Meus pequenos pés
andam tão cansados,
como se tivessem
percorrido longas distâncias...
Pés que nunca
puderam andar sozinhos,
que nem sei
se ainda podem
aqui me sustentar...
Que parecem feridos
pelas pedras cruéis
de caminhos que
ainda sonham percorrer...
Será?
Às vezes doloridos
por algum passo
dado em falso,
dor da alma...
Castigados pelo frio
de cada inverno
que parece penetrar
em meu coração
e meus ossos...
Pés que preferem
abster-se de sapatos
para poderem sentir
que ainda estão vivos...
Será?
Talvez.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Quem é importante nunca morre e sim permanece no inesperado
Me incluo entre aqueles que acham que as pessoas que mais amamos permanecem conosco de alguma forma depois da morte. Que alguém só desapare...
-
Muitas vezes, ficamos tanto tempo estagnados numa condição que a possibilidade de mudança é encarada com um misto de estranheza ...
-
Como é que pode se sentir mais viva na hora da morte em ai e em ode enquanto escorre feito derrubada torre sem corte nem ferida? 09/12/202...
-
Não precisa se explicar, só não cala essa carícia no ar, queimadura doce de bala... Deixemos para depois os erros e acertos dos heróis...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo feedback!