É estranha
a despedida,
mesmo quando
não é
um adeus.
Por isso
eu demoro
a partida,
pela tua
presença aqui...
Nem mesmo
meu corpo
quer deixar
a paz,
o conforto.
Tu te
foste embora
e levaste
teu calor,
tua mão.
Assim, o
frio voltou
a envolver
meu corpo,
meu coração...
E aqui
fiquei com
aquela falta,
querendo silêncio.
O silêncio
da intimidade
da nossa
parceira solidão;
de fora.
Que aos
poucos permite
que possamos
doar os
nossos ouvidos.
Mas é
um consolo
saber que
mesmo quando
há "barulho"
que parece
sem sentido,
tempo gasto,
ainda é
tempo amado.
Tempo passado
bem junto,
na saudade
sempre presente,
mas suportável;
o contato
comigo basta
para te
fazer feliz,
fazer sorrir.
Mesmo quando
não escavamos
as profundezas
de nossas
velhas almas...
Traz aqui
teu amor,
teu carinho,
porque eu
estou gelada.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Os dias continuam os mesmos e ainda assim tanto já mudou
Eu ainda moro na mesma cidade, na mesma casa, com os meus pais. Ainda não sei cozinhar. Não tive filhos, nunca me casei. Tenho dificuldade ...
-
Muitas vezes, ficamos tanto tempo estagnados numa condição que a possibilidade de mudança é encarada com um misto de estranheza ...
-
Ainda em setembro me lembro de novembro e entendo a ele e ao nove. Queres que eu prove como debaixo de terra e pele é por ele e nele ...
-
Hoje olho para ti e penso que até certa primavera eu nem moça o era, mas mera menina de pouco senso do melhor para si. Tu, círculo de...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo feedback!