Vejo as
horas passarem
sem sentir
que vivo.
Olho para
meu coração
e percebo
a dor.
O quanto
ele está
pesado, duro
como pedra.
Cheio das
mágoas e
verdades cruéis
que reluto
em admitir.
O vazio
me tranca
dentro de
mim mesma,
desta casa.
Quando, em
verdade, meu
lar sempre
foi outro.
Teu abraço;
uma chama
de conforto
e carinho.
Chama essa
que aquece
o inverno
da alma.
As noites
andam escuras;
os dias,
sem sol.
Mas ainda
há algo
em mim
que vive.
A leoa
ainda não
perdeu as
suas garras.
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