- Mãe, eu sempre te vejo com esses sete livros de Harry Potter. Você gosta deles, não é? - perguntou um filho curioso.
- Gosto muito, meu filho. É uma história muito bonita, que poucas pessoas entendem de verdade. - respondeu a mãe com um grande sorriso.
- Pois é, muitas vezes já te vi lendo esses livros em voz alta quando você está triste.
- Sim. Porque o que há dentro destes livros, é um mundo muito bonito, que me faz esquecer minhas tristezas e as maldades desse mundo real. Quem dera se ele existisse de verdade. Mas pelo menos está no meu coração há muito tempo. Foi através deles que eu conheci a verdadeira magia.
- Nossa, que legal! Há quanto tempo você tem esses livros? - o menino senta-se no colo da mãe e corre os olhos pelas capas coloridas.
- Bastante tempo. Eu era uma criança como você, tinha 6 anos. - a mãe abraça o filho, e seus olhos brilham ao encontrar os livros; ela os folheia aleatoriamente. Eles estavam impecáveis, apesar do tempo.
- Faz bastante tempo, então. Você aprendeu alguma coisa? Você sempre me ensina que devo ser bom, guardar coisas bonitas no coração…
- Sim! Aprendi um monte de coisas, que tento te ensinar todos os dias, entre elas isso que você disse. Mas muitas outras coisas também, que percebi com o passar dos anos. - os olhos da mãe se enchem de lágrimas, mas elas não eram de tristeza, e sim de emoção e saudade.
- O que mais, mãezinha? Não chore… Não gosto de te ver assim.
- Não estou triste, estou emocionada de poder falar de tudo isso com você; significa muito pra mim. Mas por que você mesmo não descobre o resto? Posso te emprestar os livros.
- Sério? Que bom! Lê comigo, então? - o menino pegou o primeiro livro, muito ansioso.
- Com certeza. Vamos fazer isso juntos. Vou poder rever grandes amigos, e você vai conhecer pessoas muito especiais, que sempre fizeram parte da minha vida. Vou ter o prazer de te apresentar os verdadeiros valores da vida, a verdadeira magia, na minha segunda casa.
26 de junho de 2011
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Os dias continuam os mesmos e ainda assim tanto já mudou
Eu ainda moro na mesma cidade, na mesma casa, com os meus pais. Ainda não sei cozinhar. Não tive filhos, nunca me casei. Tenho dificuldade ...
-
Muitas vezes, ficamos tanto tempo estagnados numa condição que a possibilidade de mudança é encarada com um misto de estranheza ...
-
Ainda em setembro me lembro de novembro e entendo a ele e ao nove. Queres que eu prove como debaixo de terra e pele é por ele e nele ...
-
Hoje olho para ti e penso que até certa primavera eu nem moça o era, mas mera menina de pouco senso do melhor para si. Tu, círculo de...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo feedback!