Tive certeza
do vazio e descrença
da minha geração
quando a ouvi no quarto em escuridão
na voz de uma amiga de infância
que se pergunta o que hoje nos sobra
na discrepância
de lutar pelo que a vida cobra
e ao mesmo tempo sentir o vazio.
O vazio de dedos apontados
por causa de caminhos que não eram os esperados
mas não cabe a ninguém julgar
pois cada um tem o seu.
Na minha medida,
o sentimento também é meu,
mas eu nos olho e tenho orgulho.
Somos flor que cresce e cresceu em pedregulho,
no caos e na sua beleza.
Eu tenho toda a certeza
de que o amor e a verdade
estão mais perto do que a gente pensa;
não são causa assim tão perdida.
Quem foi embora virou memória,
mas, querida, estamos aqui agora!
09/04/2019
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