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