terça-feira, 6 de setembro de 2016

Verborragia

Deixe-me falar
do amor,
da raiva,
do simples,
do complicado.

Deixe-me falar
do sujo,
do limpo,
do bonito,
do feio.

Deixe-me falar
do interessante,
do entediante,
em metáforas,
ou curto e grosso.

Deixe-me falar
do que deu certo
ou errado,
da dor,
da alegria.

A mesma boca
que sussurra poesia
também sabe gritar palavrão;
nem a alma mais bravia
escapa da podridão.

"A boca fala
do que o coração
está cheio..."

O meu
vive cheio
de tudo.

Um comentário:

Obrigada pelo feedback!

Os dias continuam os mesmos e ainda assim tanto já mudou

 Eu ainda moro na mesma cidade, na mesma casa, com os meus pais. Ainda não sei cozinhar. Não tive filhos, nunca me casei. Tenho dificuldade ...