sexta-feira, 10 de julho de 2009

TEMPESTADE


Vento frio, céu escuro
As flores perdem suas pétalas
Meus pés pisam sobre folhas mortas...
Gotas de água começam a cair
Discretamente sobre mim.
Há muito tempo tento entender
O motivo de minhas aflições,
Mas o que me resta agora é
Apenas sentar na árvore mais próxima!
Me perco em meus pensamentos tristes
Ouvindo os barulhos da tempestade
De raios luminosos que cortam o céu
Enquanto tento me esconder entre minhas incertezas.
Volto a vagar silenciosa
Como um espírito perdido...
Encontro um pedaço de papel molhado
E uma caneta preta qualquer...
Meu pulso trêmulo escreve um
Bilhete de desespero,
Que acaba queimado com meu isqueiro.
Jogo as cinzas no vento
Junto com meu coração
Esperando que a tempestade termine
Assim como minhas dores.

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