Acho que sei do amor
talvez mais que bastante
para entender do esplendor
que sabe reinar pulsante.
Que insiste e aqui fica
como fera sorrateira
olhando de canto, pela beira
em fingimento de moça pudica.
E assim eu consigo lhe escrever
por memória do seu calor
apesar de hoje já não arder
na Pessoa deste fingidor.
30/12/2017
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